Pet sitting: regras para cuidar do cachorro de outra pessoa

junho 5, 2020
Talvez você tenha conhecimentos veterinários ou até mesmo tenha formação na área. Alguma vez você já pensou em trabalhar como pet sitter?

Assim como existe o termo baby sitting para se referir a cuidar de bebês e crianças pequenas em troca de uma compensação financeira enquanto os pais ou responsáveis ​​estão ausentes durante um curto período de tempo, também existe o termo pet sitting para se referir a uma atividade semelhante.

No entanto, em vez de bebês ou crianças, cuida-se de animais de estimação. Especialmente cães e gatos, já que são os mais comuns, embora também exista quem contrate pet sitters para coelhos, roedores, aves, tartarugas e peixes.

O cuidador geralmente se desloca para o local onde o animal mora, embora também haja a opção do dono levar o animal para junto do cuidador, seja em sua residência particular ou um espaço comercial (no caso de uma instituição de cuidados, por exemplo, uma creche ou hotel para animais de estimação).

Para cuidar do animal de estimação de outra pessoa, não basta ter boa disposição e tempo disponível. Também é necessário ter conhecimentos básicos em veterinária, etologia e educação canina.

É necessário lembrar que cada animal tem uma personalidade própria e diferentes problemas emocionais e ambientais.

O conhecimento em etologia é altamente valorizado

Pet sitting

Embora possa parecer que qualquer pessoa seja capaz de cuidar de um cachorro, já que isso parece consistir simplesmente em fazer companhia e dar água e comida, as coisas não são tão simples assim.

pet sitter deve saber que, diferentemente do tutor, ele não tem tanto conhecimento sobre o animal e, portanto, deve procurar métodos para se relacionar com ele de maneira eficaz. Em outras palavras, ele deve agir de modo que a convivência seja positiva.

Vamos dar o exemplo de um cachorro.

Os seus donos o conhecem bem e sabem como se comunicar com ele o tempo todo. Eles conhecem as suas reações e sabem como lidar com elas. Além disso, também sabem em quais situações pode surgir algum tipo de problema.

Por exemplo, se o cachorro não farejar o chão durante os passeios, ele puxará muito a coleira ou poderá ter uma atitude reativa em relação a outros cães ou pessoas.

Os donos podem transmitir essas informações para o pet sitter para que ele saiba como lidar com o cachorro, mas, mesmo assim, ele deve ter algum conhecimento sobre a etologia do animal que está cuidando para evitar problemas. 

Além disso, ele também deve fazer cursos básicos de educação canina que sejam baseados no reforço positivo e no adestramento canino cognitivo emocional.

Em países como a Suíça, por exemplo, existem plataformas on-line onde os donos ​​colocam anúncios em busca de pet sitters e, por sua vez, os interessados ​​em cuidar de animais criam um perfil para procurar ofertas de emprego. Ao criar o perfil, o conhecimento em etologia e áreas afins é altamente valorizado.

As tarefas de um pet sitter   

É possível que o dono contrate um pet sitter para levar o seu animal de estimação ao veterinário. Nesses casos, a pessoa deve saber como ajudar o animal a se manter calmo e bem comportado durante o caminho e, posteriormente, durante a consulta.

Além de cuidar do animal de estimação na sua casa (ou seja, dar comida e água, brincar, escovar e levá-lo para fazer as suas necessidades), o dono também pode solicitar outros serviços, tais como:

  • Levar o animal de estimação ao veterinário (o que geralmente é combinado com antecedência, já que o dono deve se certificar de que o pet sitter tenha um veículo e disponibilidade para executar essa tarefa).
  • Dar medicamentos ao animal de estimação.

Com sorte, dar um comprimido talvez não seja muito difícil, embora tudo dependerá de como o animal foi educado. Por causa de situações desse tipo, é importante que o pet sitter tenha algum tipo de formação.

Os animais de estimação diabéticos devem receber a sua dose de insulina por meio de uma pequena injeção, da mesma forma que os pacientes humanos. O pet sitter deve saber como para aplicá-la. E, se o animal sofrer de epilepsia, o cuidador deve saber como agir corretamente caso ele tenha uma crise.

Por esses motivos, não é qualquer pessoa que pode ser um pet sitter, mesmo que tenha boa vontade e goste de animais.

Pet sitting: brincar com o animal de estimação faz parte do serviço

Pet sitting

Trabalhar com pet sitting não significa apenas ir à casa do cachorro, alimentá-lo e levá-lo para passear. Os cães são animais incrivelmente complexos e, por esse motivo, têm inúmeras necessidades. É muito importante que o pet sitter dedique tempo para brincar com o cachorro. Certamente, tudo dependerá da idade do animal e dos seus costumes.

Uma das brincadeiras mais importantes que podem ser feitas com o cachorro é exercitar o olfato. Criar labirintos de aromas com comida apetitosa que chame a sua atenção, usar brinquedos interativos que ativem o olfato, etc. Tudo isso fará com que o cachorro fique muito mais tranquilo e relaxado quando o pet sitter for embora.

Pet sitting: algumas considerações

Ao trabalhar com animais, é necessário estar ciente de que, para eles, não existem domingos. Eles podem ficar doentes a qualquer momento. Por outro lado, os donos também podem ter imprevistos e é possível que solicitem um pet sitter a qualquer momento.

Além disso, se você se inscrever em um portal de empregos como cuidador, o mais provável é que você acabe tendo vários clientes precisando dos seus serviços no mesmo dia. Certifique-se de esclarecer tudo com tempo suficiente para evitar mal-entendidos. Isso permitirá que você se organize melhor para satisfazer a sua clientela.

  • Edwards, R. (2006). Pet Sitting: Is It For Me?.
  • Marçal, A. F. B. A. (2013). Business plan for a pet sitting and dog walking company (Doctoral dissertation).
  • Missoni, J., Cvitković, D., Pavlak, M., Konjević, D., & Marošinac, V. (2015). Pet sitting: keeping and caring for pets as a means of employment. Veterinarska Stanica, 46(1), 19-26.