Cavalo-marinho: tudo que você precisa saber

· junho 9, 2019
Além da aparência peculiar do cavalo-marinho, o mais impressionante é, sem dúvida, seu modo de se reproduzir; é uma espécie em que a fêmea assegura a monogamia, derramando os ovos no saco ventral do macho, que os incuba.

Sem dúvida, o cavalo-marinho é um animal muito curioso que chama a atenção dos cientistas. Ele nada de frente, tem um focinho parecido com o de um equino, e os machos são os que “engravidam”. Descubra esta espécie fascinante neste artigo.

Por que ele é chamado de cavalo-marinho?

A palavra hipocampo é aquela usada formalmente para denominar esta espécie da família Syngnathidae, que também inclui o chamado peixe-cachimbo.

Esta palavra vem de dois termos gregos clássicos: hippos, que significa “cavalo”, e kampos, que significa “monstro do mar”. O primeiro é, sem dúvida, devido à sua semelhança com os cavalos – principalmente o focinho e a cabeça – e o segundo, devido a sua forma diferente de outros peixes e a sua maneira peculiar de nadar debaixo d’água.

As mais de 50 espécies de cavalos-marinhos vivem em águas tropicais e rasas de temperaturas quentes, de até 28 °C. Eles podem ser encontrados principalmente em corais e manguezais nas costas do Oceano Atlântico e do Mar Mediterrâneo.

Outro aspecto peculiar é que eles têm a capacidade de se misturar com o ambiente, seja mudando a cor da pele ou desenvolvendo longos filamentos que os fazem parecer com plantas ou algas.

Desta forma, eles escapam de seus principais predadores: o atum, o peixe-dourado, o caranguejo e a cioba, entre outros. Eles são muito lentos para nadar!

Características físicas

Um dos aspectos que mais nos impressiona sobre o cavalo-marinho é o seu corpo, que é coberto por uma espécie de “armadura” com anéis ou placas ósseas. E não apenas isso, mas também uma cauda preênsil em espiral – que permite que ele se agarre a plantas subaquáticas e aos corais.

Características físicas do cavalo-marinho

A sua maneira de nadar está intimamente relacionada com a forma do seu corpo. Ele nada para a frente, na posição vertical, graças à sua barbatana dorsal bem desenvolvida, como se fosse um ventilador.

O cavalo-marinho é um peixe que respira através de guelras, mas cujo corpo é sustentado por uma espinha. Por sua vez, tem um tubo bucal alongado que se assemelha ao de um cavalo, daí um dos seus nomes.

Reprodução do cavalo-marinho

Sem dúvida, é uma das principais curiosidades do cavalo-marinho, pois são os machos que “engravidam” e cuidam dos bebês mais tarde. A reprodução é sazonal, isto é, acontece quando a temperatura da água aumenta.

Depois de uma dança cerimonial – que muitos descrevem como bonita – o casal entrelaça suas caudas preênseis por 15 minutos. Após esse tempo, o macho expele o fluido seminal para o exterior.

A fecundação dos ovos ocorre quando eles entram no saco ventral do pai, com a ajuda do apêndice cloacal da fêmea. Essa estratégia feminina serve para garantir que os ovos venham de um único par. Desta forma, a monogamia da ninhada é assegurada.

Reprodução do cavalo-marinho

Quando o pai engravida, ele carrega seus bebês por no máximo seis semanas (isso também é determinado pela temperatura da água).

Depois desse tempo, é o momento do “nascimento”, que é bastante doloroso e traumático para o homem. Com a ajuda da própria cauda, ​​ele se agarra a uma planta ou coral e contrai o corpo várias vezes seguidas, de modo que os filhotes – que são uma cópia exata de seu pai, mas em menor tamanho – saem.

Em um único momento, ele pode dar à luz até 400 filhos. Durante os primeiros dias, os bebês entram e saem do saco ventral parental várias vezes, sempre que percebem algum perigo.

Vale a pena notar que os cavalos-marinhos são uma espécie monogâmica, em que os casais se relacionam a vida toda. Eles são uma espécie bastante territorial, em que a fêmea se move mais do que o macho: 100 m² e 1 m², respectivamente.

González-Hernández, E., Guevara-March, C., Alcalá, A., & Selema, R. (2004). Algunos aspectos biológicos sobre el Caballito de Mar Narizón (Hippocampus reidi Ginsburg, 1933) en cautiverio. In III Congreso Iberoamericano Virtual de Acuicultura.