Elementos de segurança automotiva para cães

abril 22, 2018
Um cinto de segurança para cães pode salvar a vida dos bichos de estimação e de seus próprios donos em caso de acidente, ao mesmo tempo em que um animal bem preso evitará situações de risco que possam ocasionar uma tragédia.

Os bichos de estimação são integrantes de pleno direito de muitas famílias. Nesse sentido, são capazes de gozar dos mesmos benefícios dos quais desfrutam os humanos. Isso inclui as saídas para passear e até as férias. No entanto, na hora de pegar a estrada e começar a viagem, é preciso levar em consideração elementos de segurança automotivos para cães.

Um membro a mais da família: aos olhos da lei, uma mercadoria

Para efeitos jurídicos, um cão se enquadra dentro da mesma categoria que a bagagem. Está claro que para os seus donos, sob circunstância alguma, ele pode ser tratado como um pacote a mais ou a menos, isso é o que acontece em grande número de casos.

O que as normas tentam salvaguardar é a segurança de quem viaja em um veículo com um cão. Além dos outros demais veículos, assim como dos pedestres que se locomovem pela via pública. Isso sem deixar de lado a proteção do próprio animal.

O objetivo de uma viagem: deslocar-se e aproveitar sem sobressaltos

Sempre devemos levar em consideração que um cão é um ser vivo, com características próprias. Alguns parecem estar perfeitamente projetados para os deslocamentos em automóveis. Existem espécimes que durante aos percursos se limitam a ficar observando pelas janelas ou dormir. Além disso, existem os que se tornam muito inquietos, que pulam de um lado para o outro constantemente e não obedecem às ordens.

Esses tipos de bichos de estimação são particularmente perigosos quando viajam de carro. Sua hiperatividade pode distrair o motorista. Além disso, por causa dessa mesma particularidade, podem causar um número considerável de acidentes rodoviários.

Cachorro viajando de carro

Existem ainda os nervosos, aqueles para os quais entrar no veículo representa um episódio traumático em si. Esses cães devem contar com atenção especial.

Além de gerar atrasos nos itinerários, o sofrimento para o animal pode ser importante. Afinal, as viagens e passeios devem ser sinônimo de prazer, não de tragédia.

Responsabilidade e consciência

Estima-se que por volta de 50% dos motoristas que se deslocam com cães nos seus veículos não toma nenhuma medida de segurança especial. Esse mesmo grupo também afirma que quase nunca utiliza elementos de segurança para cães em carros.

cão colocando cabeça para fora da janela do carro

Segurança automotiva para cães: equipamentos básicos

Para cumprir com a norma e diminuir riscos, existem dispositivos de segurança no carro que devem acompanhar os bichos de estimação nas etapas de uma viagem:

  • Caixa de transporte de um tamanho compatível com o do animal. O suficiente para que ele fique de pé dentro, mas não tão espaçosa que faça o animal “deslizar” de um lado para o outro por causa da inércia. Se for um bicho de estimação pequeno, deve ser colocado no chão do carro, na fila de assentos traseiros.
  • Em casos de cão de médio porte, ele pode ficar preso ao cinto de segurança de algum dos assentos traseiros, desde que haja lugar, caso contrário, seu destino deverá ser o porta-malas.
  • Os modelos de cinto de segurança de dois pontos são mais recomendados do que os de um ponto, já que no caso de impacto em grande velocidade são muito mais resistentes.
  • Redes para manter separados os assentos do porta-malas.

Por que é importante manter o cão preso ao viajar

Não é simples retórica. A segurança do animal e dos seus acompanhantes depende do fato de que todos viajem cumprindo as normas. Só como exemplo: está comprovado que os cães que vão soltos dentro de um carro podem multiplicar em até trinta e cinco vezes a sua carga de impacto.

Para piorar a situação, se um cão de 25 kg for lançado para a frente, em caso de colisão frontal de um veículo que se locomova a mais de 80 km/h, ele chegará a pesar 875 kg. O dano para quem acabar sendo atingido por esse deslocamento, e para o próprio animal, provavelmente, acaba sendo fatal.