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Como é o treinamento dos golfinhos

3 minutos
Estes cetáceos participam de espetáculos contra a própria vontade, porque só em troca de truques receberão comida, e são punidos sem ela. Em cativeiro, eles só vivem cerca de 6 anos, enquanto em liberdade eles podem chegar aos 40 anos.
Como é o treinamento dos golfinhos
Última atualização: 05 julho, 2018

Nos parques marinhos ao redor do mundo, shows com animais são a atração principal. O que está por trás desses showsComo é o treinamento dos golfinhos? Eles sofrem ou têm uma vida tranquila? Neste artigo, tentaremos responder a essas perguntas.

Treinamento dos golfinhos: palavras a favor

Os cetáceos são animais muito inteligentes, incluindo o golfinho, que é considerado um dos seres com maior capacidade cerebral do mundo. Quando eles estão livres, eles aprendem com suas mães a se comunicarem uns com os outros através de sons, movimentos, saltos e piruetas.

Em cativeiro – por exemplo, em um aquário ou zoológico marinho – o objetivo é trazer essas habilidades para mostrá-las aos espectadores. Segundo as palavras de alguns treinadores de golfinhos, sendo animais sociais, ativos e inteligentes, é mais fácil realizar certos exercícios. Isto significa que, para animais que saltam da água e vocalizam, isso é algo que lhes é natural.

O momento ideal para iniciar o treinamento é quando eles param de se alimentar do leite materno e podem comer alimentos sólidos (peixes). Nesta fase, além disso, é quando o vínculo com o cuidador ou treinador é reforçado.

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Alguns exercícios são ensinados em alguns dias e outros requerem mais tempo, como é o caso de saltos dentro dos aros e das brincadeiras com bolas: estas não são comuns em vida selvagem e, portanto, devem ser explicadas do zero.

Treinamento dos golfinhos: palavras contra

Se confiarmos nas afirmações daqueles que trabalham nos oceanários, é claro que podemos pensar que a vida dos golfinhos é perfeita. Eles só têm que brincar por um tempo, fazer exercícios e comer quando fazem algum truque diante do público.

No entanto, nem tudo são flores. Para começar, os golfinhos em cativeiro vivem cerca de seis anos, quando em seu habitat natural – se conseguem se livrar dos perigos atuais, que incluem a caça e pesca pelo homem – podem chegar aos 40 anos.

Ao contrário do que acontece nos oceanos onde vivem, quando um golfinho é capturado por um oceanário ou nasce em cativeiro, ele se move em um espaço muito pequeno: piscinas sem ondas, sem peixes para capturar, sem vegetação…

Quando vemos um show, acreditamos que o treinamento dos golfinhos é pura felicidade. Que é melhor vê-lo pulando e brincando. A realidade é que, para aprender as ‘piruetas’, os treinadores podem ser cruéis com eles e puni-los se não fizerem o que lhes é ordenado. Não é um castigo físico, mas comida: eles só recebem comida quando aprendem.

Você deve ter notado que, no final de uma apresentação, o treinador tira um peixe do saco e o entrega ao golfinho. Não é um prêmio, mas sua refeição. Basicamente, o animal faz suas brincadeiras e truques porque está com fome, e sabe que só se fizer bem será alimentado.

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Para esses mamíferos marinhosos shows não são tão divertidos: é só a forma que eles têm de conseguir comida. Os treinadores têm o balde de comida, daí o poder.

Se os cetáceos estiverem bem alimentados, eles não pularão e não brincarão com a bola… eles não molharão a plateia, não nadarão sobre suas caudas e nem farão qualquer coisa que lhes seja ordenada.

Os golfinhos que vivem em cativeiro são frequentemente agressivos com as pessoas, incluindo o treinador, e com outros de sua espécie. Existem até casos de alguns que causaram a própria morte devido à depressão que sofreram.

Independentemente de como é o treinamento dos golfinhos, devemos ter em mente que os animais não nasceram para viver cercados e nem para serem o entretenimento das pessoas. Pensar que os cetáceos, entre outros, estão felizes por estarem em um recinto onde são alimentados e cuidados diariamente é, talvez, uma maneira de não pensar nas verdadeiras implicações de seu cativeiro.

Como acontece com os zoológicos em geral, mesmo que os animais tenham todo o conforto e que recriem seu habitat natural da melhor maneira possível, estes locais nunca serão melhores do que o ambiente selvagem.

A única exceção são as reservas ou abrigos que recebem animais feridos, doentes ou órfãos e, após algum tempo, estes são devolvidos aos seus locais de origem.

Nos parques marinhos ao redor do mundo, shows com animais são a atração principal. O que está por trás desses showsComo é o treinamento dos golfinhos? Eles sofrem ou têm uma vida tranquila? Neste artigo, tentaremos responder a essas perguntas.

Treinamento dos golfinhos: palavras a favor

Os cetáceos são animais muito inteligentes, incluindo o golfinho, que é considerado um dos seres com maior capacidade cerebral do mundo. Quando eles estão livres, eles aprendem com suas mães a se comunicarem uns com os outros através de sons, movimentos, saltos e piruetas.

Em cativeiro – por exemplo, em um aquário ou zoológico marinho – o objetivo é trazer essas habilidades para mostrá-las aos espectadores. Segundo as palavras de alguns treinadores de golfinhos, sendo animais sociais, ativos e inteligentes, é mais fácil realizar certos exercícios. Isto significa que, para animais que saltam da água e vocalizam, isso é algo que lhes é natural.

O momento ideal para iniciar o treinamento é quando eles param de se alimentar do leite materno e podem comer alimentos sólidos (peixes). Nesta fase, além disso, é quando o vínculo com o cuidador ou treinador é reforçado.

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Alguns exercícios são ensinados em alguns dias e outros requerem mais tempo, como é o caso de saltos dentro dos aros e das brincadeiras com bolas: estas não são comuns em vida selvagem e, portanto, devem ser explicadas do zero.

Treinamento dos golfinhos: palavras contra

Se confiarmos nas afirmações daqueles que trabalham nos oceanários, é claro que podemos pensar que a vida dos golfinhos é perfeita. Eles só têm que brincar por um tempo, fazer exercícios e comer quando fazem algum truque diante do público.

No entanto, nem tudo são flores. Para começar, os golfinhos em cativeiro vivem cerca de seis anos, quando em seu habitat natural – se conseguem se livrar dos perigos atuais, que incluem a caça e pesca pelo homem – podem chegar aos 40 anos.

Ao contrário do que acontece nos oceanos onde vivem, quando um golfinho é capturado por um oceanário ou nasce em cativeiro, ele se move em um espaço muito pequeno: piscinas sem ondas, sem peixes para capturar, sem vegetação…

Quando vemos um show, acreditamos que o treinamento dos golfinhos é pura felicidade. Que é melhor vê-lo pulando e brincando. A realidade é que, para aprender as ‘piruetas’, os treinadores podem ser cruéis com eles e puni-los se não fizerem o que lhes é ordenado. Não é um castigo físico, mas comida: eles só recebem comida quando aprendem.

Você deve ter notado que, no final de uma apresentação, o treinador tira um peixe do saco e o entrega ao golfinho. Não é um prêmio, mas sua refeição. Basicamente, o animal faz suas brincadeiras e truques porque está com fome, e sabe que só se fizer bem será alimentado.

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Para esses mamíferos marinhosos shows não são tão divertidos: é só a forma que eles têm de conseguir comida. Os treinadores têm o balde de comida, daí o poder.

Se os cetáceos estiverem bem alimentados, eles não pularão e não brincarão com a bola… eles não molharão a plateia, não nadarão sobre suas caudas e nem farão qualquer coisa que lhes seja ordenada.

Os golfinhos que vivem em cativeiro são frequentemente agressivos com as pessoas, incluindo o treinador, e com outros de sua espécie. Existem até casos de alguns que causaram a própria morte devido à depressão que sofreram.

Independentemente de como é o treinamento dos golfinhos, devemos ter em mente que os animais não nasceram para viver cercados e nem para serem o entretenimento das pessoas. Pensar que os cetáceos, entre outros, estão felizes por estarem em um recinto onde são alimentados e cuidados diariamente é, talvez, uma maneira de não pensar nas verdadeiras implicações de seu cativeiro.

Como acontece com os zoológicos em geral, mesmo que os animais tenham todo o conforto e que recriem seu habitat natural da melhor maneira possível, estes locais nunca serão melhores do que o ambiente selvagem.

A única exceção são as reservas ou abrigos que recebem animais feridos, doentes ou órfãos e, após algum tempo, estes são devolvidos aos seus locais de origem.

Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.