Aedes aegypti e Culex transmitem doença letal em cães e gatos

· janeiro 23, 2019
Estes mosquitos transmitem doenças que afetam tanto os seres humanos quanto nossos animais de estimação.

Pouco conhecida, a doença chamada Dirofilaria inmitis ou “verme do coração” (dirofilariose), é mais comum em cães do que em gatos, mesmo assim, além dos animais, pode atingir os seres humanos.

Milena Guimarães, médica veterinária do Hospital Veterinário Cão Bernardo, detalha: “A doença é transmitida pela picada de mosquito, entre eles, o Aedes. O tratamento é difícil e pode durar até 10 meses, por isso, precisamos estar muito atentos”.

Picada de mosquito

A partir do momento que o verme chega ao coração e aos grandes vasos sanguíneos, pode ocorrer lesões e, dependendo da gravidade, levar o animal à morte.

Os sintomas apresentados são: tosse, diminuição da apetite e cansaço ao praticar atividades físicas.

Porém, o paciente pode ser portador da doença por anos e não manifestar nenhum sintoma, e isso pode fazer com que o tratamento seja menos eficaz.

Formas de diagnóstico e prevenção

Picadas de mosquitos

O diagnóstico pode ser feito por testes sanguíneos, raio x de tórax, ecocardiograma, testes antígenos e pesquisa de microfilárias, mas a fase da doença pode dificultar a identificação da mesma.

Por isso, é preciso estar atento quando as temperaturas estiverem mais altas e nos locais de maior risco, áreas litorâneas e ribeirinhas, onde há maior presença de insetos.

Há também outras formas de se prevenir a doença, com medicamento de uso oral e tópico. “Mas essa forma de prevenção é para animais com mais de 6 semanas de vida, porque antes dessa idade pode ser nocivo para os pets”, afirma Guimarães.

Confira mais detalhes neste vídeo:

Ciclo da dirofilariose

Por ser uma doença causada por um parasita, há um tempo de incubação, em que os vermes se desenvolvem e se distribuem pelo organismo.

Até isso ocorrer por completo, através de ciclos, nosso cão ou gato não apresentará nenhum sintoma.

A larva do verme é transmitida pela picada de mosquitos infectados em áreas endêmicas e de risco, como regiões litorâneas, rios e lagos.

Essas larvas viajam pela corrente sanguínea, e os vermes se alojam no coração e nas artérias pulmonares. Lá, elas se reproduzirão. Quando adultas, podem chegar aos 25 cm de comprimento.

Como os vermes obstruem as artérias pulmonares e do coração, geram um processo inflamatório que termina causando parada cardíaca e/ou insuficiência respiratória.

Prevenção

A melhor forma de prevenir o contágio do verme do coração é através de uma desparasitação periódica, que impedirá a reprodução dos vermes.

Várias medicações existem hoje no mercado com este fim, mas nunca medique seu animal por conta própria.

Qualquer bom veterinário poderá avaliar a necessidade de desparasitar seu cão ou gato, e vai recomendar a medicação correta e a melhor maneira de realizar o tratamento.