Quais são os animais hermafroditas?

· abril 21, 2018

Algumas espécies contam com órgãos reprodutivos associados a ambos os sexos, e podem produzir gametas tanto masculinos quanto femininos. Só alguns animais hermafroditas fecundam a si mesmos, mas, ao se unir a outro exemplar, adotam o sexo que falta. Neste artigo, falaremos mais sobre essa característica tão peculiar.

O que saber sobre os animais hermafroditas

A principal distinção que podemos fazer sobre esses animais é que, em seu interior, têm órgãos sexuais masculinos e femininos integrados. Devido a essa característica, podem produzir células de ambos sexos, de acordo com as necessidades. Por exemplo, se encontra um indivíduo macho, o outro utilizará seus órgãos femininos, e vice-versa.

Esses animais têm a capacidade de produzir gametas de ambos sexos e, ainda que alguns fecundem a si mesmos, na maioria dos casos precisam de outro exemplar para se reproduzir. Quase todos os hermafroditas são invertebrados, como os peixes ou os insetos, e não existe nenhum mamífero com essa capacidade.

Existem dois tipos de hermafroditismo: o sequencial e o simultâneo. No primeiro, incluem-se as espécies que nascem com um sexo específico e, quando adultos, mudam para o outro. Se passam de macho a fêmea, chamam-se protândricos, e se passam de fêmea a macho, protóginos.

No caso dos hermafroditas simultâneos, contam com ambos os órgãos sexuais, os quais podem alternar de acordo com o momento, a situação ou o “companheiro” que encontraram para se reproduzir.

Quais animais são hermafroditas?

O sexo nestes animais não é determinado pelos cromossomos X e Y, como acontece com os mamíferos, e sim pela maturidade dos órgãos ou a situação particular. Alguns exemplos de animais hermafroditas são:

O caracol é um animal hermafrodita

  1. Caracol

Esse molusco provido de uma concha espiral, chamada popularmente de “casa” e dois pares de antenas que lhe servem para se orientar e ver, é um dos hermafroditas mais conhecidos que existem. Isso quer dizer que podem reproduzir tanto óvulos quanto espermatozóides, mas devem, de qualquer maneira, acoplar-se com outro para conseguir a fecundação.

Os caracóis de jardim inseminam um ao outro para fertilizar os óvulos internamente, tanto no outono quanto na primavera. A cópula acontece à noite e pode durar até sete horas e, passado esse tempo, ambos fazem um buraco na terra para depositar os ovos, que permanecerão enterrados por 15 dias até eclodirem.

  1. Estrela-do-mar

Trata-se de uma das muitas espécies que vivem no fundo do mar em todos os oceanos do mundo, e que também tem a particularidade de ser hermafrodita. No geral, contam com cinco braços, e por isso o nome de “estrela”. Podem reproduzir-se tanto sexuada como assexuadamente. Só é possível determinar qual é o macho e qual é a fêmea durante a desova, já que não apresentam nenhuma diferença física. O curioso é que algumas estrelas-do-mar são machos ao nascer e se convertem em fêmeas ao envelhecer.

  1. Camarão

Assim como acontece com os outros crustáceos, os camarões também são hermafroditas, e em alguns casos nascem machos e, ao envelhecer ou por certas circunstâncias de hierarquia, tornam-se fêmeas. Elas incubam os ovos fecundados, que permanecem guardados em suas patas nadadoras até o momento de eclodir.

  1. Tênia

Esse parasita, conhecida como lombriga solitária e que causa doenças nas pessoas e animais, também é hermafrodita. Em seu interior, tem um grupo de órgãos completos de cada sexo, ou seja, que apresentam testículos e ovários. Uma das principais características das tênias é que elas podem se autofecundar, ainda que também possam procriar cruzando com outro indivíduo.

  1. Platelminto

Os órgãos sexuais dessa espécie são um dos mais complexos do reino animal, em contraposição a seu corpo simples, em forma de tubo. Os platelmintos são hermafroditas, sua reprodução é interna e contam com órgãos copuladores. O macho introduz o pênis para soltar os espermatozoides na fêmea, que produz óvulos para enviá-los ao útero.

Esses vermes também podem se partir em pedaços e cada um deles servir como “contêiner”, onde colocam-se os ovos. Em certas ocasiões, se reproduzem de forma assexuada, e outras vezes através da regeneração deles mesmos.