Tratamentos de quimioterapia em cães

janeiro 31, 2019

Embora possa causar efeitos colaterais (em apenas 5% dos pacientes), deve-se notar que a taxa de sucesso da quimioterapia em cães pode chegar a 80% dos casos.

A quimioterapia em cães é geralmente usada para tratar sobretudo o linfossarcoma e o mastocitoma. O linfossarcoma é um tipo de neoplasia que afeta os linfócitos e pode danificar o fígado e o baço.

Por outro lado, o mastocitoma é um tipo de câncer de pele que afeta os mastócitos (as células do tecido conjuntivo) e pode se espalhar para outros órgãos.

Tratamento oferece boas chances de sucesso

Em ambos os casos, o efeito do tratamento químico é notável, com cerca de 80% de resposta positiva.

No entanto, a quimioterapia também pode ser usada para tratar outros tipos de câncer que são comuns em cães. A seguir, listamos os tipos mais comuns:

  • Câncer de pele
  • Linfomas
  • Câncer de mama
  • Tumores cancerosos (principalmente na cabeça e pescoço)
  • Câncer de testículo
  • Câncer ósseo
Cachorro durante quimioterapia

Sempre que um cão é diagnosticado com câncer, ele precisa fazer quimioterapia?

Não. A quimioterapia é um dos possíveis tratamentos para o câncer. No entanto, seu uso deve ser avaliado pelo médico veterinário, de acordo com a evolução da doença no organismo e o estado de saúde de cada cão.

Em geral, a quimioterapia é recomendada nos seguintes casos:

  • Quando o tumor afeta vários órgãos ou se espalha pelo corpo: quando as células cancerosas se espalham pelo corpo ou afetam vários órgãos (o linfoma, por exemplo), torna-se impossível remover o tumor por meio de cirurgia.

Nestes casos, a quimioterapia é geralmente a melhor alternativa para tentar conter o avanço e proporcionar uma melhor expectativa de vida para o animal.

No entanto, se o câncer está avançado, há metástase ou se o animal já está muito fraco, a quimioterapia é geralmente desaconselhável.

  • Quando o procedimento cirúrgico não remove completamente o tumor: em alguns casos, a cirurgia de extração é viável e eficaz, mas não consegue extrair o tumor em sua totalidade.

Neste caso, o veterinário pode usar a quimioterapia após a cirurgia para completar a eliminação das células cancerígenas.

  • Se o tumor for muito grande para ser removido por cirurgia: se o veterinário detectar que o tamanho do tumor é grande demais para ser removido em uma intervenção cirúrgica, a quimioterapia pode ser usada para reduzir seu tamanho.

Dependendo da resposta ao tratamento, o veterinário irá analisar a viabilidade de uma cirurgia pós-quimioterapia para remover o tumor de tamanho reduzido.

  • Depois de remover um tumor: mesmo quando a cirurgia é bem sucedida e o tumor é removido, o veterinário pode prescrever quimioterapia para eliminar qualquer uma das células cancerígenas remanescentes. Dessa forma, o risco de um novo tumor se formar novamente diminui.

Como funciona a quimioterapia em cães?

As células cancerígenas têm um crescimento anormal, multiplicando-se muito mais rapidamente do que as células normais.

O objetivo da quimioterapia é retardar o crescimento e eliminar essas células. Dessa forma, drogas específicas são usadas para detectar a atividade acelerada das células malignas e destruí-las.

quimioterapia em cães

Na prática, a quimioterapia é mais eficaz para tumores pequenos, que exibem intensa atividade de divisão celular.

Para o câncer avançado, as células cancerosas diminuem sua reprodução e entram em “repouso”. Neste caso, os quimioterápicos são incapazes de diferenciar as células malignas das normais.

Há efeitos colaterais da quimioterapia em cães?

Tal como acontece com quase todos os tratamentos com drogas, a quimioterapia também tem alguns efeitos colaterais.

No entanto, estima-se que apenas 5% dos pacientes experimentam essas reações negativas após o tratamento. Entre os principais efeitos colaterais da quimioterapia em cães estão:

  • Problemas digestivos: falta de apetite , diarreia, náusea e vômito. Felizmente, existem muitos medicamentos e alguns suplementos naturais para prevenir e aliviar esses distúrbios.
  • Fraqueza do sistema imunológico: pela ação da quimioterapia, alguns cães podem sofrer uma queda no sistema imunológico. Isso os deixa mais vulneráveis ​​ao desenvolvimento de inúmeras doenças, desde resfriados leves até infecções mais complexas.
  • Perda de pelo: é raro os cães perderem pelo durante o tratamento de quimioterapia. No entanto, alguns podem sofrer perdas ocasionais. Em algumas ocasiões, os pelos podem crescer com tonalidade e textura diferentes nessas áreas.

Felizmente, o avanço da ciência e da medicina veterinária permitiu melhorar significativamente os tratamentos de quimioterapia em cães. Graças a isso, o prognóstico é muito mais positivo do que no passado.