3 sinais que indicam que seu gato tem raiva felina

junho 16, 2020
A raiva felina não tem cura e, uma vez que afeta o sistema nervoso central e causa encefalite, pode provocar a morte do animal.

Neste artigo, vamos mostrar quais são os sintomas e sinais que indicam se um gato tem raiva felina. Essa doença, principalmente relacionada a cães, também afeta os gatos.

O que saber sobre a raiva felina

É uma doença viral e infecciosa que qualquer mamífero pode vir a ter, embora seja mais comum em cães. A raiva felina é grave e, como afeta o sistema nervoso central e causa encefalite, pode provocar a morte do animal.

Para que um gato seja infectado, ele deve ser mordido por outro animal ou mamífero infectado. No caso dos felinos, devemos ter muito cuidado, pois eles geralmente brigam entre si quando há uma fêmea no cio ou por razões territoriais. Quando as feridas se infectam e ficam expostas, é mais provável que o vírus entre no corpo.

É bom saber que a raiva também é encontrada na saliva e nas secreções, por isso não é preciso mais do que uma simples mordida para se contaminar.

O que saber sobre a raiva felina

A boa notícia é que a raiva felina pode ser evitada com a vacinação. A vacina é aplicada aos quatro meses de vida do animal e depois repetida a cada ano como reforço.

Se você encontrar um gato de rua e levá-lo ao veterinário, esse será um dos primeiros preventivos a serem aplicados. Isso ocorre porque é uma doença muito grave e, uma vez espalhada, é provável que o animal piore e morra.

Sintomas e sinais da raiva felina

Nos primeiros dias após a disseminação da raiva, você não vai notar nada de estranho no seu animal de estimação, já que o vírus está incubando e se desenvolvendo por dentro e, nessa fase, é assintomático. Posteriormente, haverá certas mudanças nos hábitos e na saúde do bichano. Veja, a seguir, alguns dos sinais típicos da raiva felina:

1. Comportamento estranho

Como o vírus afeta principalmente o sistema nervoso central, é provável que o gato fique mais irritado, mais nervoso ou menos tolerante ao contato com as pessoas. É normal que ele queira atacar os donos ou outros animais de estimação, e que por qualquer coisa fique com raiva e se esconda.

A agressividade, a ansiedade e a agitação são as principais alterações, se o gato tiver sido infectado com raiva. Mas no caso de o animal já ter algumas características agressivas mesmo antes do contágio, provavelmente ele se tornará um animal de estimação dócil e amigável da noite para o dia.

Comportamento estranho

2. Sintomas físicos

Às vezes, mudanças comportamentais podem ser atribuídas a outros problemas, como a época do ano, a chegada de outro animal de estimação, o cio, etc. No entanto, existem sintomas físicos da raiva felina que não dão origem a dúvidas.

Entre esses sinais, destacam-se febre, baba excessiva, perda de apetite, ingestão aumentada de água, vocalizações excessivas, alterações no miado, apatia, indiferença e falta de higiene pessoal. Tudo isso aparece na primeira fase da doença.

3. Alterações graves

No segundo estágio da raiva felina, o comportamento do animal é muito mais estranho do que no início, e é por isso que é conhecido como “excitação ou fase nervosa”. O gato vai correr ou andar compulsivamente e sem rumo, ficará cada vez mais agressivo, terá problemas de coordenação, sofrerá convulsões e se morderá, principalmente na cauda.

Já no último estágio da raiva – chamado paralítico – os sintomas são mais do que graves e irreversíveis. Ele pode sofrer de dificuldades respiratórias, paralisia de qualquer parte do corpo ou de sua totalidade, asfixia e formação de espuma no focinho. Infelizmente, depois disso, não haverá mais nada a fazer pelo animal e ele morrerá em breve.

Como a raiva felina não tem cura – até agora – a melhor maneira de impedir que o gato seja infectado é através da vacinação precoce.

  • Paez, A., Polo, L., Heredia, D., Nuñez, C., Rodriguez, M., Agudelo, C., … Rey, G. (2009). Brote de rabia humana transmitida por gato en el municipio de Santander de Quilichao, Colombia, 2008. Revista de Salud Pública. https://doi.org/10.1590/S0124-00642009000600009