Águia imperial: características e comportamento

· agosto 10, 2018
Essa ave de rapina divide-se em duas subespécies, que são a águia imperial oriental e a águia imperial ibérica. Ambas tem qualidades excepcionais, mas se encontram em perigo de extinção.

Dentro da denominação de águia imperial podemos encontrar duas espécies: a oriental e a ibérica. Ambas têm relação a impérios e imperadores; e são aves realmente majestosas, que chamam a atenção por seus maravilhosos voos rasantes. Saiba mais sobre elas no artigo a seguir.

Características da águia imperial oriental

Essa espécie é uma das tantas aves de rapina que vivem no hemisfério norte; especificamente nas áreas de pradaria da Europa e da Ásia, mesmo que migrem para a África durante o inverno.

águias
Fonte: Juan Iacruz

A águia imperial adulta chega a medir cerca de 80 centímetros de altura; mas chega a até dois metros de envergadura em pleno voo.

Como acontece com a maioria das aves predadoras, as fêmeas são maiores que os machos – até o dobro do peso. Essa é a única diferença importante entre os sexos.

A plumagem da águia imperial oriental é linda: marrom escuro com manchas brancas e a ponta do rabo preta; além de ter a nuca com uma tonalidade dourada.

Uma questão curiosa é que ela tem plumas nas patas; as quais terminam em garras com ganchos fortes que lhes permitem caçar durante o voo.

Sobre a alimentação, a dieta desta águia é composta por esquilos, roedores, furões, raposas e pequenas aves. Essa ave de rapina vê suas presas de longe com sua ótima visão e voo veloz.

Reprodução

A monogamia é uma das principais características da espécie. Todos os anos, voltam ao mesmo ninho para se reproduzirem, e este é recondicionado caso seja necessário.

Para a confecção do ninho são utilizadas ramas grossas de árvore; e os buracos são cobertos com mato e até com as penas dos próprios animais.

A incubação é de até quatro ovos, ainda que o normal sejam dois, e dura 43 dias, sendo que só o filhote mais forte sobrevive. O pequeno voará aos dois meses de idade; e só migrará buscado um par no verão seguinte.

Em muitas áreas do continente, a águia imperial oriental desapareceu, e em outras encontra-se em perigo de extinção. As populações estáveis que ainda existem, vivem nos Alpes de Tirol e de Trentino. O principal motivo da redução na população é o uso da terra para cultivo.

Características da águia imperial ibérica

Há até pouco tempo, acreditava-se que a águia imperial ibérica era uma subespécie da oriental; mas elas foram “separadas” por não compartilharem a maior parte do DNA. Seu nome científico – aquila adalberti – é em homenagem ao príncipe Adalberto de Baviera e, como seu nome popular indica, vive na Península Ibérica; principalmente na costa, na montanha e nas dunas.

águia imperial
Fonte: David Gil

A plumagem dos adultos dessa espécie é pardo escura, com exceção da parte superior das asas, da nuca e dos ombros; que são mais claras.

O rabo, pelo contrário, é mais escuro e não apresenta listras claras como sua “prima” oriental.

Os indivíduos jovens apresentam coloração avermelhada até chegarem à maturidade sexual; por volta dos cinco anos.

Vale destacar que nesta espécie a fêmea também é maior do que o macho, e que nos dois sexos a envergadura, ao voar, se aproxima dos dois metros.

Uma característica de destaque na águia imperial ibérica é que a raça não emigra, por isso cada casal – são monogâmicos tem uma área de caça e reprodução de quase 2.000 hectares.

Entre março e julho, os casais acasalam, recondicionam seus ninhos e põe no máximo cinco ovos; que incubam durante 43 dias.

Os filhotes, mesmo abandonando o ninho familiar aos três meses, continuam vivendo por perto e sendo alimentados por seus pais por mais quatro meses.

Depois desse período terão uma vida nômade, até encontrarem um par e um território próprio.

Pelo fato de que o coelho – sua principal presa – está cada vez mais escasso, da mortalidade intrínseca (pelos venenos utilizados pelo homem na agricultura) e da perseguição direta da população; infelizmente a águia imperial ibérica é uma espécie ameaçada.

Fonte das imagens: Arturo Yelmo e David Gil