Barboncino: tudo que você precisa saber sobre essa raça

novembro 24, 2019
Você ficará surpreso ao saber que o barboncino corresponde a outra denominação da raça poodle

Barboncino é outro dos nomes dados à raça poodle. Ele também é conhecido como barbone, chien canne, carniche moyen, poodle francês, pudle ou zwergpudel. Há muitas coisas que você talvez não saiba sobre o cão nacional da França.

1. Na verdade, o barboncino é da Alemanha

Apesar da reputação francesa, os poodles vêm da Alemanha, onde eram chamados de pudel, que em alemão significa “poça”.

A raça surgiu para trabalhar como caçadores de patos na Alemanha, onde a palavra ‘pudelin’ se refere a salpicos na água.

O poodle padrão começou o seu desenvolvimento como um cão retriever – para a recuperação de presas – da água, há mais de 400 anos.

2. Historicamente, eles sempre foram grandes trabalhadores

Embora a criação do poodle de hoje tenha conotações de riqueza e luxo, eles foram originalmente criados para trabalhar.

Graças à sua pelagem nítida e encaracolada como proteção contra os elementos do clima, a sua capacidade de natação superlativa e a sua grande inteligência, o poodle foi, e ainda é, um magnífico recuperador.

Eles até têm uma “boca macia” para que possam pegar delicadamente a presa ferida ou morta. Na França, os cães barboncino eram chamados de ‘cães pato’.

3. O pelo do barboncino tem um propósito

Visto que a raça barboncino foi projetada para pular na água gelada, eles precisavam de uma proteção adequada. Um excesso de pelo molhado os deixaria pesados, o que dificultaria a natação.

O pelo do barboncino tem um propósito

É por esse motivo que os caçadores, estrategicamente, cortavam seus pelos. O padrão típico do corte da sua juba era destinado a proteger áreas vitais das águas frias.

4. Os poodles vêm em três variedades

O poodle é o único cão que vem em três tamanhos: padrão, miniatura e toy. Esses termos descrevem apenas o tamanho dos cães, e o American Kennel Club os considera como sendo da mesma raça.

5. A corrida de trenós puxados por cães de Iditarod já teve um time de poodles

A Iditarod Trail é uma corrida anual de trenós puxados por cães de longa distância. Acontece no início de março no Alasca, Estados Unidos.

Em 1988, um competidor chamado John Suter entrou na corrida com uma equipe de trenós de poodles. Eles não se saíram muito bem: devido ao pelo emaranhado e às pernas frias, muitos dos cães tiveram que ser deixados nos postos de controle.

Esse evento levou a uma nova regra que ditava que apenas raças do norte, como os huskies siberianos e os malamutes-do-alasca, podem competir. Esta medida foi implementada para garantir a segurança de raças que não estão adaptadas ao frio extremo.

Poodles de várias cores

6. O pelo do poodle nunca para de crescer

Ao contrário dos cães que perdem o pelo, os pelos do barboncino crescem continuamente. Como resultado, o poodle precisa de cuidados regulares.

Se não for tosado, seu pelo ficará seriamente emaranhado. Por essa mesma característica, eles são consideradas pouco alergênicos e, geralmente, inodoros.

7. O barboncino é muito inteligente

O barboncino ou poodle é uma das raças mais inteligentes que existem, superada apenas pelo border collie no ranking de inteligência canina.

Sua inteligência os torna extremamente fáceis de treinar e, portanto, eram os favoritos dos circos. No século XIX, usavam roupas humanas em miniatura e treinavam para representar cenas elaboradas.

8. Eles podem machucar a si mesmos por ansiedade ou tédio

Essa raça pode ter o problema de mastigar ou lamber as patas obsessivamente. Isso pode causar uma variedade de problemas, como afinamento dos pelos, aparecimento de feridas e pele avermelhada em carne viva.

Alguns animais podem fazê-lo insistentemente até as patas realmente começarem a sangrar. Depois que a pele se abre, pode aparecer uma infecção que causa um conjunto completamente novo de problemas.

Existem várias razões pelas quais um poodle pode fazer isso, entre as quais se destacam a ansiedade ou o tédio.

  • Mahut, H. (1958). Breed differences in the dog’s emotional behaviour. Canadian Journal of Psychology/Revue canadienne de psychologie, 12(1), 35.
  • Helton, W. S. (2010). Does perceived trainability of dog (Canis lupus familiaris) breeds reflect differences in learning or differences in physical ability?. Behavioural processes, 83(3), 315-323.
  • Goldish, M. (2009). Toy Poodle: Oodles of Fun. Bearport Publishing.