A coruja comum: a ave do ano 2018

Maio 2, 2018
Essa ave de rapina noturna é considerada um indicador de saúde do meio rural e da biodiversidade nos entornos rurais.

A coruja comum foi escolhida a ave do ano 2018 de acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Espanhola de Ornitologia. Por isso, esse é um bom momento para falar da importância de uma das aves de rapina que mais passam despercebidas de nossa fauna.

Características e comportamento da coruja comum

Essa espécie é o único tytonidae da Europa. É uma ave de rapina noturna de tamanho médio com uma elegância natural. Sua plumagem contrasta perfeitamente, com tons dourados e pardos, e branco no centro do peito e no rosto. Este, por sua vez, possui uma forma de coração muito característica. O toque final está em seus olhos, de cor negra intensa.

A coruja comum emite múltiplas vocalizações, mas a maioria chama a atenção por serem sons agudos e roncos metálicos. Essa espécie distribui-se por grande parte do planeta, e existem três subespécies europeias, seis africanas, cinco asiáticas, onze americanas e quatro na Oceania.

Sua abundância e diferentes subespécies lhe tornam uma das aves de rapina mais fáceis de serem avistadas. Está presente nos cinco continentes, e só não aparece nas zonas polares ou desérticas.

Como outras aves de rapina noturnas, é uma ave observadores cujas técnicas de caça são muito especializadas, o que lhe permite evitar o fracasso em muitas ocasiões graças a sua paciência e capacidade de voar em silêncio total. Trata-se de uma das aves mais usadas na falcoaria.

Coruja branca

Sua plumagem contrasta perfeitamente, com tons dourados e pardos, e a cor branca no peito e no rosto. Este, por sua vez, possui uma forma de coração muito característica. O toque final está em seus olhos, de cor negra intensa.

Por que a coruja comum merece ser a ave do ano?

A coruja comum é uma ave muito ligada ao meio rural, pois durante séculos aproveitou nossas construções para encontrar refúgio. Por isso, é considerada um indicador da saúde do meio rural e da biodiversidade do campo.

No entanto, essa ave passa por dificuldades. Segundo a própria SEO, a coruja caiu 13% no censo na Espanha com relação a 2005. Assim, na Espanha, a coruja comum encontra-se protegida e, por isso, é proibido persegui-las, capturá-las e machucá-las.

Sua principal ameaça são as mudanças que estão acontecendo no meio agrário. As plantações tradicionais estão sendo substituídas por grandes monoculturas tratadas com pesticidas, que reduzem a biodiversidade da área, especialmente as presas desta ave de rapina.

Isso está muito relacionado à diminuição da população rural e ao êxodo para as cidades, que também faz com que a coruja perca muitas de suas áreas de criação de ninhos.

Neste sentido, o apoio à agricultura sustentável é a forma mais efetiva de manter os ecossistemas rurais pelos habitantes da cidade. Isso evitará que continuemos nos aproximando de um mundo rural morto e com grandes fazendas que contaminam e destroem os ecossistemas.

corujas no ninho

Sua principal ameaça são as mudanças que estão acontecendo no meio agrário. As plantações tradicionais estão sendo substituídas por grandes monoculturas tratadas com pesticidas, que reduzem a biodiversidade da área, especialmente as presas desta ave de rapina.

Para que serve a coruja comum?

Segundo vários estudos, a coruja comum é essencial na regulação dos ecossistemas agrários. É a principal responsável por manter controladas as pragas das ratazanas, junto com outras espécies de predadores aéreos, como a águia de asa redonda.

Além disso, vale ressaltar que, levando em conta as grandes perdas que as pragas de ratazanas produziram na última década, é fundamental que esse predador siga vivendo em nossos campos. Por isso, devemos protegê-lo.

Por outro lado, a coruja comum também inspira o imaginário coletivo. Assim, tornou-se a protagonista de muitas lendas e contos da cultura popular de vários países.

A sabedoria, a morte ou a noite são alguns dos significados desta ave, que aparece representada em várias culturas, como a egípcia ou a grega. Conservá-la é essencial para nossa cultura e também para a saúde dos ecossistemas.

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