Problemas hepáticos em cachorros

Os problemas hepáticos em cães podem surgir em qualquer idade e serem iniciados por várias causas, como doenças infecciosas ou hormonais.
Problemas hepáticos em cachorros

Última atualização: 06 Dezembro, 2020

Os problemas hepáticos em cães são difíceis de detectar. Além disso, ocasionalmente aparecem como uma doença secundária. Isso significa que o cão pode sofrer de uma doença que afeta o fígado de forma secundária, o que normalmente se reflete nos exames bioquímicos do sangue.

O fígado tem muitas funções relacionadas ao metabolismo de certos nutrientes, como proteínas, carboidratos e gorduras. Também está relacionado ao metabolismo de vitaminas e minerais.

Outra função insubstituível do fígado é a sua capacidade de eliminar e excretar toxinas e fármacos transportados pelo sangue, bem como a função de formar e eliminar a bile.

Sintomas de problemas hepáticos em cães

Quando um fígado começa a perder sua capacidade funcional, uma série de sintomas aparece. Não é necessário que todos apareçam e, às vezes, eles podem ser confundidos com sintomas de outra doença. Os sintomas que os cães podem desenvolver devido a uma doença hepática são:

  • Apatia. O cão pode ficar cansado, sem vitalidade e sem vontade de se mover.
  • Perda de apetitePodemos perceber que o cão tem pouca vontade de comer ou, pelo menos, não tanto quanto de costume.
  • Desidratação. Mesmo que ele beba água normalmente, como o fígado não está funcionando bem, a água não hidrata as células do corpo. Podemos ver se um cão não está hidratado se beliscarmos um pedaço da pele das costas e ela demorar a voltar para o lugar.
  • Mudança na cor das membranas mucosas. Quando há uma deficiência no fígado, as membranas mucosas do cão tendem a amarelar. Isso é conhecido como icterícia.
  • Perda de peso. O cão pode perder peso devido à falta de apetite, aliada ao metabolismo incorreto dos nutrientes.
  • Vômito crônico ou recorrente. Quando o problema do fígado aumenta, outros sintomas aparecem. É o caso dos vômitos, geralmente amarelos e espumosos.
  • Polidipsia e poliúriaEsses termos se referem, respectivamente, a um aumento na quantidade de água ingerida e de urina excretada.
  • Ascite. É o acúmulo de líquido no abdômen, produzido pela diminuição das proteínas séricas e aumento da tensão venosa.
  • Diarreia.
  • Sinais neurológicos. Devido ao acúmulo de toxinas no sangue devido à falta de funcionamento do fígado, estas podem afetar o cérebro, causando uma inflamação no mesmo.
Sintomas de problemas hepáticos em cães

Doenças que causam problemas hemáticos

Quando aparecem os sintomas de uma doença no fígado, nosso primeiro pensamento é que pode haver um problema ou uma deficiência na função desse órgão. Porém, quando problemas hepáticos são detectados através de exames de sangue, devemos descartar outras possibilidades.

Algumas das patologias ou doenças que podem causar danos ao fígado são:

  • Intoxicações. Durante uma caminhada rotineira, o cão é exposto, infelizmente, a ser intoxicado com múltiplas substâncias, algumas colocadas conscientemente e outras não. Se visitarmos parques urbanos ou áreas agrícolas, o cão pode ser envenenado por herbicidas, inseticidas ou fertilizantes. Além disso, ele pode ingerir substâncias tóxicas destinadas a outros animais.
  • Hepatite infecciosa. Essa doença é causada pelo adenovírus canino tipo 1 (CAV-1). Esse vírus é transmitido pelos fluidos corporais de animais doentes, como urina, fezes ou saliva. Não tem um tratamento específico, apenas suporte de vida e, às vezes, pode se tornar crônica.
  • Leptospirose. A causa da leptospirose é uma bactéria que pode ser transmitida ao homem, ou seja, é uma doença zoonótica. É transmitida pelo contato com fluidos de animais ou água infectada. Além do fígado, também afeta o coração, os rins e os pulmões.
  • Filariose. É uma infecção por nematoides que pode afetar órgãos como coração, pulmões, pele ou olhos. É uma doença zoonótica transmitida por insetos e afeta o fígado de forma secundária.
  • Síndrome de Cushing. A doença de Cushing é um desequilíbrio hormonal que pode afetar alguns cães. As glândulas adrenocorticais começam a produzir um hormônio – o cortisol – em excesso, que pode afetar outros órgãos, como o fígado.
  • Diabetes Mellitus. Essa doença é caracterizada por causar a ausência total ou parcial de insulina no sangue. Secundariamente, pode aumentar o risco de desenvolver inflamação ou cicatrizes no fígado.
Como prevenir

Como prevenir

Quando os problemas hepáticos em cães derivam de outras doenças, se essa doença for curada, o fígado também será recuperado. Cada doença tem seu próprio método preventivo. Por exemplo, em casos como a filariose ou outras doenças transmitidas por insetos, basta usar repelentes e evitar as áreas onde eles vivem.

Ocasionalmente, doenças hormonais como diabetes ou Cushing derivam de uma dieta pobre e, em muitos casos, causam obesidade. Manter nosso animal de estimação saudável, bem alimentado e exercitado é essencial para o bom funcionamento do seu organismo.

Por fim, a insuficiência hepática, bem como a insuficiência renal, às vezes ocorrem em cães mais velhos. É verdade que a idade é um fator de risco, mas uma nutrição adequada é uma prioridade. Não se esqueça de que o fígado pertence ao sistema digestivo e pode ser afetado por múltiplos fatores.

Pode interessar a você...
Torção do estômago em cães: entenda o problema
Meus AnimaisLeia em Meus Animais
Torção do estômago em cães: entenda o problema

A torção do estômago é uma doença aguda que ocorre em alguns animais domésticos, como cães. Se não for tratada logo, pode causar a morte do seu animal.



  • Altamirano Silva, L. (2015). Abordaje para el diagnóstico clínico y patológico de enfermedades hepáticas en perros y gatos.
  • Castillo, V. A., Wolberg, A., & Ghersevich, M. C. (2006). Sindrome de Cushing subclínico en el perro. REDVET. Revista Electrónica de Veterinaria, 7(11), 1-9.
  • Decaro, N., Campolo, M., Elia, G., Buonavoglia, D., Colaianni, M. L., Lorusso, A., … & Buonavoglia, C. (2007). Infectious canine hepatitis: an “old” disease reemerging in Italy. Research in veterinary science83(2), 269-273.
  • Hardy, R. M. (1988). Diabetes mellitus en el perro y en el gato. Clínica veterinaria de pequeños animales, 8(2), 0071-88.
  • Inkelmann, M. A., Rozza, D. B., Fighera, R. A., Kommers, G. D., Graça, D. L., Irigoyen, L. F., & Barros, C. S. (2007). Hepatite infecciosa canina: 62 casos. Pesquisa Veterinária Brasileira, 27(8), 325-332.
  • Luna, A. M. A., Moles, C. L. P., Gavaldón, R. D., Nava, V. C., & Salazar, G. F. (2008). La leptospirosis canina y su problemática en México. Revista de salud animal, 30(1), 01-11.
  • Visconti, G. (2010). función hepática y parámetros analíticos. LAV, vol4.