5 anfíbios da América do Sul: conheça-os aqui!

· novembro 22, 2018

Com os habitats variados dessa parte do mundo, esses anfíbios da América do Sul têm cores e tamanhos muito diferentes. Seus comportamentos também diferem amplamente, sobretudo em relação à alimentação.

Este subcontinente é famoso pela sua biodiversidade, tanto quanto à flora como quanto à fauna.

A Amazônia é seu principal ecossistema, mas a América do Sul possui outras áreas que incluem montanhas e desertos, sendo o lar de milhares de espécies.

Nesse artigo, vamos nos concentrar nos anfíbios da América do Sul. Há de todos os tamanhos e cores!

Exemplos de anfíbios da América do Sul

Há mais de 100 espécies de anfíbios da América do Sul, muitos deles pouco conhecidos devido aos seus habitats e comportamentos.

Além disso, acredita-se que há dezenas de subespécies ainda desconhecidas para o homem! Entre aqueles que foram observados, podemos destacar:

1. Sapo amarelo comum

Como o nome sugere, esse pequeno sapo é completamente amarelo, exceto pelos olhos, que são pretos.

Essa espécie de anfíbio pertence à família dos Hylidae e vive em quase toda a América do Sul, com exceção do Chile.

O Sapo amarelo comum (foto que abre este artigo) prefere florestas tropicais e subtropicais.

Dessa forma, também habita savanas úmidas, prados inundados, jardins rurais, marismas e áreas urbanas onde existem canais, represas ou lagoas.

2. Sapo-boi

É um dos anfíbios da América do Sul mais famosos devido ao seu tamanho: as fêmeas medem 17 centímetros, sendo maiores que os machos.

No entanto, sua cor também chama atenção: barriga branca e manto verde com manchas pretas. Além disso, o sapo-boi tem uma boca enorme, olhos salientes e duas protuberâncias na cabeça, como se fossem chifres.

Para se alimentar, ele se esconde sob a lama e a terra e deixa os olhos para fora. Dessa forma, pode permanecer estático por horas esperando por uma presa.

Sua alimentação é variada, indo de insetos a pássaros ou outros anfíbios. Por conta de sua voracidade, alguns espécimes morrem asfixiados quando tentam engolir a comida em uma única mordida.

5 anfíbios da América do Sul: sapo-boi

Outro fato muito curioso sobre esta espécie é que as larvas têm a capacidade de emitir sons sob a água para se defender.

A cada ano, as fêmeas colocam cerca de dois mil ovos, que levam duas semanas para se tornarem girinos.

3. Sapo branco

Essa espécie é conhecida de diferentes maneiras, dependendo do país onde vive: sapo branco, sapo de banana ou sapo de capina.

É um anfíbio que pode ser encontrado na Venezuela, Trinidade e Tobago, Suriname, Panamá, Guiana, Colômbia e Brasil. Também pode ser encontrado no México.

alguns anfíbios da América do Sul: Sapo branco

Seus habitats naturais são as florestas tropicais, savanas úmidas, rios e lagos de água doce, nascentes, deltas de rios. Além disso, vive em áreas com muita irrigação ou inundadas.

4. Sapo folhado

Esse anfíbio sul-americano vive nas selvas da Amazônia e nas florestas tropicais da Venezuela, Bolívia, Equador e Colômbia.

No entanto, precisam estar a menos de 400 metros acima do nível do mar e ter muitas folhas para se esconder.

Sapo folhado

Como outros da região, o sapo folhado é pequeno. As fêmeas medem cerca de 40 milímetros e os machos medem 30 milímetros, e seu corpo é compacto.

As cores predominantes são o dourado nas costas e o castanho claro na barriga. Além disso, possui algumas manchas escuras e olhos negros.

De hábitos noturnos, alimenta-se de formigas e coloca em torno de 400 ovos por ano.

5. Sapo crioulo

O último dos anfíbios da América do Sul nesta lista pode ser encontrado apenas em algumas áreas do subcontinente. Não habita os territórios do Chile ou do Equador.

Prefere florestas tropicais secas ou úmidas, savanas, pastagens, prados, rios e pântanos, além de lagos e pomares ou jardins urbanos.

Sapo crioulo

A fêmea do sapo crioulo é maior que o macho, pois chega a 11 cm, enquanto os machos não passam dos 9 cm.

Além disso, se acasalam entre setembro e fevereiro. Dessa forma, após a cópula, um ninho de milhares de ovos pretos se forma flutuando na superfície da água, sendo protegido por uma espécie de espuma.