Galgo espanhol: uma raça resiliente e com história

· abril 21, 2018

O galgo espanhol, conhecido simplesmente como galgo, é uma das raças próprias mais antigas da Península Ibérica. No entanto, era uma raça desconhecida até pouco tempo, ainda que seja uma das mais adotadas, por causa dos maus-tratos e abandono. Se quiser conhecer essa espécie a fundo, continue lendo:

História do galgo espanhol

O galgo espanhol é uma raça muito antiga e acredita-se que, como os podengos, seja descendente dos cães do Antigo Egito. Há registros da existência de galgos na Espanha desde o século 2 a.C. Na verdade, há um tratado romano sobre caça que descreve cães idênticos aos galgos, fisicamente e em termos de comportamento.

Sempre foram utilizados para a caça de lebres e coelhos, e durante a Reconquista, viveram uma época de esplendor. Muitos terrenos de cultivo acabaram se tornando terrenos de caça, e aí o galgo encontrou seu território perfeito para caçar: grandes extensões planas onde os coelhos e as lebres vivem e correm.

galgo espanhol

Atualmente, o galgo espanhol segue sendo escolhido para este trabalho. Muitos deles são abandonados quando termina a temporada de caça, o que lhe torna uma das raças mais comuns nos abrigos animais. Logo, os galgos estão entre as raças mais adotadas, pois, apesar de serem cães caçadores, também se tornam ótimos cães de família.

Características físicas

Toda a anatomia do galgo espanhol está desenhada para ser um grande velocista, pois seu corpo é rápido, potente e alto, porém magro. Assim, os galgos medem entre 50 e 70 centímetros na cernelha, mas pesam apenas cerca de 15 ou 18 quilos. Qualquer outra raça de cão dessa altura pesaria, pelo menos, três vezes mais.

Isso se deve ao fato de que o galgo tem patas largas e estilizadas. Por outro lado, o peito é muito profundo, enquanto o ventre e a cintura são estreitos e magros. Além disso, o lombo é ligeiramente arqueado, e o rabo é grande e fino, mais largo na base do que na ponta.

A cabeça também é fina e alargada, e as orelhas são pequenas e triangulares, que ficam caídas ou para trás. Sobre seu olhar, tem olhos pequenos, vivos, alertas e situados ao lado da cabeça.

Sobre seu pelo, o galgo espanhol tem pelo curto e duro, de muitas cores, mas geralmente são rajados ou escuros. Também podem ser de cor canela, marrom, amarelo, preto ou branco. Mesmo assim, há uma variedade de galgo com pelo longo que tem barba, bigode e sobrancelhas, mas é menos comum do que a de pelo curto.

Comportamento do galgo espanhol

Os galgos são animais que, apesar do que seu trabalho poderia nos indicar, são tranquilos e afetuosos. Um galgo espanhol com três bons passeios ao dia não precisa gastar mais energia nem fazer mais exercícios.

Na verdade, os donos de galgos adotados se surpreendem por serem animais preguiçosos que passam quase o dia todo dormindo. As brincadeiras de ir atrás de objetos que se movem podem ativar o instinto de caça deles, por isso brincar de jogar a bola pode ser prejudicial. São cães sensíveis que podem se estressar em excesso com essas brincadeiras.

No que diz respeito a seu caráter, os galgos são cães tímidos, mas que desenvolvem um grande apego pelos seres próximos. Assim, quase nunca são efusivos e dão confiança a estranhos.

Por outro lado, muitos dos cães dessa espécie que vemos hoje em dia são animais resgatados. Talvez, passaram por algum trauma, o que, junto com sua timidez, faz com que vejamos muitos galgos adotados com muitos medos.

Suas famílias humanas podem acelerar seu processo de adaptação e cura se procurarem um educador canino. Os galgos são cães tão resilientes e com tanta força que podem superar traumas causados pelo abandono ou maus-tratos com terapia individual.

galgo espanhol

Cuidados veterinários

O galgo espanhol é uma raça saudável que não tem doenças hereditárias. No entanto, é necessário realizar as revisões de saúde aconselhadas pelo veterinário, nem se esquecer de seguir o calendário de vacinas.

Não existe uma grande incidência de displasia nos galgos. A displasia, de quadril ou cotovelo, é um problema de saúde frequente em outros cães deste tamanho, mas graças a seu peso, eles geralmente não sofrem disso. Nem por isso é possível se descuidar da prevenção de doenças comuns em cães grandes.

Em animais de caça ou que geralmente passeiam pelos montes é importante seguir à risca as indicações veterinárias sobre a desparasitação interna e externa. As pulgas e carrapatos podem trazer doenças graves. Também é conveniente revisar com frequência as almofadinhas e as orelhas, para saber se há pedras ou outros objetos.

Fonte da imagem principal: diegofornero (destino2003)