A borboleta-monarca está em perigo de extinção

A borboleta-monarca é o único inseto que faz uma incrível viagem migratória. Infelizmente, as práticas humanas estão causando sua morte.
A borboleta-monarca está em perigo de extinção

Última atualização: 15 Junho, 2021

A borboleta-monarca é um dos lepidópteros e um dos insetos mais conhecidos do mundo. Com sua icônica aparência laranja e preta e sua odisseia migratória, esse invertebrado conquistou os corações de toda a América. Nesse continente, ela se tornou um símbolo da mudança das estações e faz parte de importantes tradições culturais.

No entanto, essa borboleta não vive seu melhor momento. Diversas ações de origem humana ameaçam sua existência e reduzem suas populações. Se não começarmos a trabalhar, o planeta pode perder esse fantástico animal. Se você quiser saber mais sobre a borboleta-monarca, seu estado de conservação e suas ameaças, convidamos a continuar essa leitura.

Características da borboleta-monarca

A borboleta-monarca, de nome científico Danaus plexippus, é um lepidóptero da família Nymphalidae. Esse invertebrado é facilmente reconhecível graças aos seus 2 pares de asas, que lhe conferem uma envergadura entre 7 e 10 centímetros.

As asas são de um laranja profundo, que são delimitadas por amplas margens pretas e atravessadas por uma série de veias pretas mais finas. As margens são adornadas por uma série de pontos brancos. O resto do corpo também é preto e apresenta alguns desses padrões de cores.

As veias das asas são mais finas nos machos do que nas fêmeas. Os machos também apresentam um ponto preto que atravessa uma das veias em cada asa traseira.

Uma das características mais marcantes desses insetos é sua incrível viagem migratória, que atravessa continentes inteiros e requer várias gerações sucessivas de borboletas para ser concluída. Danaus plexippus é a única borboleta conhecida que realiza esse tipo de migração .

 

Uma borboleta-monarca em um fundo laranja.

Por que a borboleta-monarca está em perigo?

Esses lepidópteros costumavam ser incrivelmente abundantes. Tanto que, durante as migrações em massa, o som de suas asas batendo lembrava a água de um riacho ou uma chuva de verão, segundo o Center for Biological Biodiversity.

No entanto, a população total da borboleta-monarca pode ter diminuído em cerca de 90% desde 1990. Como é cada vez mais comum, esse declínio é mediado por ações humanas, que muitas vezes são realizadas sem considerar seus impactos sobre o meio ambiente. Entre as causas dessa perda marcante, estão as seguintes.

Perda de habitat

A destruição dos habitats é uma das ameaças mais frequentes e prejudiciais às espécies selvagens. Nos Estados Unidos, grande parte do habitat reprodutivo das monarcas foi eliminado pelas práticas agrícolas modernas, que são nefastas para o ambiente natural.

Um dos problemas mais relevantes é o desaparecimento das plantas do gênero Asclepias, chamadas de milkweed em inglês. A borboleta-monarca depende dessas plantas para sobreviver, pois se alimenta exclusivamente delas quando são larvas.

A expansão da agricultura moderna e a eliminação sistemática da vegetação nas margens de estradas, rodovias e terrenos agrícolas são responsáveis pela perda de Asclepias e, portanto, das borboletas-monarcas.

Os habitats onde elas passam o inverno no México também estão sendo destruídos. A indústria madeireira, tanto legal quanto ilegal, está degradando as florestas que essas borboletas usam e causando seu desmatamento. A expansão da agroindústria também contribui para esse fenômeno.

Pesticidas e transgênicos

O uso de herbicidas é outra das práticas difundidas da agricultura moderna que apresenta grandes problemas para a conservação das espécies. Esses produtos químicos tóxicos, associados ao uso de plantas transgênicas resistentes a eles, impedem o crescimento de Asclepias.

Os pesticidas também são muito comuns na agricultura e no manejo de jardins. Embora sejam usados para controlar insetos considerados nocivos, também prejudicam as borboletas e muitos outros insetos polinizadores.

Alguns cultivos transgênicos usados hoje em dia também contêm toxinas de origem bacteriana, que podem prejudicar a borboleta-monarca.

Mudança climática

Os animais migratórios são especialmente vulneráveis às mudanças climáticas. Sua sobrevivência depende de seus deslocamentos, que são regulados por condições ambientais específicas. Esses eventos de mobilização em massa coincidem com épocas de bonança nos locais de destino.

À medida que as mudanças climáticas alteram as condições ambientais, a coordenação das viagens migratórias com parâmetros ideais pode ser perdida. Os ecossistemas de que essa espécie necessita podem ser perdidos ou alterados a ponto de não serem mais utilizáveis.

As borboletas-monarcas podem ter que alterar suas rotas de migração para sobreviver. É difícil prever o que acontecerá com as mudanças climáticas, mas o futuro dessa espécie não parece muito animador no longo prazo.

Como evitar a extinção da borboleta-monarca?

Para evitar a extinção desses insetos, é fundamental implementar um melhor manejo de terras agrícolas, jardins, beiras de estradas e áreas verdes semelhantes. Esse manejo deve permitir recuperar as Asclepias e outras flores silvestres que costumavam ser muito comuns.

As plantas erroneamente consideradas “ervas daninhas”, que nos empenhamos tanto para eliminar são, na verdade, espécies nativas valiosas. Esses vegetais e arbustos beneficiam a biodiversidade em geral e os insetos polinizadores em particular. Portanto, também são muito vantajosos para as pessoas.

 

As borboletas-monarca são animais migratórios.

A proteção dos espaços que esses lepidópteros utilizam contra o avanço excessivo das indústrias também é de inegável importância. Além disso, é necessário apoiar políticas ambientais robustas que minimizem a emissão de gases poluentes e desacelerem as mudanças climáticas.

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