Jiboia-constritora: características, comportamento e habitat

· novembro 1, 2018
Antes de engolir sua presa, esse tipo de cobra se enrola sobre sua vítima e a aperta até a total asfixia.

A jiboia constritora é um dos principais representantes das boas, que são um dos tipos mais conhecidos de cobras constritoras. Estes animais, ao contrário de seus primos próximos, os pítons, são animais americanos.

Como vive em vários países da América Latina, recebeu vários nomes em espanhol: de mantona, no Peru, a matacaballos, no Equador. No México, é conhecida por limacoa e, na América Central, como mazacuata.

Características da jiboia-constritora

Como existem várias subespécies de jiboias-constritoras, as medidas são muito variadas: algumas delas medem meio metro e outras, mais de quatro metros.

Como se percebe em outros répteis, as fêmeas geralmente são maiores que os machos.

Um exemplo é um dos exemplares do zoológico de San Diego, que mede cinco metros e meio.

A jiboia-constritora apresenta em todas as suas variantes um tom avermelhado e marrom nas costas, de forma irregular e pintado sobre a pele. Geralmente, é marrom ou dourada, embora possa ser branca.

Como a píton real, cruzamentos em cativeiro resultaram em cores que quase nunca são vistas na natureza.

A jiboia-constritora geralmente vive cerca de 20 anos em estado selvagem.

Mas, em cativeiro, existem espécimes de 30 e de até 40 anos de idade, pois contam com assistência veterinária e dieta controlada.

As jiboias-constritoras são bem pesadas, podendo chegar a 30 ou até 40 quilos de peso.

Jiboia-constritora

Comportamento da jiboia-constritora

Como a maioria das jiboias, a jiboia-constritora é um animal solitário e, também, noturno.

Por isso mesmo não é recomendada como animal de estimação, exceto para criadores de répteis experientes. 

Esses animais passam o dia escondidos em galhos e buracos. Além disso, faz suas emboscadas noturnas a partir das árvores.

A jiboia-constritora é uma espécie que nada muito bem, por isso, não é incomum encontrá-la submersa em pântanos.

Da mesma forma que outros ofídios, os sentidos das serpentes como a boa-constritora são ligeiramente diferentes dos de outros animais.

A jiboia-constritora enxerga muito mal, mas tem poços labiais para detectar a presa pelo calor. É esse “segredo” que a torna uma grande caçadora noturna.

A jiboia-constritora consome todos os tipos de presas, de gambás a ratos, ou até morcegos.

Sendo uma constritora, mata sua presa desta maneira: enrola seus anéis ao redor da caça depois de tê-la mordido, o que mata o animal por asfixia.

Em termos de reprodução, as fêmeas usam feromônios para atrair os machos.

Curiosamente, as fêmeas aumentam sua melanina após a relação sexual, para assim escurecerem e capturem mais calor. 

Cobra constritora no rio

É importante notar que a jiboia-constritora é um animal ovovíparo.

Ou seja, seus ovos eclodem dentro da mãe e as cobras ganham vida como se fosse o nascimento de um mamífero.

Habitat da jiboia-constritora

Este animal vive em áreas com pouca água, como savanas e desertos. 

Mesmo assim, é possível encontrar diferentes subespécies de constritoras em selvas e áreas de cultivo.

São animais terrestres, mas às vezes usam as árvores como habitat principal.

Especificamente, esses animais vivem da Argentina ao México, em países como Peru, Brasil, Paraguai e Equador.

A jiboia-constritora tornou-se um réptil muito popular como animal de estimação. Isso fez com que muitas fossem capturadas em seu habitat natural.

No entanto, atualmente a maior parte desse mercado é suprido por animais nascidos em cativeiro.

Curiosamente, elas também já foram caçadas por sua pele e sua carne.

Apesar disso, são vitais para controlar as populações de gambás, que espalham a leishmaniose em muitas dessas áreas, além de controlar os roedores que assediam as culturas humanas.