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A história dos babuínos pacíficos

4 minutos
Devemos destacar que muitas das espécies de babuínos exibem comportamento violento com os descendentes e até mesmo com as fêmeas grávidas, que atacam ao ponto de fazê-las abortar.
A história dos babuínos pacíficos
Eugenio Fernández Suárez

Escrito e verificado por o veterinário Eugenio Fernández Suárez

Última atualização: 21 dezembro, 2022

Conhecer babuínos pacíficos parecia algo impossível. Este gênero de primatas africanos é conhecido por formar grupos enormes em que os machos têm uma hierarquia particularmente forte, então eles geralmente atacam as fêmeas.

Sabemos que várias espécies de babuínos atacam os filhotes e até mesmo agridem as fêmeas grávidas para fazê-las abortar. 

No entanto, um cientista descobriu há décadas que nem todos os grupos de babuínos realizam essas práticas cruéis.

Babuínos pacíficos: o que é um babuíno?

Babuínos são um gênero de primatas, também chamados de papios, que habitam a savana africana. Eles são primatas de tamanho médio, perdendo apenas para os símios, o gelada e o mandril.

Eles são primatas terrestres, que geralmente andam sobre as quatro patas e têm grandes caninos, no caso dos machos.

Eles têm uma cauda arqueada em forma de cajado e um dimorfismo sexual acentuado, pois os machos são muito maiores.

Estes animais vivem em grupos de mais de 200 indivíduos e têm uma hierarquia marcada com base na dominância. Eles são onívoros, então às vezes caçam roedores ou até mesmo pequenos antílopes.

Dada a sua agressividade, há poucos animas que se atrevem a caçar babuínos: leões, leopardos e crocodilos são alguns dos seus predadores. Esta espécie pode superar os 40 anos de longevidade.

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A história dos babuínos pacíficos

Robert Sapolsky é uma das vozes mais respeitadas da primatologia. Enquanto Jane Goodall estudou os chimpanzés, e Dian Fossey fez o mesmo com os gorilas das montanhas, Sapolsky dedicou seu trabalho aos babuínos.

Durante várias décadas, esse biólogo estudou um grupo de babuínos conhecidos como “a tropa da floresta”. Claro, e como outros grupos desta espécie, estes não eram babuínos pacíficos.

Babuínos que assaltam aterros sanitários

Os primatas não humanos usam o lixo e a comida humana como fonte extra quando conseguem encontrá-los, semelhante a outros animais selvagens, como é o caso do javali urbano de Barcelona.

Isso aconteceu com os babuínos estudados por Sapolsky. Eles começaram a acessar o lixão de um hotel frequentado por turistas em sua área de estudo, localizado na savana do Quênia.

O hotel descartava seu lixo lá, mas um tráfico turbulento de carne fez com que um infortúnio acontecesse: o hotel descartou carne contaminada com tuberculose, uma doença que afeta muito os primatas.

Quando os babuínos chegaram naquele dia ao lixão, agiram como sempre: o grande babuíno macho liderou o ataque e, seguido por seus “tenentes”, eles foram os primeiros a consumir carne infectada. As fêmeas e animais menos dominantes do grupo comeram apenas os resíduos vegetais que sobraram.

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Tuberculose e babuínos pacíficos

Como você pode imaginar, comer carne infectada com o vírus da tuberculose causou efeitos devastadores sobre a ‘tropa da floresta’.

Todos os machos dominantes morreram afetados pela doença, uma vez que estes foram os que haviam comido a carne infectada.

Robert Sapolsky ficou indignado com a situação: décadas de sua vida dedicadas a esses animais, para sua pesquisa e conservação, e no final, haviam morrido.

Em outras espécies, como os elefantes, a morte dos líderes pode levar a um verdadeiro desastre: os elefantes órfãos são forçados a mudar de casa, desorientados e sem rumo.

Isso era o que Robert Sapolsky temia, somado à profunda dor de perder seus amigos babuínos.

A mudança de comportamento

Porém, algo inédito aconteceu: o grupo continuou sua vida mudando totalmente sua organização social; a agressão diminuiu e aumentou o ritual de asseio entre eles. De repente, um grupo de babuínos pacíficos se formou.

Os machos passaram a respeitar muito mais as fêmeas e as atacavam em muito menor grau. Os níveis de estresse foram reduzidos; uma vez que os machos antes agredidos pelos machos alfa eram agora os líderes.

Os babuínos, como o restante dos primatas, têm cultura e a transmitem. O que aconteceu foi que, quando novos membros do grupo chegaram, a tropa da floresta lhes ensinou esse comportamento mais pacífico.

Assim, a ‘tropa da floresta’ agora vive uma vida muito mais pacífica. Os babuínos pacíficos continuam a transmitir a sua cultura para seus descendentes, mais de uma década depois daqueles incidentes.

Isso demonstra que a cultura dos animais pode dar um giro de 180 graus. Que desculpa os humanos têm para se agredirem se os babuínos pacíficos são uma realidade?

Conhecer babuínos pacíficos parecia algo impossível. Este gênero de primatas africanos é conhecido por formar grupos enormes em que os machos têm uma hierarquia particularmente forte, então eles geralmente atacam as fêmeas.

Sabemos que várias espécies de babuínos atacam os filhotes e até mesmo agridem as fêmeas grávidas para fazê-las abortar. 

No entanto, um cientista descobriu há décadas que nem todos os grupos de babuínos realizam essas práticas cruéis.

Babuínos pacíficos: o que é um babuíno?

Babuínos são um gênero de primatas, também chamados de papios, que habitam a savana africana. Eles são primatas de tamanho médio, perdendo apenas para os símios, o gelada e o mandril.

Eles são primatas terrestres, que geralmente andam sobre as quatro patas e têm grandes caninos, no caso dos machos.

Eles têm uma cauda arqueada em forma de cajado e um dimorfismo sexual acentuado, pois os machos são muito maiores.

Estes animais vivem em grupos de mais de 200 indivíduos e têm uma hierarquia marcada com base na dominância. Eles são onívoros, então às vezes caçam roedores ou até mesmo pequenos antílopes.

Dada a sua agressividade, há poucos animas que se atrevem a caçar babuínos: leões, leopardos e crocodilos são alguns dos seus predadores. Esta espécie pode superar os 40 anos de longevidade.

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A história dos babuínos pacíficos

Robert Sapolsky é uma das vozes mais respeitadas da primatologia. Enquanto Jane Goodall estudou os chimpanzés, e Dian Fossey fez o mesmo com os gorilas das montanhas, Sapolsky dedicou seu trabalho aos babuínos.

Durante várias décadas, esse biólogo estudou um grupo de babuínos conhecidos como “a tropa da floresta”. Claro, e como outros grupos desta espécie, estes não eram babuínos pacíficos.

Babuínos que assaltam aterros sanitários

Os primatas não humanos usam o lixo e a comida humana como fonte extra quando conseguem encontrá-los, semelhante a outros animais selvagens, como é o caso do javali urbano de Barcelona.

Isso aconteceu com os babuínos estudados por Sapolsky. Eles começaram a acessar o lixão de um hotel frequentado por turistas em sua área de estudo, localizado na savana do Quênia.

O hotel descartava seu lixo lá, mas um tráfico turbulento de carne fez com que um infortúnio acontecesse: o hotel descartou carne contaminada com tuberculose, uma doença que afeta muito os primatas.

Quando os babuínos chegaram naquele dia ao lixão, agiram como sempre: o grande babuíno macho liderou o ataque e, seguido por seus “tenentes”, eles foram os primeiros a consumir carne infectada. As fêmeas e animais menos dominantes do grupo comeram apenas os resíduos vegetais que sobraram.

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Tuberculose e babuínos pacíficos

Como você pode imaginar, comer carne infectada com o vírus da tuberculose causou efeitos devastadores sobre a ‘tropa da floresta’.

Todos os machos dominantes morreram afetados pela doença, uma vez que estes foram os que haviam comido a carne infectada.

Robert Sapolsky ficou indignado com a situação: décadas de sua vida dedicadas a esses animais, para sua pesquisa e conservação, e no final, haviam morrido.

Em outras espécies, como os elefantes, a morte dos líderes pode levar a um verdadeiro desastre: os elefantes órfãos são forçados a mudar de casa, desorientados e sem rumo.

Isso era o que Robert Sapolsky temia, somado à profunda dor de perder seus amigos babuínos.

A mudança de comportamento

Porém, algo inédito aconteceu: o grupo continuou sua vida mudando totalmente sua organização social; a agressão diminuiu e aumentou o ritual de asseio entre eles. De repente, um grupo de babuínos pacíficos se formou.

Os machos passaram a respeitar muito mais as fêmeas e as atacavam em muito menor grau. Os níveis de estresse foram reduzidos; uma vez que os machos antes agredidos pelos machos alfa eram agora os líderes.

Os babuínos, como o restante dos primatas, têm cultura e a transmitem. O que aconteceu foi que, quando novos membros do grupo chegaram, a tropa da floresta lhes ensinou esse comportamento mais pacífico.

Assim, a ‘tropa da floresta’ agora vive uma vida muito mais pacífica. Os babuínos pacíficos continuam a transmitir a sua cultura para seus descendentes, mais de uma década depois daqueles incidentes.

Isso demonstra que a cultura dos animais pode dar um giro de 180 graus. Que desculpa os humanos têm para se agredirem se os babuínos pacíficos são uma realidade?

Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.