Curiosidades sobre o deserto do Saara, o maior do planeta

· dezembro 5, 2018
Antigamente, essa área do planeta não apresentava paisagens tão áridas como hoje, e o aumento das temperaturas provocou a destruição de boa parte da vegetação. A ação humana também tem tornado o deserto mais hostil.

O deserto do Saara é um dos ecossistemas mais vastos e hostis do planeta. É o terceiro maior deserto do mundo, depois do Antártico e do Ártico, que se enquadram na categoria de desertos congelados.

Geografia do deserto do Saara

O nome deste deserto vem da palavra árabe ṣaḥrā, que significa ‘deserto’, assim como seu plural, ṣaḥārā’. Também está relacionado ao adjetivo ashar, que é usado para descrever a cor avermelhada das planícies sem vegetação.

O deserto do Saara se estende pela maior parte do Norte da África. Com uma área de mais de 9.065.000 quilômetros quadrados, ocupa quase o mesmo território dos Estados Unidos.

‘O Grande Deserto’ é dividido em Saara Ocidental, as Montanhas Hoggar, as Montanhas Tibesti e as Montanhas Aire.

O ponto mais alto do Saara é o vulcão Emi Koussi, com 3.415 metros de altura.

Oásis no deserto do Saara

A vida antes e depois do deserto

Milhares de anos atrás, o Saara tinha reservas de água suficientes para manter vivos os animais e as pessoas nas terras vizinhas. Vários estudos mostraram que o Saara era fértil e cheio de vida, e que até abrigava crocodilos.

Os fósseis estudados levaram à descoberta de espécies de dinossauros que viviam na área, como o Afrovenator ou o Ouranossauro.

Várias pinturas rupestres também nos falam sobre girafas, elefantes e leões que viviam no que hoje conhecemos como o maior deserto da Terra.

Hoje em dia, nem a fauna nem a flora têm nada a ver com o que havia no passado.

Como um ponto biodiverso e excepcional, temos o Vale do Nilo e a zona norte do deserto, onde crescem plantas típicas do clima mediterrâneo, como a oliveira.

A devastadora mudança climática do Saara ocorreu em 1.600 a.C., após uma mudança no eixo da Terra que causou um aumento incomum nas temperaturas.

A fauna que sobrevive nessas condições adversas é essencialmente composta de escorpiões, cobras, camelos e pequenas espécies de roedores, entre outros.

escorpião

O escorpião que pode ser encontrado nesta área mede até 10 centímetros e é um dos mais venenosos que existem. 

O maior mamífero que podemos encontrar é o Addax nasomaculatus, também chamado simplesmente de adax.

Os chacais e as hienas também habitam as dunas e são os principais predadores, tanto dos adax quanto dos camelos.

raposa do deserto, pequena e compacta, é outro carnívoro do deserto que vive nos túneis que cavam na areia, a fim de se proteger do calor.

O problema da desertificação

Mas por que o deserto do Saara deixou de ser uma área de terra fértil e diversificada em termos de fauna e flora para ser a região árida e despovoada que conhecemos hoje?

A razão foi a já mencionada mudança no eixo da Terra, que levou a um aumento das temperaturas, tornando-as muito elevadas para a vida.

No caso do Saara, falamos de um caso de desertificação natural, uma vez que a degradação do meio ambiente foi causada por fatores naturais.

Mas atualmente, o processo de desertificação tem sido acelerado pela ação humana. 

De acordo com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, de 1994, desertificação define-se como “o processo de degradação da terra em áreas áridas, semiáridas e secas, resultantes de vários fatores climáticos e humanos”.

As principais causas que podem levar a esse fenômeno são:

  • Fatores ecológicos, como o tipo de solo e o ecossistema.
  • Ação humana, especialmente relacionada ao desmatamento, que leva à erosão da terra e prejudica a camada fértil da mesma, até que se torne cada vez mais difícil para a cobertura vegetal se regenerar. Os incêndios e a superexploração dos aquíferos também têm resultados idênticos.