5 cobras constritoras

· setembro 26, 2018
Elas são caracterizadas por sua capacidade de estrangular a presa até o sufocamento. Além disso, podem engolir animais inteiros, graças à capacidade de suas mandíbulas de se abrirem mais que o necessário.

Grandes em tamanho e com a capacidade de estrangular suas presas, as cobras constritoras geralmente não são venenosas. Mas podem engolir animais inteiros devido a suas mandíbulas ‘desencaixadas’, que se abrem de uma forma surpreendente.  Saiba mais sobre elas abaixo.

Exemplos de cobras constritoras

A constrição é uma das técnicas mais surpreendentes do reino animal: baseia-se no estrangulamento da vítima. Não se trata de quebrar ossos ou esmagar, mas de impedi-las de respirar. Assim, a presa morre asfixiada.

Algumas cobras constritoras que realizam esse mecanismo para se alimentar são:

  1. Anaconda verde

Esse réptil endêmico da América do Sul (foto que abre este artigo) é o maior e mais pesado do mundo. Apesar de muitos casos de ataque a humanos terem sido documentados, ela só age dessa maneira se se sentir ameaçada.

É verde escura com marcas ovais marrons, tem um ventre claro e o padrão da cauda é único para cada espécime.

O focinho é coberto por escamas e tanto o nariz e os olhos estão ‘elevados’ para que seja possível submergir na água todo o corpo, exceto essa parte, e perseguir assim suas presas: antas, capivaras, veados, roedores, peixes, anfíbios, quatis e répteis.

  1. Jiboia Arco-Íris

Existem diferentes espécies desse réptil, e todas vivem na América do Sul, mais precisamente em regiões quentes.

Suas escamas podem ser de várias cores, sempre com um fundo claro ou marrom. Sob o sol, podem refletir diferentes tonalidades, num padrão furta-cor, daí seu nome.

Boa Arco-Íris

É um animal noturno, tímido, lento e volumoso, que se alimenta de pequenos mamíferos e, às vezes, de pássaros.

Ela se reproduz na primavera e a gestação dura cerca de cinco meses: no verão, a fêmea “dá à luz” a oito ovos e seus filhotes têm cerca de 30 centímetros de comprimento.

  1. Píton reticulada

Vive no sudeste da Ásia e ‘briga’ com a anaconda para ver quem é o maior do mundo.

Espécimes com oito metros de comprimento e 135 quilos de peso já foram encontrados; embora elas geralmente tenham cinco metros (o que ainda é muito).

Píton reticulada

Sua cabeça é alongada e seu focinho liso e largo, sua boca é dotada de cem dentes e seus olhos são amarelos com pupilas negras verticais. 

O corpo é amarelo, ocre ou marrom nas costas e branco na barriga.

Alimenta-se de roedores, aves, répteis, macacos, javalis, perus e veados. Ela é muito ágil e rápida, tem hábitos noturnos e pode escalar árvores para caçar.

  1. Jiboia constritora

É uma das cobras constritoras mais conhecidas, nativa da América – do México à Argentina – e prefere habitats com pouca água, como a savana e o deserto.

É um réptil arbóreo e às vezes também terrestre.

Jiboia constritora

A jiboia pode medir até quatro metros – as fêmeas são maiores que os machos – e tem uma coloração muito bonita, nos tons vermelho, branco, dourado e rosa.

Antes de mudar a pele, ela é acinzentada e não muito chamativa.

Elas não enxergam muito bem; utilizam suas escamas termossensíveis para detectar a presa: aves, lagartos, morcegos, ratos, esquilos, entre outros. É solitária, noturna e se esconde entre os galhos das árvores.

  1. Píton verde

Esta espécie de cobra constritora vive nas florestas da Austrália, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné. A pele é verde, muito brilhante e chamativa, com áreas mais claras no ventre.

Píton verde

Pode medir 2,5 metros e passa muitas horas por dia encolhida nos galhos das árvores com a cabeça “pendurada”, o que permite-lhe identificar a presa (tem fossas nasais termoreceptivas).

Sua dieta é baseada em roedores, répteis e, somente em casos excepcionais, alguns pássaros.