Riscos do excesso de humanização dos cães

novembro 18, 2019
A humanização dos cães pode levar a um comportamento instável, estressado e até mesmo agressivo; além disso, ela também é considerada uma forma de maus-tratos contra os animais.

Os riscos do excesso de humanização dos cães aparecem quando não conseguimos estabelecer limites. Um animal de estimação é um animal de companhia, não um ser humano. Confundir as duas condições pode se tornar um problema sério se não for controlado a tempo, tanto dentro quanto fora de casa.

A luta para humanizar os cães tem sido constante ao longo do tempo. Histórias da Grécia Antiga, Turquia, Israel, Egito e Índia contam que esses animais domesticados chegaram a receber cargos da realeza.

Mesmo na era antes de Cristo, havia pessoas que pediam para passar a eternidade na companhia dos seus cães.

Companheiros fiéis sim, humanos não

Os cães são companheiros fiéis que despertam sentimentos nos seres humanos. Gratidão, amizade, carinho, compaixão e companheirismo emergem permanentemente na relação entre homens e os seus animais de estimação.

Nossos cães geralmente têm um alto nível de associação, responsabilidade e aprendizagem, semelhantes aos dos humanos em muitos aspectos. Seus sinais únicos de afeto e emoção em relação aos seus donos são qualidades que fazem com que eles sejam uma parte importante do grupo familiar.

Para algumas pessoas, criar um cachorro se torna um tipo de estágio para descobrir se elas estão prontas para ter uma família. E há quem os trate como tal. Eles são alimentados, tomam banho e têm as suas necessidades atendidas, em troca de receber demonstrações de afeto a qualquer hora.

Em muitos casos, as pessoas estabelecem uma relação especial com os cães com base na sua lealdade incondicional. Muitos deles são treinados para atividades com a polícia, terapias, pastoreio e outros serviços, mas tudo tem uma margem de risco e benefício.

Casal se divertindo com cachorro

No mundo, existem organizações e movimentos que lutam para aumentar a conscientização sobre a proteção e preservação dos cães. A ideia é impedir que eles sejam maltratados, esquecidos ou negligenciados. Além disso, também há uma insistência no respeito à natureza do animal de estimação.

Riscos do excesso de humanização dos cães

A humanização dos cães pode se tornar algo negativo se houver afeto excessivo. O antropomorfismo, que consiste em atribuir qualidades humanas ao animal de estimação, é muito perigoso. Isso ocorre principalmente quando a pessoa se torna obsessiva com essa ideia.

O perigo começa quando a ânsia de humanizar o seu animal de estimação desperta sensações fantasiosas. Há quem pense que o seu entendimento é tão ideal que muitas vezes preferem passar mais tempo com o cachorro do que com a família.

Colocar roupas e acessórios iguais aos dos humanos pode ser uma prática saudável e divertida, mas com limites. Essa obsessão em fazer com que eles se pareçam com pessoas poderia afetar a psicologia animal, bem como a psicologia humana.

Espaços para animais e para pessoas

Também não é prudente permitir que os cães comam na mesma mesa que os adultos ou durmam nos mesmos quartos: é necessário ensiná-los a respeitar os espaços de cada um. Assim, o mais aconselhável é criar áreas próprias para os animais de estimação.

O problema surge quando os donos sentem mais falta dos seus cães do que dos seus cônjuges. Existe um exagero na relação ou no apego entre os dois que pode eventualmente levar a outros níveis de associação.

Os riscos de humanizar os cães

Todo dono de animal de estimação deve estar disposto a entender que o seu cachorro precisa de disciplina, cuidados e exercícios. É necessário ensinar qual é o seu lugar dentro da casa e na família, mas sem esquecer a sua verdadeira natureza.

O excesso de humanização dos cães pode ter um impacto negativo no comportamento dos mesmos e torná-los seres instáveis. Ou seja, os animais de estimação podem ficar confusos ou estressados ​​e se tornar agressivos quando não conseguirem o que querem.

A humanização dos cães é uma forma de maus-tratos?

Os riscos do excesso de humanização dos cães aumentam com essas práticas. Elas podem levar a situações graves que podem, eventualmente, ser consideradas formas de maus-tratos contra os animais.

Isso ocorre quando submetemos os animais de estimação a situações e ambientes próprios dos seres humanos. Visitas a restaurantes, hotéis, clubes, cabeleireiros e escolas podem não ser inofensivas se a ideia for ensinar comportamentos próprios de humanos.

O ideal é que os donos de animais entendam quais são as suas verdadeiras necessidades, tanto físicas quanto psicológicas. Um sério risco do excesso de humanização dos cães é ignorar que eles agem apenas por instinto animal.

As atividades próprias desses animais de estimação geralmente são correr, se divertir, brincar, comer e dormir. Atribuir funções próprias do homem aos bichinhos pode levar a sérios problemas.

Os riscos de excesso de humanização dos cães podem se tornar muito graves, até mesmo perigosos.