Vespa-do-mar: características e habitat

março 8, 2019
O pequeno corpo da vespa-do-mar é menos agressivo que seus tentáculos, que podem medir até três metros de comprimento; cada tentáculo é coberto por células urticantes chamadas cnidócitos. 

A vespa-do-mar, também conhecida como medusa-de-fogo ou cubomedusa, vive em águas australianas e do sudeste asiático. Existem quase 200 espécies conhecidas de medusas que viajam através dos mares do nosso planeta.

Embora muitas delas sejam realmente inofensivas, acredita-se que a vespa do mar seja o animal marinho mais venenoso conhecido até agora.

Seu veneno é tão poderoso que aqueles que foram picados referem-se a uma dor tão insuportável que asfixia, mesmo antes que ocorra o efeito total.

Além de seu veneno, a vespa-do-mar é quase invisível, o que dificulta sua detecção. Além disso, é durante o dia que prefere caçar em águas rasas, o que aumenta as chances de entrar em contato com nadadores desavisados.

Descrição física

O nome cubomedusa, que lhe dão na Austrália, deriva da forma de cubo ou caixa que tem sua parte superior. O corpo é semitransparente e geralmente mede entre 16 e 24 centímetros, embora seu diâmetro atinja aproximadamente 35 centímetros.

Os tentáculos são projetados de cada um dos cantos, e cada lado pode conter até 15 tentáculos, com cerca de três metros de comprimento. A vespa-do-mar é azul pálida, muito difícil de ser vista; mesmo nas águas límpidas do oceano.

Essa característica impediu que as pessoas soubessem o que lhes causava uma dor tão terrível, geralmente seguida de morte.

Vespa-do-mar

Cada tentáculo contém milhões de nematocistos; uma espécie de ganchos microscópicos onde o veneno é armazenado e distribuído. Vespas-do-mar contêm órgãos sensoriais que incluem 24 olhos, mas não têm cérebro.

Hábitos de reprodução

A cada primavera, reúnem-se para desovar em rios e corpos de águas similares. Elas encontram um parceiro em fontes de água doce e lá liberam os óvulos ou espermatozoides, conforme o caso, diretamente na água.

Uma vez que a fertilização ocorre, o plânula (larva) adere a uma superfície dura e se torna um pequeno pólipo.

Os pólipos são minúsculos, medindo de um a dois milímetros, e parecem uma bola viva com dois tentáculos, que usam para aderir a pedras e outras superfícies onde não se sentem expostas; muitas vezes em uma fenda nas rochas ou em sua parte inferior.

Uma vez que o pólipo tenha terminado de brotar, ele se torna então uma vespa-do-mar juvenil, que cresce até se tornar sexualmente madura e mudar-se do rio para o mar. Lá elas continuam a crescer até atingirem o tamanho final, de 16 a 24 centímetros.

vespa-do-mar

A vespa-do-mar morre logo após a liberação dos espermatozoides e óvulos e não participa na criação de seus descendentes. Por causa disso, acredita-se que viva pouco menos de um ano.

Comportamento

A vespa-do-mar tem vários traços comportamentais que as distinguem de outras. Em particular, podem nadar ativamente, enquanto a maioria das outras espécies flutua e é levada pela correnteza.

Outra diferença é que ela fica no fundo do mar e passa muito tempo sem se mover, a menos que seja perturbada.

Considera-se que esta fase de repouso serve para compensar a energia investida no tempo que passam a nadar ativamente. Elas costumam nadar mais devagar durante o dia, provavelmente para caçar suas presas.

Durante períodos de ondas muito ativas, elas descem para águas profundas até que o mar se acalme.

As picadas em seres humanos ocorrem inadvertidamente e podem ser fatais. Estima-se que suas principais vítimas sejam crianças e jovens adultos.

Onde habita a vespa-do-mar

Seu habitat se limita às águas do continente australiano e sudeste da Ásia. Elas habitam partes do Oceano Índico, Pacífico e da Grande Barreira de Corais. Vespas marinhas também já foram encontradas nas águas da costa oeste da Austrália.

A maioria das picadas em humanos são relatadas nas águas oceânicas de Queensland, na costa leste da Austrália. Acredita-se que a vespa marinha também seja responsável por picadas registradas perto das Filipinas.

https://www.nationalgeographic.es/animales/avispa-del-mar