O sedentarismo no animal de estimação

· julho 31, 2018
Os animais que fazem pouca ou nenhuma atividade física podem apresentar comportamentos destrutivos e sinais de violência. Será muito difícil para ele desenvolver suas habilidades sociais.

A vida moderna também afetou os animais domésticos, e a redução da atividade física é uma realidade perigosa para a vida caseira. O sedentarismo no animal de estimação representa vários riscos para sua saúde física e mental.

A seguir, lhe convidamos a entender o que é sedentarismo e quais são seus efeitos no organismo de seu animal.

O que é sedentarismo?

O sedentarismo é sinônimo de um estilo de vida inativo, que caracteriza-se basicamente pela ausência da atividade física. Os indivíduos sedentários são aqueles que fazem pouco ou nenhum exercício e, também, que passam muito tempo sentados ou deitados.

Os estudos científicos são contundentes: sejam adultos ou crianças, cada dias as pessoas se tornam mais sedentárias. Os jovens deixaram de querer se divertir correndo, pulando ou se mexendo. Eles preferem videogames, séries e programas de televisão.

Os adultos trabalham cada vez mais horas sentados na frente de um computador ou de outros dispositivos inteligentes.

Nossa forma de se deslocar diariamente também se tornou mais sedentária. Carros, trens, táxis, ônibus, metrô… Todos são práticos e rápidos, mas contribuem para uma vida inativa.

Se pensarmos que é um exercício, por exemplo, ir trabalhar de bicicleta, entendemos que o sedentarismo está implícito nos meios de transporte mais modernos.

Nossas grandes jornadas de trabalho fazem com que passemos muito tempo sentados e que tenhamos poucas oportunidades para nos exercitarmos.

Terminada a jornada laboral, os poucos momentos livres geralmente são dedicados ao descanso e às responsabilidades da vida pessoal ou familiar. Por outro lado, não somos os únicos que sofremos com o sedentarismo.

sedentarismo nos animais

Animais e sedentarismo: a perigosa vida moderna dos animais domésticos

Enquanto nós enfrentamos uma longa jornada de trabalho, nossos animais passam por longas horas de solidão e sedentarismo. Atualmente, a maioria dos animais domésticos praticam pouco exercício físico diário.

Durante grande parte do dia, estão dormindo ou vencendo o tédio com algum brinquedo.

Está errado quem pensa que o sedentarismo pode afetar somente os seres humanos. Em particular os animais domésticos e as espécies silvestres em cativeiro também experimentam em seu próprio corpo os efeitos de uma vida inativa.

E os sintomas não demoram a aparecer.

Sintomas do sedentarismo no animal de estimação

Um dos primeiros sinais visíveis de uma vida inativa nos animais é o aumento de peso. Por não se exercitarem, os animais engordam com facilidade e se engajam menos em suas atividades cotidianas.

O sedentarismo também favorece a perda de massa muscular e diminui a resistência corporal, o que deixa seu organismo mais fraco.

Além disso, os problemas de comportamento e as condutas destrutivas são mais frequentes nos animais sedentários.

Os animais de estimação inativos podem apresentar sintomas de ansiedade, tédio e acumulação de estresse.

Em alguns casos, isso também implica no aumento da agressividade em relação às pessoas e a outros animais.

animais inativos

Os riscos do sedentarismo no animal de estimação

A obesidade e o sedentarismo aparecem como fatores de risco para a saúde de nossos animais. Muitas doenças, como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas são mais frequentes em animais inativos.

Além disso, os animais com sobrepeso estão mais propensos a desenvolver problemas articulares.

Por outro lado, a falta de atividade física geralmente impacta negativamente a saúde mental de nossos animais de estimação.

O acúmulo da tensão e do estresse favorece o desenvolvimento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Com isso, um animal sedentário dificilmente terá uma vida social saudável, e não terá a oportunidade de desenvolver suas habilidades cognitivas, emocionais e sociais.

Conselhos para combater o sedentarismo no animal de estimação

  • Atividade física regular: Para os cães, o ideal é realizar três passeios diários, de 30 a 40 minutos cada um. Os animais que não fazem exercício ao ar livre devem ter um ambiente preparado para permanecer física e mentalmente estimulados.
  • Alimentação equilibrada: Todos os animais precisam de uma nutrição completa e equilibrada para permanecerem ativos, alegres e saudáveis. Por isso, é fundamental contar com a orientação de um veterinário para oferecer a melhor dieta a seu animal.
  • Medicina preventiva: Nossos animais devem ter uma medicina preventiva adequada para conservarem sua saúde. Isso deve incluir visitas ao veterinário a cada seis meses, além de respeitar o calendário de vacinação e desparasitação periódica.
  • Vida social: Em geral, é mais fácil oferecer uma vida social positiva aos animais que fazem passeios regulares ao ar livre. No entanto, todos os animais devem ter a oportunidade de desenvolver suas habilidades emocionais, cognitivas e sociais.