Educar ou adestrar um cachorro: qual é a melhor opção?

maio 19, 2019
Embora sejam questões diferentes, ambas são úteis e complementares. Seja qual for o caso, na hora de ensinar algo a um cão é conveniente usar o reforço positivo.

Ainda que, muitas vezes, sejam usados como sinônimos, estes dois termos não englobam as mesmas ações. Muitos se perguntam qual é a melhor opção: educar ou adestrar um cachorro? Descubra a seguir.

Educação ou adestramento? Conheça as diferenças

Como primeira medida, devemos saber em que estes termos se diferenciam, embora sejam usados erroneamente para as mesmas tarefas. Afinal, adestrar um cachorro não é a mesma coisa que educá-lo. Por isso, vale a pena indicar o significado de cada palavra:

  • Educar: permite desenvolver certas habilidades do outro, bem como normas de convivência em relação a aqueles que o rodeiam.
  • Adestrar: serve para ensinar um animal a executar certos movimentos ou habilidades para cumprir as ordens de seu dono ou outra pessoa encarregada (o adestrador).

Se levarmos em conta estas definições, poderíamos pensar que os cães só precisam ser adestrados, e não educados, já que este último só seria possível para os seres humanos. No entanto, os animais de estimação também precisam de educação, e quanto mais jovens forem ao recebê-la, melhores serão os resultados.

Não podemos nos esquecer de que o ensinamento deve ser baseado na motivação e no “reforço”, ou, dito de outra forma, em repetir as lições de tempos em tempos para que não sejam esquecidas.

Por outro lado, o adestramento é um processo no qual a responsabilidade e o compromisso são maiores, já que, para obtermos seus frutos, é fundamental contar com a ajuda de um profissional.

Então, educar ou adestrar? Os dois! Não são conceitos ou tarefas incompatíveis, e sim muito entrelaçadas e combinadas entre si. São diferentes, isso é verdade, mas se complementam.

Educar um cachorro

Um bom adestrador pode conseguir que um cão – seja um shih tzu ou um labrador retriever – faça coisas úteis, como se sentar e não puxar a coleira quando sair para passear. No entanto, o dono, por meio da educação, também pode conseguir bons resultados: fazer com que ele socialize no parque, não peça comida na mesa, ou não sofra ao ficar sozinho em casa.

Um adestramento ruim é tão nocivo para o animal quanto uma educação deficiente. Em ambos os casos, o que deve ser priorizado é a integridade do animal e, sobretudo, que ele possa desenvolver todas as suas habilidades. Tirar o melhor de nosso cão e ajudá-lo a ser feliz deveria ser o nosso maior objetivo e orgulho.

Educar ou adestrar positivamente

Muito tem sido falado sobre os tipos de adestramento e educação para os animais de estimação. A última “tendência” afirma que, para conseguir bons resultados e evitar traumas nos animais, a disciplina positiva é a mais adequada.

Isso significa que nunca se deve usar a violência física – como golpes ou patadas – nem psíquica – gritos exagerados – para que o cão aprenda. Existem outras técnicas mais eficazes que se baseiam em ordens diretas e nas recompensas através de comida, elogios, carícias ou brinquedos.

Cachorro no parque

Enquanto a educação ensina o cachorro a conviver em sociedade, o adestramento lhe permite obedecer a ordens específicas. Educar ou adestrar é uma pergunta muito comum entre os donos de animais e, em termos gerais, o primeiro se faz em casa e o segundo requer alguma ajuda profissional. É como acontece com os seres humanos: aprendemos valores no seio familiar e aprendemos a raciocinar, ler e escrever na escola.

Se queremos que nosso cão cumpra com as normas básicas de convivência – quando e onde latir, como se comportar quando estiver no parque, onde fazer suas necessidades – temos que fazer o esforço de ensinar-lhe em casa.

Se, além disso, tivermos o interesse em fazer com que o animal obedeça a ordens mais complexas ou específicas, como se deitar, dar a pata ou sentar, podemos fazer isso sozinhos, ou podemos contratar um adestrador. Seja qual for o caso, o estímulo positivo será determinante para conseguir os resultados esperados.