Alergias a picadas de abelha em cães: o que fazer?

As alergias às picadas de abelha em cães se manifestam com lesões que variam desde locais e leves até reações potencialmente mortais.

Última atualização: 04 Fevereiro, 2021

Em cada passeio durante a primavera, a preocupação com as alergias a picadas de abelha em cães está presente. Neste espaço, vamos falar sobre o que fazer em caso de alergias a picadas de abelha em cães.

Do que depende o risco em caso de alergias a picadas de abelha em cães?

A gravidade da picada depende dos sintomas que aparecerem. Eles podem variar de leves a graves, dependendo de alguns fatores, que são os seguintes:

  • Tipo e quantidade de veneno: as abelhas podem picar apenas uma vez, pois seus ferrões permanecem presos à pele das vítimas. A dose letal estimada de veneno para mamíferos é de aproximadamente 20 picadas por quilo de peso da vítima.
  • Local da picada: a maioria das lesões afeta partes expostas do corpo, como o rosto e as patas, pois a densa pelagem protege as principais áreas do corpo do animal.
  • O número de picadas juntamente com a sensibilidade da vítima: em cães que sofreram picadas múltiplas, foi observada anemia hemolítica secundária imunomediada. Em casos de envenenamento massivo, a morte pode ocorrer em vítimas que não são alérgicas ao veneno de abelha.

Na literatura, uma grande variedade de picadas de abelha – de 60 a 2460 – tem sido associada à morte de cães. Até mesmo uma única picada pode matar um indivíduo.

É importante estar ciente dos riscos apresentados pelas picadas.

O que esperar após a picada?

Se ocorrer uma reação local, o primeiro sintoma será dor, inchaço e vermelhidão na área da picada. No entanto, a dor pode ser a menor preocupação para alguns cães.

As picadas de abelha podem causar uma reação sistêmica, que é uma resposta alérgica séria e com risco de vida.

A maioria das mortes por picadas de abelha é resultante de um choque anafilático que ocorre após uma reação de hipersensibilidade tardia mediada por anticorpos imunoglobulina tipo E (IgE).

O veneno de abelha também pode causar neurotoxicidade diretamente. Essa é a razão da ataxia e da paralisia facial que podem ocorrer em cães vítimas de picadas massivas.

O que você precisa saber sobre picadas de abelhas?

As abelhas têm um ferrão farpado que se desprende do corpo delas e permanece na pele do animal. Por vários minutos após a picada, o saco de veneno no ferrão pode continuar a pulsar e injetar veneno na área.

Sabe-se que a extensão do envenenamento aumenta à medida que aumenta o tempo entre a picada e a remoção do ferrão.

Frequentemente, ouve-se que o ferrão deve ser removido raspando e não puxando. No entanto, um estudo publicado no jornal Lancet relatou que o é mais importante a velocidade de remoção do ferrão do que a maneira como ele é retirado. De acordo com o artigo, não houve diferença na resposta entre picadas raspadas ou puxadas após dois segundos.

Tratamento das picadas de abelha em cães

Infelizmente, não temos antiveneno para abelhas disponível. Portanto, para tratar os casos de alergia a picadas de abelha, é adotado um tratamento conservador que inclui a administração de agentes anti-histamínicos e corticosteroides por via parenteral e tópica.

Os especialistas consideram que o passo mais importante em relação ao tratamento é remover os ferrões o mais rápido possível para evitar o risco de maior disseminação do veneno no corpo.

Os sintomas de uma reação potencialmente grave geralmente se desenvolvem dentro de 10 a 30 minutos após a picada. É importante estar atento ao inchaço dos olhos e do rosto, que pode causar falta de ar. Outros sintomas incluem baba, vômito, diarreia, fraqueza e colapso.

Como os sinais graves podem se desenvolver rapidamente, é muito importante monitorar seu cão e estar preparado para procurar atendimento veterinário imediatamente. Em casos muito raros, esses sinais podem ocorrer de 12 a 14 horas após a picada.

Nunca dê ao cão qualquer medicamento sem antes consultar o seu veterinário. Se você estiver preocupado com seu animal de estimação, entre em contato com o veterinário para receber uma orientação adequada ao caso.

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