Origem e evolução do cavalo

· agosto 4, 2018

Conhecer a origem e a evolução dos cavalos é se propor a fazer uma viagem histórica. E isso pode revelar muito sobre a civilização humana.

A convivência com os cavalos foi muito importante para o desenvolvimento de nossa cultura.

Esses animais ajudaram a romper barreiras, aproximar enormes distâncias e conectar diferentes povos. Além disso, abasteceram civilizações inteiras com suplementos essenciais à sobrevivência.

A origem e evolução do cavalo revela que esses animais foram capazes de desenvolver magníficas habilidades de sociabilidade e convivência, ao ponto de criar um laço histórico com o ser humano. E isso permitiu a sobrevivência de ambas as espécies.

nomes para cavalos

Etimologia do termo “cavalo”

Esses herbívoros de grande porte se caracterizam pelo seu pescoço longo e arqueado adornado por uma voluptuosa crina.

No entanto, nem sempre esse animal foi chamado de “cavalo”. O primeiro termo latino usado para denominar essa espécie animal foi “equus”. O latim tardio popularizou o termo “caballus”, que tem raízes celtas e significa “cavalo castrado”.

Quanto ao termo “égua”, utilizado para denominar as fêmeas, ele deriva de “equa”, feminino de “equus”.

Taxonomia

A princípio, acreditava-se que os cavalos domésticos pertencessem a uma espécie diferente da dos seus parentes selvagens. Por isso, em meados de 1758, Lineu incluiu os cavalos domésticos na espécie Equus caballus, enquanto que os cavalos selvagens já eram classificados dentro da espécie Equus ferus.

Posteriormente, a ciência demonstrou que os cavalos selvagens e domésticos pertenciam à mesma espécie. As diferenças de fisionomia e personalidade eram motivadas pelos processos de evolução diferentes e adestramento específico.

É por isso que atualmente todos os cavalos estão reunidos na mesma espécie e recebem o nome científico de Equus ferus caballus.

Breve resumo da origem e evolução do cavalo

Os primeiros relatos da criação e domesticação do cavalo datam de meados do ano 3500 a.C., na região que hoje pertence ao Cazaquistão. As pesquisas arqueológicas permitiram supor que o primeiro antepassado do cavalo viveu há mais de cinquenta milhões de anos.

Eohippus (ou Hyracotherium)

Assim é conhecido o mais antigo antepassado do cavalo. Na verdade, a reconstrução de seu esqueleto o torna mais parecido com um pequenino cão. Seu corpo tinha entre vinte e quarenta centímetros de altura. Ele tinha um rosto curto e as cavidade dos olhos estavam centralizados no rosto.

Esses fósseis foram encontrados no estado norte-americano do Oregon e nos sedimentos do Eoceno do estado de Wyoming, nos Estados Unidos. Supõe-se que ele tenha aparecido pela primeira vez há mais de 55 milhões de anos e tenha se espalhado pela América do Norte e Eurásia.

Mesohippus

Seu nome significa “cavalo intermediário” (ou “cavalo do meio”). Supõe-se que representou a transição da espécie primitiva ao cavalo moderno. A partir dele aparecem os dentes com coroas altas que lhe permitem pastar ervas, folhas e brotos, e com isso começam a apresentar um melhor estado de saúde.

Os fósseis foram encontrados no Canadá e nos estados norte-americanos do Colorado, Nebraska e Dakota. Eles viveram há aproximadamente 37 milhões de anos.

Miohippus

O surgimento do Miohippus marca a primeira ramificação horizontal da árvore genealógica do cavalo. Isso significa que começa a acontecer a diversificação das raças.

Supõe-se que havia muitos espécimes de Miohippus. Ocuparam de maneira vasta territórios no Oligoceno, sobretudo, a região da Flórida e Oeste dos Estados Unidos. Eles viveram há mais de 32 milhões de anos.

Parahippus

Conservavam características primitivas, como os três dedos nas patas, mas apresentaram uma importante mudança de habitat. Supõe-se que surgiram há mais de 24 milhões de anos.

Merychippus

É o primeiro antepassado que apresenta uma aparência semelhante à do cavalo moderno. Embora as patas continuassem tendo três dedos, o rosto e as mencionadas patas já eram alargados. O que representou a possibilidade de migrarem por longas distâncias e aperfeiçoarem as técnicas de pastoreio para alimentação.

criação de cavalos em liberdade

Pliohippus

É considerado o avô do cavalo. Ramificou-se de maneira ampla, dando origem a diversas raças que ocuparam todo o continente. Eles viveram entre seis e doze milhões de anos atrás.

Dinohippus

É o parente direto do gênero Equus, que engloba cavalos, zebras e asnos. Os fósseis foram encontrados na América do Norte, mas supõe-se que ocuparam também a Europa, Ásia e América do Sul. Eles viveram entre cinco e treze milhões de anos atrás.

Equus

Foi o único gênero da família dos equinos que sobreviveu graças à sua capacidade adaptativa. Supõe-se que o primeiro espécime surgiu há cinco milhões de anos. Foram encontrados fósseis em todos os continentes, com exceção da Austrália e Antártica.

O Equus acompanhou a humanidade em guerras, migrações, cultivos, esportes, viagens, e terapias médicas há mais de 3,5 mil anos. Ele representa a adaptação mais bem-sucedida no processo de origem e evolução deste belo animal.