Os perigos do piso laminado para os cães

março 11, 2020
O piso laminado pode significar um alto risco de lesões musculares e ósseas para os cães. Além disso, também pode representar um risco de exposição a compostos tóxicos.

Há muitas razões pelas quais as pessoas preferem pisos laminados em vez de outras opções mais tradicionais. Se você tem filhos e animais de estimação, essa parece ser uma opção de baixo custo e fácil manutenção. No entanto, é importante conhecer os perigos do piso laminado para os cães. Afinal, são eles que passam a vida em contato direto com o chão da casa.

Falta de aderência: um dos perigos do piso laminado para os cães

O piso laminado tem uma superfície brilhante e escorregadia. Devido à falta de aderência, os cães muitas vezes acabam escorregando, o que pode levar a lesões. Geralmente, quando o cão corre no piso laminado e tenta mudar de direção, pode sofrer lesões nas costas.

Note que para os cães mais velhos, andar em pisos laminados ou de madeira pode ser particularmente difícil. Os cães ficam com muito medo quando perdem o controle, e isso pode deixá-los extremamente ansiosos.

Após uma lesão, é possível que o cachorro demonstre relutância em se aproximar do piso, o que pode restringir sua movimentação dentro de casa.

Aumento do risco de displasia de quadril

Como mencionamos anteriormente, os cães podem machucar as costas quando escorregam no piso laminado. Esses tipos de lesões vão requerer tratamento e fisioterapia especializados para sarar adequadamente.

Radiografia canina

As raças propensas à displasia de quadril, como os pastores alemães, podem aumentar seu risco ou piorar a sua condição ao andar em pisos escorregadios.

Se você mora em um local com piso laminado, verifique se as unhas do seu cão estão sempre cortadas, e evite umidade no chão e nas patas do seu animal de estimação. Também coloque tapetes e corredores – com uma base antiderrapante – nas áreas problemáticas.

Exposição a compostos orgânicos voláteis

Os compostos orgânicos voláteis (COVs) são gases liberados à medida que os materiais envelhecem e se degradam com o tempo. Existem centenas de COVs, que incluem compostos tóxicos como o formaldeído. A maioria são componentes comuns no vinil, adesivos e vernizes.

Esses compostos também são encontrados em uma variedade de elementos comuns na casa, incluindo tintas, produtos de limpeza e revestimentos para pisos. Ou seja, alguns tapetes, madeiras e laminados podem ser prejudiciais para a sua saúde e a do seu animal de estimação.

Os pisos laminados se assemelham à madeira de lei, mas na verdade são feitos de várias camadas de materiais, incluindo fibras de madeira e uma imagem fotográfica da madeira. O formaldeído é comumente encontrado em adesivos e resinas utilizadas em laminados de madeira.

A exposição ao formaldeído pode causar reações alérgicas, como asma, dores de cabeça, problemas respiratórios, erupções cutâneas e até câncer.

Cachorro com máscara

Existem alternativas menos arriscadas do que o piso laminado para os cães?

Sim, existem muitas opções de pisos não tóxicos. As melhores opções são madeira de lei, concreto polido e azulejos. Também existem marcas certificadas específicas de linóleo natural, tapetes e madeira de engenharia que são excelentes opções.

Outros pisos adequados para pessoas e animais alérgicos incluem bambu, cortiça ou vidro reciclado. Para minimizar os COVs encontrados nos adesivos, escolha produtos com baixo teor de COV ou à base de água.

É necessário ter em mente que os tapetes de vinil e sintéticos têm um alto teor de COV. Portanto, é interessante evitá-los e buscar fibras naturais como lã, sisal e algodão.

Existem possíveis problemas de saúde que outros materiais de revestimento também podem provocar. Os pisos de vinil geralmente contêm ftalatos, uma família de compostos químicos usados ​​como plastificantes. A sua principal função é dar mais flexibilidade aos polímeros rígidos.

Os ftalatos podem atuar como desreguladores endócrinos e alterar os níveis de hormônios da tireoide, bem como favorecer o desenvolvimento da resistência à insulina e da obesidade.

  • Coon, R. A., Jones, R. A., Jenkins Jr, L. J., & Siegel, J. (1970). Animal inhalation studies on ammonia, ethylene glycol, formaldehyde, dimethylamine, and ethanol. Toxicology and applied pharmacology, 16(3), 646-655.
  • Montes, P. B., Soberanis, B. L., Fernández, G. O., & Moreno, F. V. (2001). Ftalatos y efectos en la salud. Revista internacional de contaminación ambiental, 17(4), 205-215.