Tratamento da diabetes em cães e gatos

· maio 2, 2018
Na diabetes, o organismo torna-se incapaz de controlar sua própria glicemia (nível de açúcar no sangue). Quando toda a glicose não alcança a corrente sanguínea, o animal entra em uma espécie de “estado de inanição”.

A diabetes em cães e gatos pode se desenvolver de forma assintomática, afetando o organismo silenciosamente. Hoje, vamos resumir os principais aspectos para prevenir e tratar essa doenças crônica em seu animal.

A diabetes em cães e gatos: o que é e como se desenvolve

Nos humanos e nos animais, a diabetes mellitus pode se apresentar de diferentes maneiras. A diabetes tipo 1 acontece quando o corpo é diretamente incapaz de produzir insulina. A do tipo 2 caracteriza-se por um transtorno metabólico que leva ao uso inadequado da insulina produzida, ou também a um déficit em sua produção.

O corpo perde o controle

Nestes casos, o organismo torna-se incapaz de controlar sua própria glicemia (nível de açúcar no sangue). Como consequência, uma enorme quantidade de glicose deixa de gerar energia e fica “presa”.

Quando toda a glicose não alcança a corrente sanguínea, o animal entra em uma espécie de “estado de inanição”. Então, a pessoa geralmente come muito e ganha peso rapidamente. O que parece ser fome infinita pode ser, na verdade, um sintoma de diabetes.

Diabetes em cães e gatos: fatores de risco

A diabetes do tipo 1 está relacionada, em quase 100% dos casos, à herança genética. A do tipo 2 em cães e gatos possui importantes fatores de risco associados a:

  • Sedentarismo
  • Sobrepeso
  • Alimentação desequilibrada
  • Herança genética

Diabetes nos cães: prevenção e tratamento

A maioria dos cães que sofre de diabetes desenvolve o tipo 1. Nestes casos, é quase impossível falar de prevenção. Esses animais deverão ser submetidos a injeções diárias durante toda sua vida, como tratamento para uma doença crônica.

diabetes em cães

As raças de cães que demonstram mais tendência genética a essa doença são:

Alguns cães podem desenvolver a diabetes do tipo 2 por apresentarem mais de um dos fatores de risco mencionados anteriormente.

Nestes casos, a prevenção é chave para preservar a saúde e o bem-estar do animal. Hábitos simples, como proporcionar a eles uma nutrição balanceada e exercícios regulares, são muito eficazes para combater a doença.

O tratamento é muito similar ao do tipo 1 e consiste na aplicação de insulina. Mas mudanças positivas na rotina do animal podem levar à diminuição da dose diária. Isso sem falar que melhora a qualidade de vida e aumenta a longevidade do animal.

Diabetes em gatos: a prevenção é chave

No caso dos felinos, a diabetes do tipo 2 é mais frequentemente diagnosticada. Em geral, esses animais desenvolvem esse transtorno metabólico devido a maus hábitos adquiridos na vida em casa.

Muitos gatos que vivem em apartamentos sofrem uma grande diminuição em sua atividade diária. Essa ausência de exercício lhes torna mais vulneráveis a fatores de risco, como a obesidade e o sedentarismo. Como consequência, podem desenvolver não somente diabetes ou hipertensão, mas também transtornos de conduta e depressão.

Gato deprimido

Os gatos domésticos geralmente experimentam uma mudança radical em sua alimentação. Em liberdade, eles caçariam para obter seu próprio alimento e sua dieta se basearia principalmente em proteínas da carne.

Mas em casa, os gatos geralmente comem rações com grande porcentagem de carboidratos. O ideal é oferecer ao animal uma dieta rica em proteínas e incentivá-lo a ter uma rotina mais ativa. Brinquedos e momentos de convivência são excelentes formas de motivar seu melhor amigo.

Diabetes em gatos: tratamento

O tratamento é muito parecido com o dos cães. Baseia-se na administração de injeções de insulina, mas os gatos têm uma grande vantagem em relação aos cachorros.

Com pequenas mudanças na alimentação e estilo de vida, o animal pode reverter seu quadro metabólico. Em muitos casos, as injeções podem ser suspensas e o animal pode recuperar integralmente sua qualidade de vida.

A diabetes em cães e gatos pode ser facilmente prevenida com a inclusão de hábitos saudáveis na rotina do nosso melhor amigo. Vale reafirmar a importância da medicina preventiva para os animais e das consultas periódicas ao veterinário.