Doenças de pombos

· abril 27, 2018
Devido à sua dieta ou à água que bebem, essas aves podem apresentar doenças transmissíveis não só entre elas, mas também aos seres humanos.

Eles são definidos como ratos com asas e, também, como um símbolo de paz. Os pombos são aves amadas ou odiadas, sem muito meio-termo. Consideradas pragas em muitas cidades, são acusadas de transmitir várias doenças aos seres humanos. Mas desta vez queremos nos concentrar nas doenças que apenas as afetam.

Principais doenças que afetam os pombos

Como muitos animais, os columbídeos podem ser afetados por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e, também, podem sofrer de várias doenças não infecciosas.

Se você está lidando com animais criados em pombais, em muitos casos, vários medicamentos podem ser administrados para tratá-los. No entanto, a prevenção é essencial, através de vacinas, vitaminas e medicamentos e, também, através da manutenção da higiene adequada.

Algumas das doenças típicas dos pombos:

Tricomoníase

Estima-se que até 80% dos pombos adultos coexistem em equilíbrio com o protozoário causador desta doença parasitária. Mas em pombos ou animais com baixas defesas, pode ser fatal.

Os indivíduos afetados pela tricomoníase apresentam os seguintes sinais:

  • Apatia
  • Plumagem eriçada
  • Diarreia viscosa
  • Falta de apetite
  • Sede intensa
  • Emagrecimento
  • Dificuldades respiratórias

A doença pode ser adquirida através da ingestão de água contaminada ou porque as aves comem alimentos vomitados por pombos infectados. O contágio ocorre através do alimento regurgitado por essas aves, que também pode contaminar o ninho e, assim, infectar os filhotes. Parasitas também podem afetar os órgãos internos de maneira generalizada.

Pombos urbanos

Conheça algumas doenças de pombos e que, em alguns casos, podem ser transmitidas aos seres humanos. Para evitá-las, é preciso manter uma higiene adequada e realizar os tratamentos preventivos.

Paramixovírus

É uma infecção com alta taxa de mortalidade. Indivíduos afetados começam a tomar mais água e comem menos. Emagrecem muito e as fezes são ralas. Com o passar dos dias, os animais começam a desenvolver distúrbios nervosos. Entre eles:

  • Movimentos sem controle do corpo e problemas de equilíbrio (andam e caem, dão voltas ou andam para trás)
  • Dificuldade para bicar os grãos, o nervo ótico é afetado (em alguns casos, será necessário alimentar o animal com uma seringa)
  • Torcicolo
  • Convulsões
  • Paralisia de asas e pernas

A doença é transmitida por contato direto com as aves infectadas, através de secreções oculares, respiratórias e digestivas. O contágio também pode ocorrer de maneira indireta, através dos restos de penas, comida, água ou contato dos pombos com lugares contaminados.

Salmonelose (Paratífose)

Esta infecção bacteriana do intestino afeta principalmente pombos e aves jovens, causando uma morte prematura. Mas os pombos que se curam podem se tornar portadores e transmitir a doença através da casca dos ovos que põem quando atingem a idade adulta. Os espécimes afetados podem apresentar:

  • Fezes de consistência viscosa e esverdeada
  • Cloaca lubrificada
  • Emagrecimento
  • Respiração curta
  • Fraqueza geral
  • Asas caídas
Pombo doente

Órgãos como o fígado, o rim e o baço podem ser afetados. Também ataca o cérebro e a medula espinhal, podendo sofrer perda de equilíbrio, paralisia e torcicolo. É transmitido através de alimentos e da água ou, ainda, através da inalação de poeira contaminada. E, se o contato com o humano for muito próximo, poderá infectá-lo.

Infecção respiratória

Entre as doenças que os pombos sofrem também está a infecção respiratória, que é muito comum entre o outono e o começo da primavera. É uma infecção aguda que está ligada a fatores como o frio, a umidade, a superlotação e pelo estresse causado por brigas. E, também, pela falta de vitamina A. Ela produz:

  • Espirros
  • Corrimento nasal aquoso (coriza) que se torna pegajoso e purulento
  • Dificuldades para respirar, o animal irá manter o bico aberto

Em alguns casos, há lacrimejamento em ambos os olhos, acompanhado por inchaço dos sacos lacrimais. Os espécimes que são curados se tornam portadores e transmitem a infecção para outros pombos.