Animais adaptados ao frio extremo

· agosto 4, 2018

Para esses seres, baixas temperaturas ou neve são parte de suas vidas e, por isso, fazem as mudanças necessárias para sobreviver. No artigo a seguir, falaremos sobre os animais que estão adaptados ao frio extremo… E isso sem usar casaco extra!

Quais os animais mais bem adaptados ao frio extremo?

Eles podem viver nos polos (antártico ou ártico), uma vez que seu pelo, tamanho ou a quantidade de gordura que seu corpo acumula, permitem que eles resistam melhor à condições extremas. Embora pareça que esses locais inóspitos não possam abrigar vida, a verdade é que existem vários animais adaptados a este tipo de meio ambiente. Alguns deles são:

Urso polar

1. Urso polar

É a única espécie de urso com o pelo completamente branco, para se camuflar na área onde mora. É também o único que se alimenta 100% de carne (principalmente de focas). Suas pernas são adaptadas para poder caminhar ou nadar longas distâncias. Tanto suas orelhas como a cauda são pequenas, evitando, assim, a perda de calor corporal. Além disso, sua pelagem é densa e ainda conta com uma grande camada de gordura em todo o corpo. Embora eles não hibernem, as fêmeas grávidas procuram refúgio durante o inverno.

2. Raposa ártica

Também conhecida como raposa polar, está distribuída entre as tundras da América do Norte e da Eurásia. Tem orelhas pequenas e uma grande camada de pelo branco que a ajudam a sobreviver a temperaturas de até -50 ° C. Quando chega o verão, ela muda de cor e apresenta uma grande cauda peluda. Pode pesar até 9 kg e permanece ativa durante todo o ano (não hiberna, ela migra para lugares menos frios). Seu alimento principal são aves e pequenos mamíferos.

3. Foca

De todas as espécies de focas, existem apenas algumas que vivem em climas frios. Uma das mais importantes é a da Groelândia. O seu habitat é o Oceano Atlântico Norte e os oceanos de gelo do Ártico. Os adultos têm o pelo cinza prateado, com um rosto preto e um ponto escuro nas costas. Os jovens têm o pelo branco amarelado. Eles passam pouco tempo no continente e vivem em colônias.

4. Lebre do Ártico

A lebre polar é outro animal adaptado ao frio extremo. Vive nos países com as temperaturas mais baixas do mundo: Groelândia, Finlândia, Suécia, Noruega, Islândia e Dinamarca. Embora seu pelo seja branco no inverno, quando chega o verão e migra para lugares de clima mais ameno, ela muda de cor para um tom azul gelado. Come brotos, folhas e vagens.

5. Baleia

Várias das espécies de baleias passam parte de sua vida em áreas frias. Uma delas é a baleia boreal ou da Groelândia, que tem um corpo robusto, aleta dorsal e chega aos 18 metros de comprimento e 100 toneladas de peso. A sua população diminuiu significativamente devido à caça. Elas passam toda a vida nas águas do Ártico, e suas migrações são curtas. Nadam com as bocas abertas para filtrar a água e reter o krill com o qual se alimentam.

6. Pinguim

Esta ave marinha não-voadora que vive no hemisfério sul é outro animal bem adaptado ao frio extremo. Eles nadam muito bem graças às suas barbatanas com ossos e rígidas. Suas patas são bem próximas do corpo e, portanto, não podem caminhar muito bem em terra. Mas, no mar, podem chegar a 60 km/hora quando perseguem suas presas. Eles podem reter uma boa parte do calor do corpo graças à sua plumagem de três camadas, sua espessa camada de gordura e seus vasos sanguíneos especializados.

7. Morsa

Outro mamífero marinho que vive na região do Ártico. Existem três espécies: uma do Atlântico, outra do Pacífico e uma terceira que é a do Mar de Laptev (Sibéria). O segundo tipo dos mencionados aqui é o maior, mas todos têm uma grande camada de gordura e pele para evitar a perda de calor. Os machos mudam de pelo no verão, que muda de cor de acordo com a temperatura e o meio ambiente. Se eles estão na água, tornam-se esbranquiçados ou cor-de-rosa. Comem moluscos, peixes e qualquer animal pequeno que viva na água.

8. Rena

Finalmente, entre os animais bem adaptados ao frio extremo, podemos encontrar o caribu ou rena, que vive no Hemisfério Norte, mais precisamente no Canadá, no Alasca, na Rússia e na Groelândia. Eles foram domesticados na Finlândia, Suécia e Noruega. Podem pesar até 300 kg. Os machos vivem separados do rebanho e migram em bandos. Graças aos seus cascos largos, podem caminhar tranquilamente pela neve.