Curiosidades sobre o narval, o “unicórnio do Ártico”

· outubro 24, 2018
Este grande cetáceo chama a atenção pelo enorme chifre que os machos apresentam. Medindo dois metros de comprimento, é usado para a ecolocalização, para se defender, para perfurar camadas de gelo e detectar presas.

O narval é um cetáceo que faz parte da família da beluga, caracterizado por ter uma presa muito longa com formato helicoidal (nos machos), bem como por viver no Ártico. Neste artigo, falaremos mais sobre este animal, que parece saído de um conto de fadas, mas que é real. 

Características e habitat do narval

As manchas cinzas que pontilham seu corpo aparecem apenas aos dois anos de idade e se acentuam com o passar do tempo, contrastando com o ventre branco. O narval é a única espécie do gênero Monodon.

Pode medir cerca de quatro metros e pesar até 1,6 mil quilos (entre 30 e 35% do seu peso é de gordura). 

Ele vive quase 50 anos em liberdade.

O dimorfismo sexual nesta espécie é muito marcado, não só pelo tamanho e peso dos exemplares. Mas também porque os machos apresentam aquela longa presa tão característica que os diferencia de outros cetáceos.

Como um chifreeste dente cresce até dois metros de comprimento e tem vários usos:

  • Serve para perfurar lençóis de gelo
  • É um ecolocalizador para detectar presas no fundo do mar
  • É uma arma de defesa
  • Indica o grau de dominância e o status do animal dentro do grupo

Acredita-se que um macho com uma presa mais longa atraia mais fêmeas para acasalar.

O nerval habita as águas árticas ao norte do Canadá, Groenlândia e Rússia, em torno dos blocos de gelo formados no inverno, fiordes e enseadas.

As áreas onde geralmente são vistos são as baías e o Estreito de Hudson, já que prefere águas profundas em mar aberto.

narval: o unicórnio do Ártico

Altera a sua localização de acordo com a época do ano, devido ao fato de que no verão se aproxima da costa em grupos de até 100 indivíduos.

Quando as temperaturas caem, agrupa-se em pequenas formações e longe das áreas costeiras.

Reprodução, alimentação e comportamento do narval

Quanto à sua reprodução, o narval alcança a maturidade sexual aos sete anos (fêmeas) ou nove anos (machos).

A época de reprodução ocorre em março e os descendentes são gestados durante cerca de 15 meses, razão pela qual nascem – um de cada vez – entre julho e agosto do ano seguinte.

Os filhotes já são gigantes: pesam 80 quilos e medem mais de 1,5 metro de comprimento.

Os recém-nascidos são amamentados por mais de 12 meses e a fêmea volta a ser fértil três anos após o último parto.

Enquanto procuram por comida, os narvais emitem certos sons como pulsos rápidos, já que eles se baseiam na ecolocalização para detectar e subsequentemente perseguir a comida.

Sua dieta é baseada em bacalhau (ártico e polar), lula e alabotes, e por ser muito restrita, passam muitas semanas sem comer.

Como captura sua presa no fundo do mar, esse cetáceo realiza muitos mergulhos a quase 800 metros de profundidade.

Pode ficar submerso por 30 minutos e depois sair para respirar pelo buraco no topo da cabeça (como os golfinhos e as baleias).

narval respirando na superfície

Outro fato interessante sobre o narval é que eles podem emitir uma ampla variedade de sons de acordo com a ocasião.

Além dos cliques quando caçam, eles também interagem com seus colegas em diferentes frequências e tons.

Desta forma, eles podem se identificar e até mesmo ‘conversar’ com outros grupos.

Vale a pena notar que este animal é cercado por muitas lendas e mitos, e a comercialização de sua presa contribuiu para aumentar a história do unicórnio mágico.

Lendas

Também, na época da rainha Elizabeth I, acreditava-se que o material do chifre desse animal tinha o poder de neutralizar a ação de venenos.

Assim, a monarca mandou fazer uma taça entalhada e com joias incrustadas por um valor exorbitante para a época (assim como para os dias de hoje), que sempre utilizava.