Por que existem tantas raças de cachorro no mundo?

Poodle, pastor alemão, golden retriever, boxer, chihuahua, dogue alemão, pequinês, chow-chow, husky siberiano, bobtail, etc… O melhor de tudo é que essa lista de raças de cachorro é maior do que imaginamos…

Na verdade, existem muitíssimas variações de cachorro, levantando a questão do porquê dessa diversidade genética. Os biólogos acreditam que têm uma resposta lógica a essa dúvida complexa.

Para isso, precisamos voltar a 31 mil anos antes de Cristo.

O lobo: a origem do cachorro

Tudo começou há aproximadamente 33 mil anos. De acordo com a hipótese do biólogo geneticista Peter Savolainen, é muito provável que, naquela época, a população de lobos se dividisse em dois grandes grupos.

E, talvez, com o passar do tempo, um dos dois grupos começou a se aproximar de maneira amigável dos assentamentos humanos com o objetivo de se alimentar de alguns restos de comida que caíam. Ou seja, os cães deram o primeiro passo!

Savolainen acredita que o comportamento amigável do cachorro acabou se tornando uma busca pela própria sobrevivência. A partir desse momento, deve ter começado um processo de adaptação mútua que culminou na domesticação canina por parte do homem.

Mas como isso influenciou na geração desse conglomerado tão variado de raças de cachorro? Os biólogos acreditam que o processo de domesticação foi um fator chave para isso.

O papel do ser humano no surgimento das raças de cachorro

De acordo com os biólogos especializados nesse tema, foi o Homem quem influenciou na criação das diferentes raças de cachorro. Talvez isso aconteceu por causa das habilidades ensinadas e do adestramento dos cachorros que os acompanhavam.

Geração pós geração, o organismo dos cães reagiu a esses estímulos e habilidades aprendidas, gerando novos traços morfológicos. Supõe-se que, quanto maior o adestramento, maior foi a mudança da aparência dos cães.

Atualmente, sabe-se que as diferenças são realmente mínimas. Mesmo assim, elas possibilitam a existência de grande diversidade biológica que observamos nos dias de hoje. Os cachorros têm poucas diferenças entre si, embora pareça o contrário.

Quantos tipos de cachorros existem no mundo?

É difícil se chegar a um consenso final em relação a esse dado. Da mesma forma que acontece com outras espécies, sempre pode surgir uma nova variedade que deixe os pesquisadores boquiabertos.

Até agora, foram registradas oficialmente por volta de 350 raças diferentes de cachorros, como demonstra os dados da Federação Cinológica Internacional, organismo encarregado de realizar estudos e atualizações sobre essa classificação.

No entanto, essa organização acredita que existam pelo menos 800 tipos de cães que ainda não foram registrados formalmente por diferentes motivos. De tempos em tempos, são acrescentadas algumas raças à lista.

A verdade é que a Ciência considera que o cão é o mamífero com maior número de raças no mundo inteiro. Todos esses tipos de cães são classificados e divididos em grupos conforme seu peso e morfologia.

Os cães criados em laboratório

Outra razão pela qual existem outras subdivisões biológicas de cães não inseridas nas listas oficiais é a abundância dos chamados cães criados em laboratório. Simplesmente, trata-se de cães modificados geneticamente em laboratórios científicos.

Foram criadas misturas de raças que seriam impossíveis de serem feitas seguindo o processo de reprodução natural. Por hora, temos o cockapoo, o puggle, o pomsky, e o labradoodle. Só para mencionar alguns deles.

Tudo começou entre a África e a Ásia

Os pesquisadores acreditam que o cachorro é originário de lá, onde se diversificaram em uma maior quantidade de raças de cachorros diferentes. Nos referimos ao território correspondente aos continentes da África e da Ásia juntos.

A partir de lá, se espalharam em direção ao território europeu. O continente com menor variedade de raças de cachorro é a América, e é por isso que existe a hipótese de que essa bela espécie seja originária do outro lado do globo terrestre.

Além disso, o cão mais antigo do planeta foi encontrado na Bélgica.

Parecido com um husky siberiano

De acordo com achados arqueológicos encontrados no final da última década, o cachorro do paleolítico era muito parecido com um husky siberiano. Claro que ele era muito maior que qualquer um dos cães que existem atualmente. Só um dogue alemão poderia competir com sua estatura.

Ainda falta muito a ser descoberto sobre o passado do melhor amigo do Homem. A boa notícia é que, a cada nova geração, essa espécie animal parece se adaptar melhor à convivência com os seres humanos.

Amigáveis, leais e protetores. Assim são eles, sem importar seu tamanho, raça ou cor. São desse jeito agora, mas sabemos também que se comportam assim desde sempre.