Espécie marinha pouco conhecida: as raias

março 21, 2019
As raias têm uma grande capacidade de adaptação, ou seja, podem viver tanto na costa como no mar aberto, ou em profundidades de até 3.000 metros.

As raias formam uma grande ordem de peixes cartilaginosos que se caracterizam por seu corpo plano e magro, com duas barbatanas peitorais e uma longa cauda.

Apesar de suas diferenças morfológicas, elas estão estritamente relacionadas aos tubarões.

Neste artigo, falaremos sobre essa espécie marinha pouco conhecida. Além de suas características físicas, também analisaremos seu habitat, alimentação e reprodução.

Características morfológicas das raias

Algumas das características mais destacadas desses peixes são suas barbatanas peitorais triangulares e sua área dorsoventral achatada.

Elas também são caracterizadas por seu endosqueleto com uma estrutura totalmente cartilaginosa e, também, vértebras frontais fundidas.

O grande tamanho e ondulação das barbatanas são essenciais para o deslocamento das raias, o que permite que o seu corpo seja impulsionado pela água. Por outro lado, sua barbatana caudal pode ser curta ou inexistente, e não possui barbatana anal.

A cauda tem uma estrutura semelhante a um chicote: é longa, afiada e fina. Geralmente é coberta com pequenas farpas ou linguetas afiadas, que podem conter certas toxinas. Algumas espécies têm um ferrão venenoso que pode atingir até 30 centímetros de comprimento.

Outra característica típica é o focinho fino e pontiagudo, geralmente coberto por uma única nadadeira nasal.

Suas córneas estão quase sempre presas à pele ao redor dos olhos, com ausência da membrana nictante (terceira pálpebra).

Raia no fundo do mar

Habitat das raias

A grande maioria das raias habita massas de águas salgadas e se espalha por todos os oceanos do nosso planeta.

Sua capacidade de adaptação é notável, uma vez que elas podem viver em áreas costeiras, bem como em mar aberto e em profundidades de até 3.000 metros.

No entanto, há também espécies listradas adaptadas à água doce, que vivem em estuários ou rios.

Entre elas, encontramos as chamadas “raias-olho-de-pavão”, nativas da América do Sul, que vivem principalmente na bacia amazônica. Essas espécies são reconhecidas e temidas pela poderosa toxina de seus arpões.

Grande parte das raias de água doce ou salgada é bentônica: geralmente permanecem no fundo do mar. Esse hábito facilita a proteção contra seus possíveis predadores.

Agitando suas barbatanas, as raias conseguem sacudir a areia e parcialmente enterrar seu corpo para se camuflar e enganar seus atacantes.

Algumas espécies, como a famosa raia-diabo, estão acostumadas a atravessar os oceanos: são raias pelágicas.

Método de natação e comportamento

O método de natação da raia combina os movimentos laterais de sua cauda com as ondas de suas barbatanas; para impulsionar seu corpo através da água.

Apesar de se mover com grande elegância, as raias não são particularmente ágeis ao nadar. Outro hábito curioso e pouco frequente das raias é saltar da água, o que deixa muito do seu corpo à vista.

Estima-se que esta prática visa livrar-se de parasitas que podem fixar-se em sua pele.

arraias no fundo mar

Em relação ao comportamento social, podemos observar hábitos diferentes de acordo com o tipo de raia que analisamos.

Algumas raias são muito sociais e vivem em grandes grupos que caçam juntos e protegem todos os seus membros. Mas há também algumas de hábitos solitários que só se reúnem durante a estação reprodutiva.

Alimentação das raias

A maioria desses peixes mantém uma dieta estritamente carnívora: comem moluscos, peixes e invertebrados que encontram perto do fundo do mar.

Há também espécies que consomem uma grande quantidade de plâncton para complementar sua dieta. Os olhos das raias ficam na parte superior de sua região dorsoventral, também chamada de disco.

Para caçar, esses peixes usam principalmente um sistema de sensores, que lhes permite identificar a localização de suas presas e garante assim a eficácia de seu ataque.

Ataques e picadas

Em geral, estes curiosos animais marinhos apresentam um comportamento equilibrado e são muito reservados. 

Ataques ou picadas geralmente acontecem quando elas se sentem ameaçadas pela presença de estranhos em seu território.

Se você vir a sofrer uma picada da raia e não houver nenhum centro de saúde próximo, recomenda-se remover as farpas com um alicate. Nunca faça isso com as mãos ou com os dentes, para evitar o contato com qualquer toxina.

Em seguida, a região afetada deverá ser submersa em água quente por 30 a 60 minutos (com o devido cuidado para não se queimar).

Após os primeiros socorros, será essencial buscar atenção especializada em centros de saúde ou postos salva-vidas.