Alano espanhol

· março 23, 2018

O alano espanhol, popularmente pouco chamado de “buldogue espanhol”, é uma raça pouco conhecida, criada na Espanha. Na verdade, esse cão é muito antigo, e é considerado um cão predador, categoria na qual estão outros cães com uma reputação ruim imerecida, como o Pitbull ou o Staffordshire bull terrier.

História do alano espanhol

Seu nome é inspirado nos alanos, um povo que veio para a Europa durante o século 4 d.C., a partir do norte do Cáucaso. Essa cidade tinha uma raça conhecida como alano, da qual o cão que temos hoje seria um descendente direto.

O alano espanhol aparece mencionado pelo Rei Alfonso XI, em um dos seus tratados de montaria do século 15. Também aparece em pinturas de Velázquez ou em escritos de Cervantes .

Os Alanos usaram esse animal para guerra, caça e pastoreio de gado. Além disso, o exército espanhol fez uso dele durante a conquista da América. Infelizmente, o alano espanhol ainda seria usado durante espetáculos com touros, sendo colocado um grupo de cães alanos para enfrentar um touro.

Sua importância histórica não nos deixou apenas aparições em obras de arte. Existem também espécimes bem conhecidos. O melhor exemplo é o de Becerrillo, cachorro de Sancho de Aragón, que até mesmo deu a vida para salvar o seu dono.

Esta raça é mencionada pelo rei Alfonso XI, em um dos seus tratados de montaria feitos no século 15. Também é encontrado em pinturas de Velázquez ou em escritos de Cervantes.

Características e comportamento

Filhote de alano espanhol

É um cão com uma cabeça grande e uma mandíbula musculosa, de constituição forte, que pode pesar até 40 kg. Sua pele pode ter cores muito diferentes, do acinzentado ao malhado, passando pelo ruivo. Tem uma pele grossa com numerosas dobras.

O comportamento do alano espanhol é semelhante ao de outros cães de caça, sendo um animal inquieto que precisa dar longas caminhadas e fazer muita atividade. É um cão complicado para lidar e difícil de educar, mas de grande fidelidade.

Historicamente, a bravura da raça foi louvada, razão pela qual foi usado para caçar as espécies mais perigosas, como o javali, capazes de acabar com a vida desses cães sem grandes problemas.

O comportamento do alano espanhol é semelhante ao de outros cães de caça. É um animal inquieto que precisa dar longas caminhadas e ter muita atividade.

Cuidados

Essa espécie, como já foi mencionado, exige muita atividade. Recomenda-se que o animal seja levado para pelo menos três passeios diários.

Embora seu pelo seja curto, é aconselhável escová-los, pelo menos uma vez por semana, e manter seus ouvidos, olhos e boca limpos. Devemos prestar especial atenção às dobras do seu rosto, pois podem ser um bom lugar para a proliferação da dermatite.

Dado seu caráter rústico, essa raça geralmente não possui muitas doenças associadas a ela. Mas você deve cuidar da sua dieta corretamente para evitar a obesidade.

Obviamente, como qualquer animal de estimação, é essencial fazer uma primeira visita ao veterinário  para estabelecer um cronograma de vacinas, pois ele pode ser afetado por algumas doenças infecciosas típicas dessa espécie.

O alano espanhol é resistente a mudanças de temperatura, por isso ele pode dormir no jardim. No entanto, devemos ter cuidado com os meses de verão, tendo em mente a disponibilidade de água para o animal.

Funções

Alano espanhol

Além de seu papel como cão de guerra e em espetáculos com touros, essa raça teve mais funções que podem ser desenvolvidas hoje. Entre elas, destaca-se o uso como um cão caça.

Devemos também mencionar o seu uso na gestão da pecuária, especialmente do gado bovino bravo, como o touro bravo.

As mudanças nas formas de caça e de gestão pecuária na Espanha deixaram o alano espanhol como uma raça sem trabalho, e é por isso que ela estava prestes a ser condenada à extinção.

A sua recuperação através da reprodução dos últimos espécimes da raça, utilizados pelos criadores de gado no Vale de Mena, tem sido um sucesso. Agora, há uma segunda chance dessa raça histórica demonstrar o quanto pode contribuir para a sociedade espanhola.

Fonte da imagem principal cortesia de: www.ecured.cu