Tipos de membros em mamíferos: saiba mais

junho 28, 2018
Embora pertençamos à mesma classe dos orangotangos e dos cães, não temos os mesmos órgãos externos

As “mãos e os pés” dos animais são diferentes uns dos outros. Afinal, seus membros se adaptaram ao habitat e às necessidades de cada espéciePortanto, apesar de pertencermos à mesma classe dos orangotangos e dos cães, ou seja, mamíferos, não temos os mesmos órgãos externos. Neste artigo, vamos te contar quais são os diferentes tipos de membros dos mamíferos.

Quais são os tipos de membros em mamíferos ?

A parte do corpo que chamamos de “pernas” pode cumprir diferentes funções: locomoção, manipulação de objetos, suporte, etc. Por isso, veremos agora alguns dos tipos de membros em mamíferos:

1. Tipos de membros em mamíferos terrestres

A grande maioria dos animais nesse grupo vive em terra. Apesar disso, seus membros não são iguais entre si. Afinal, muitos mamíferos tiveram suas “pernas” dianteiras e traseiras adaptadas para a corrida. Entre eles, destacam-se leões, lobos, tigres, etc. Além disso, outros mamíferos se adaptaram para poderem saltar. Entre eles, estão a lebre, o canguru, o coelho, entre outros. Porém, há aqueles que em sua adaptação mantiveram ambas as funções, por exemplo a gazela.

Lobos

Em todos esses casos, os membros são longos e fortes. Isso porque são equipados com tendões que permitem a movimentação em diferentes posições. Além disso, esses membros suportam o peso do animal. Por fim, podem determinar se os animais serão mais ou menos rápidos, dependendo da fisiologia de cada um.

Além de tudo isso, entre os mamíferos terrestres, podemos encontrar algumas espécies cujas pernas terminam em casco. Entre elas, estão a ovelha, a cabra, a vaca e o camelo, que possuem um número par de unhas. Por sua vez, o cavalo, o rinoceronte e a anta possuem um número ímpar de cascos.

Podemos também identificar animais plantígrados (ursos, humanos, cangurus, etc.), que apoiam toda a planta do pé ao caminhar. Além disso, há os digitígrados (lobos, cães, gatos, entre outros), que só põem os dedos no chão. Há também os ungulados (cabras e burros, por exemplo), que andam na ponta dos cascos (ou úngulas).

2. Membros em mamíferos marinhos

Golfinhos, baleias e peixes-boi são algumas das espécies de mamíferos marinhos nas quais os membros se tornaram “barbatanas”. A exceção a essa regra é a lontra, que tem pernas especiais para se movimentar em rios e lagos.

Mamíferos marinhos

As barbatanas dos cetáceos permitem que elas nadem e se movam na água sem problemas. No entanto, ao contrário das espécies terrestres, seus braços e pernas têm um papel menor no deslocamento. Afinal, o principal órgão responsável por isso é a barbatana caudal, uma espécie de cauda modificada.

3. Extremidades nos mamíferos subterrâneos

A toupeira é o principal exemplo desse grupo. Suas mãos mudaram ao longo da evolução das espécies para lhes permitir cavar a terra. Dessa forma, esses animais podem construir suas tocas ou rapidamente escapar de predadores.

As mãos desse animal são dotadas de garras muito poderosas. Assim, também são capazes de agarrarem-se a objetos como galhos de árvores ou pedras.

4. Membros em mamíferos arborícolas

Os animais da floresta passam muitas horas entre as árvores. Por isso, esses animais possuem membros especiais para essa finalidade. Chimpanzés, gorilas, lêmures e saguis – entre outros primatas – podem se pendurar nos galhos e ficar de ponta-cabeça. Além disso, as extremidades dos primatas lhes permitem comer, pegar objetos, e até mesmo removerem parasitas de outros primatas.

Macaco verde

Por sua vez, o mandril e outros primatas terrestres têm extremidades que lhes permitem caminhar apoiando as mãos no chão. Eles têm braços longos e se penduram nos galhos, quando necessário.

Uma das principais características dessa família, que também compartilhamos, é o polegar oposto ao resto dos outros dedos. Esse arranjo permite que o animal pegue objetos com habilidade.

5. Extremidades dos mamíferos voadores e planadores

Finalmente, devemos falar sobre aqueles animais com seios que modificaram suas patas dianteiras para poderem voar. Esse é o caso dos morcegos e dos colugos.

A transformação nesses casos foi a seguinte: a pele do abdômen e das costas se estenderam e os dedos se alongaram. Dessa forma, eles podem abrir as “asas” e se moverem pelo ar, mesmo que não sejam pássaros.