5 animais anões ou pigmeus

Alguns animais tendem naturalmente ao nanismo, enquanto outros foram selecionados pelo ser humano para serem menores.
5 animais anões ou pigmeus

Última atualização: 20 Março, 2021

Animais anões ou pigmeus são, como o próprio nome indica, aqueles que têm um tamanho pequeno. Muitas espécies recorrem ao tamanho reduzido como estratégia biológica, enquanto outros pequenos seres vivos são produto da seleção genética humana, como é o caso de certas raças de cães.

Nas linhas a seguir, vamos explorar o fenômeno do nanismo em seres vivos e apresentar alguns exemplos de animais que se destacam por seu tamanho minúsculo, pelo menos em comparação com outros membros de seu táxon. Não perca!

Por que existem animais anões ou pigmeus?

O nanismo insular é um processo evolutivo que já foi demonstrado várias vezes. Quando uma região é delimitada por uma barreira física – água ou outro relevo – e o terreno disponível é limitada, os animais tendem a reduzir de tamanho em resposta à escassez de recursos e espaço.

Além disso, a redução de tamanho é explicada em alguns táxons pela regra de Bergmann. Segundo esse postulado, animais de climas mais frios tendem a ser maiores, pois sua relação superfície/volume (SA:V) é menor, o que permite armazenar mais calor.

Em pequenos seres vivos, o metabolismo geralmente é mais rápido e sua relação superfície/volume é maior, de modo que podem dissipar o excesso de calor com mais facilidade em climas quentes. Segundo essa premissa, a proximidade com o Equador geralmente indica um tamanho mais reduzido das espécies, enquanto as zonas polares promovem tamanhos grandes.

Além de todos esses mecanismos biológicos naturais, não devemos perder de vista o fato de que, em muitos casos, o nanismo é produto da seleção genética. Esse processo (dwarfism) pode ser intencional ou involuntário, mas costuma trazer uma série de problemas para as raças e espécies em que é promovido.

5 exemplos de animais anões

Depois de estabelecer as bases do nanismo no reino animal, vamos apresentar exemplos concretos desse mecanismo. Alguns deles são produto da seleção natural, enquanto outros surgiram após a reprodução seletiva por parte dos humanos.

1. Camaleões do gênero Brookesia

Camaleões do gênero Brookesia são endêmicos da ilha de Madagascar, portanto, são um exemplo perfeito de nanismo insular. Esse gênero inclui os menores camaleões do mundo, entre os quais está a espécie Brookesia micra, com tamanho máximo de 2,9 centímetros.

Esse táxon inclui 30 espécies diferentes, das quais algumas atingem 10 centímetros na fase adulta. De qualquer forma, são répteis anões muito pequenos, geralmente de cor marrom e com hábitos marcadamente terrestres.

Um pequeno camaleão anão.

2. Gambás-pigmeus

Os gambás-pigmeus são mamíferos da família Burramydae, todos endêmicos da Austrália e da Nova Guiné. Esse táxon inclui 5 espécies diferentes, que variam de 5 a 12 centímetros de altura e de 10 a 50 gramas de peso. São animais noturnos e onívoros, que se destacam por uma habilidade incomum de escalar superfícies com suas caudas preênseis.

Gambá-pigmeu da família Burramydae.

3. Mini-porco ou mini pig

O mini porco é um exemplo claro de nanismo por seleção artificial. Esse animal é uma variedade do porco doméstico, que, por sua vez, geralmente é classificado como uma subespécie do javali (Sus scrofa). Para que um porco seja considerado uma variedade em miniatura, ele deve pesar no mínimo 32 quilos e no máximo 68 quilos.

Existem muitas raças dentro dessa variedade de mamífero, mas praticamente todas tendem a sofrer de problemas muito sérios de endogamia. Devido ao cruzamento contínuo entre parentes, alguns dos espécimes nascem com problemas nos olhos, com gônadas pouco desenvolvidas, com malformações retais e outros eventos clínicos.

Um minipig no campo.

4. Jaculus jaculus

Essa espécie é um exemplo claro de que climas quentes promovem redução de tamanho em animais endotérmicos. O Jaculus jaculus é muito pequeno em tamanho, chegando a medir não mais que 12 centímetros quando adulto, sem contar a cauda. Essa tendência ao nanismo pode responder à necessidade de sobrevivência em ambientes inclementes.

Além do seu pequeno tamanho, esse simpático roedor tem orelhas grandes em comparação com o resto de seu corpo, cuja função é dissipar o excesso de calor corporal. Além disso, é uma espécie estritamente noturna, pois não sobreviveria à caça nas horas mais quentes do dia.

5. Cabra pigmeu africana

A cabra pigmeu é um exemplo ainda mais claro de seleção genética, por se tratar de uma cabra doméstica (Capra aegagrus hircus) com acondroplasia. Essa patologia é uma doença genética hereditária que estimula o aparecimento de nanismo em várias espécies de seres vivos.

Sem dúvida, esse é o animal que apresenta mais dilemas éticos de toda a lista. Seu surgimento não se deve apenas à escolha de características físicas, pois uma doença foi selecionada voluntariamente como característica preferida. No mínimo, a existência desses bovídeos nos faz refletir e muito.

Uma cabra pigmeu.

Animais anões atualmente

Como você deve ter visto, o nanismo é uma estratégia evolucionária totalmente válida em muitos ambientes. Alguns táxons reduzem naturalmente seu tamanho ao longo de sua história, pois os recursos são escassos ou a temperatura é muito alta para possuir uma massa elevada.

Por outro lado, a seleção por parte do ser humano também produziu muitas espécies anãs. Estas tendem a apresentar muito mais problemas médicos do que suas variantes normais, embora tenham vários usos na sociedade.

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