6 espécies de salamandras da Península Ibérica

março 30, 2019
Uma vez que precisam viver em ambientes com alta umidade, como lagoas ou rios, são indicadores precisos da saúde de um ecossistema.

A variedade de ecossistemas da Península Ibérica faz com que seja um lugar perfeito para diversos tipos de espécies, não apenas pássaros, insetos ou plantas. Por isso, entramos em detalhes e convidamos você a descobrir 6 espécies de salamandras da Península Ibérica.

As salamandras da Península Ibérica

Salamandras e tritões são membros de uma família de anfíbios que têm caudas. Precisam viver em ambientes úmidos, portanto, geralmente são encontrados em rios ou lagoas.

Eles são um ótimo indicador da saúde ecológica de um lugar. Isso porque, se estiverem na área, a água está limpa e há uma variedade de insetos para se alimentar.

As salamandras da Península Ibérica são muito variadas. Por isso, este lugar é privilegiado para poder observar várias subespécies destes animais, que variam tanto em tamanho, cores e costumes.

Estas são apenas algumas das espécies de salamandra da Península Ibérica:

1. Salamandra Comum

A salamandra comum  estende-se ao longo de quase todo o território de Portugal, com exceção da franja meridional, e sobe a norte até à Galiza. Parte do seu território também ocupa Extremadura e até Huelva.

É um grande anfíbio, que pode atingir 23 centímetros de comprimento. Eles têm uma cabeça larga e achatada, embora alguns espécimes tenham um nariz pontiagudo. Os olhos são grandes, saltados e castanho-escuros.

Essas salamandras são pretas e possuem listras e manchas amarelas, cujo tamanho varia dependendo da área em que vivem.

Em alguns lugares, são vistas claramente da cabeça até a cauda, enquanto em outros são apenas alguns pontos ao longo da coluna.

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2. Salamandra Fastuosa

Espécie de salamandra comum na Espanha

Estas salamandras da Península Ibérica estão distribuídas no norte. Vivem em parte da Galiza, Astúrias, Cantábria, País Basco e até chegam aos Pirineus.

Assim como a salamandra comum, é de um tamanho robusto, embora suas cores estejam invertidas: sua pele é amarela e tem listras e manchas pretas.

3. Salamandra Morenica

Salamandra

A salamandra morenica compartilha o habitat com algumas salamandras comuns e pode até mesmo se reproduzir entre elas.

Além disso, tem contato com os seus familiares no sul de Portugal, embora o seu habitat se estenda depois pela Sierra de Cazorla e Segura, ao longo de todo o norte da Andaluzia.

Tem duas diferenças fundamentais em relação à salamandra comum: a cabeça é menos achatada e o nariz é mais longo.

Além disso, a pele é preta e podem aparecer manchas amarelas e vermelhas. As cores da pele são tão aleatórias que algumas são completamente avermelhadas e outras, no entanto, não têm manchas.

4. Tritão do Montseny

Como o próprio nome diz, este tritão é típico da cordilheira Montseny. É uma espécie de anfíbio muito ameaçada e em perigo crítico de extinção.

Seu habitat é muito reduzido e seus hábitos noturnos tornam muito difícil estudar quantos ainda existem, mas estima-se que há muito poucos.

Tritão de Montseny

É menor que as outras espécie de salamandras da Península Ibérica, atingindo apenas 11 centímetros de comprimento quando adultos. Eles também comem pequenos insetos aquáticos.

O tritão de Montseny é marrom e tem pequenas manchas amarelas nas laterais da cauda. Além disso, sua barriga é de uma cor mais clara. Eles são animais solitários, que passam o dia escondidos e que concentram toda a sua atividade à noite.

5. Gallipato

O gallipato é o maior tritão da Europa, já que atinge 30 centímetros de comprimento. Encontra-se na na metade sul da Península Ibérica, sempre que há um habitat com água presente. Em terra é muito desajeitado, embora seja um ótimo nadador e se mova melhor na água.
Salamandra de costelas salientes
Tem um corpo muito reconhecível: a cabeça é grande e larga, e o corpo é achatado. Já a cauda é comprimida lateralmente.
É acastanhado com manchas de cores diferentes, especialmente preto e amarelado. Nas laterais do corpo, pode ter pequenas cristas caudais.

6. Tritão-pigmeu

O tritão pigmeu é outra salamandra da Península Ibérica, embora não entenda fronteiras: do norte da Espanha avança para a França. Também podem ser encontradas ao sul, sendo frequentes na Serra de Guadarrama e na Sierra de la Estrella, em Portugal.

Tem tamanho médio, pois mede entre 10 e 16 centímetros de comprimento. Seu corpo é arredondado, embora ligeiramente achatado.

Sua cauda, no entanto, é achatada nos lados. A cabeça é redonda, grande e tem um nariz redondo. Eles são amarelo esverdeado ou verdes e têm pontos ou listras pretos ou mais escuros.

Há uma grande variedade de salamandras da Península Ibérica. Isso porque este lugar é perfeito para hospedar tantos anfíbios diferentes. Eles são indicadores da saúde dos ecossistemas e grandes auxiliares no controle de pragas de insetos.