Sintomas da intoxicação canina: quais são?

Algumas intoxicações podem ocorrer por inalação, causando falta de ar e tonturas
Sintomas da intoxicação canina: quais são?

Última atualização: 15 Fevereiro, 2021

A intoxicação canina é uma condição comum devido ao grande número de substâncias que podem causá-la. Determinar a origem e analisar os sintomas associados ajudará a estabelecer o tratamento veterinário mais eficaz.

Os fatores que podem desencadear a intoxicação canina são muitos, desde um alimento estragado até um veneno administrado deliberadamente. Porém, é preciso citar que os casos com maior incidência são aqueles relacionados à ingestão de ração ou outros tipos de alimentos mal conservados, além de certas plantas tóxicas.

Tudo isso torna necessário o controle dos cães, tanto no ambiente doméstico quanto externo, com cuidados especiais nos parques.

Sintomas da intoxicação canina

Embora a diversidade e intensidade dos sintomas variem dependendo da causa da doença, existem alguns sinais comuns de envenenamento:

  • Distúrbios digestivos. Vômitos, diarreia e perda de apetite são os mais comuns.
  • Alterações cutâneas. Alopecia, principalmente na área do focinho, irritações ou inflamações.
  • Insuficiências respiratórias.
  • Distúrbios do ritmo cardíaco.
  • Letargia.

A maioria dos envenenamentos ocorre por via oral, portanto, os principais sintomas são digestivos. No entanto, os cães também podem ter inalado uma substância tóxica capaz de dificultar a respiração, além de causar tontura.

Sintomas

Quando a intoxicação tiver ocorrido em casa, é aconselhável fazer uma retrospectiva das substâncias ingeridas pelo animal. Juntamente com os diferentes distúrbios vivenciados, essas observações serão essenciais para que o especialista estabeleça o tratamento adequado.

Se, por outro lado, o gatilho para o sofrimento dos animais for desconhecido, exames de sangue ajudarão a determinar a causa que o originou.

Protocolo para lidar com a intoxicação

Ao definir um tratamento, deve ser feita uma primeira distinção, para a qual é necessário avaliar se a substância responsável pode ou não ser expelida.

Essa especificação se deve ao fato de que, em certas ocasiões, ocorrem intoxicações devido à ingestão de corpos estranhos como brinquedos, pedaços de madeira ou ossos. Nesses casos, pode-se induzir o vômito, realizar endoscopias ou até mesmo cirurgias de extração.

Caso o animal não necessite de intervenção cirúrgica, o tratamento consistirá na administração de um antídoto capaz de neutralizar a substância tóxica para evitar uma maior absorção. O uso de enemas para acelerar o trânsito intestinal ou diuréticos que contribuem para a eliminação da substância pelo trato urinário são alguns dos mais frequentes.

Por outro lado, o uso de carvão ativado no combate a intoxicações domésticas está se tornando cada vez mais útil. Essa molécula atua se ligando ao veneno antes que ele passe para o trato gastrointestinal. No entanto, seu uso não é recomendado para o tratamento de materiais cáusticos, etanol, flúor e fertilizantes.

Protocolo

Se o veneno tiver sido ingerido em grandes quantidades ou causar grande desconforto ao animal, o veterinário pode recorrer à lavagem gástrica.

Por fim, nos casos mais graves, uma filtração renal será realizada com uma máquina de diálise para remover a substância tóxica do sangue e dos rins do cão.

Além de realizar o tratamento de acordo com a gravidade do envenenamento, é provável que a fluidoterapia seja recomendada para garantir uma boa hidratação do animal.

Apesar da grande facilidade de ocorrer uma intoxicação canina, a maioria dos casos é evitável. Oferecer uma alimentação adequada, evitar plantas tóxicas em casa e garantir o controle do animal são algumas das medidas mais eficazes.

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