5 tipos de crípse: camuflagem animal

A camuflagem é de grande importância para a sobrevivência animal e é uma grande ferramenta de seleção natural. Suas diferentes formas de manifestação confirmam seu valor.
5 tipos de crípse: camuflagem animal

Última atualização: 18 Maio, 2021

A camuflagem é uma forma de adaptação, visto que os animais que possuem essa habilidade passam despercebidos. Assim, evitam ser detectados ou reconhecidos, ao mesmo tempo que se assemelham ao ambiente ou a algum objeto inanimado do seu habitat.

É surpreendente conhecer todas as formas de camuflagem existentes nos animais, pois a seleção natural incentiva as adaptações mais estranhas e específicas em cada ecossistema. Aprenda mais sobre 5 tipos de camuflagem animal neste artigo.

Por que os animais se camuflam?

Um dos fatores seletivos mais fortes da natureza é a predação. A camuflagem, por sua vez, proporciona maior sobrevivência ou melhores oportunidades de alimentação, pois também é utilizada pelos animais para se aproximar sorrateiramente de suas presas. Por isso, pode-se afirmar que é utilizada para fins defensivos e agressivos, como nos contam os pesquisadores Martin Stevens e Sami Merilaita.

Um bom exemplo desse fenômeno são as aves do gênero Caprimulgus  noitibós. Essas aves se camuflam assemelhando-se ao ambiente, onde descansam durante o dia para evitar serem avistadas por possíveis predadores, como indica a Universidade de Exeter.

Tipos de crípse ou camuflagem

Um animal difícil de detectar é chamado de críptico. Algumas formas de crípses são assemelhar-se ao ambiente, usar a bioluminescência para esconder as sombras geradas em ambientes aquáticos ou decorar o corpo com objetos do ambiente, como folhas e galhos, como fazem alguns caranguejos, insetos e caramujos.

A crípse — a inclusão de cores e padrões que evitam a detecção — também tem outras estratégias. A seguir, você encontra algumas das mais comuns.

1. Combinar com o ambiente

Aqui, a aparência do animal geralmente combina com a cor, a leveza e os padrões de um ou mais ambientes. Um bom exemplo é a lula, pois ela pode mudar sua aparência para combinar com o fundo e também pode variar sua forma para se assemelhar a objetos, como algas ou pedras.

Os insetos-folha são outro exemplo claro de crípse mimética no reino animal.

 

Tipo de crípse: bicho-folha

2. Contra-sombreamento

É uma coloração também conhecida como lei de Thayer. De acordo com a BBC, o artista americano Abbott Handerson Thayer foi a primeira pessoa a estudar e depois descrever e ilustrar esse padrão de cores.

Esse tipo de camuflagem diminui o contraste dos animais que ficam mais escuros na parte superior por meio da luz, para que a forma do animal pareça mais achatada.

 

3. Coloração disruptiva

Essa forma de crípse é reconhecida por apresentar um conjunto de marcas que criam a aparência de falsas bordas e limites, o que torna difícil detectar ou reconhecer um animal, o seu contorno e a sua forma verdadeiros. Um exemplo dessa coloração é a ave Podargus papuensis ou a víbora-cornuda.

 

Exemplo de coloração disruptiva

4. Fusão por movimento

Ocorre quando marcas, como as listras, ficam borradas durante o movimento, para combinar com a cor e a claridade do ambiente. Isso evita que o animal seja detectado quando estiver em movimento.

 

Uma zebra olhando para a câmera.

5. Transparências

Ocorre quando o corpo de um animal, ou parte dele, é transparente, o que reduz a probabilidade de detecção por parte dos predadores. Esse recurso parece ser a camuflagem ideal, pois a ocultação não depende do fundo ou do comportamento: simplesmente, o fundo fica igual ao corpo porque o que se vê é justamente o fundo, como é o caso dos sapos de vidro.

Outro tipo de camuflagem semelhante a essa é a camuflagem de espelho, que se dá quando os animais possuem corpos reflexivos, como se fosse vidro. Um exemplo disso são as sardinhas.

 

Crípse: um sapo de vidro com seus ovos e sua camuflagem.

Todas essas formas de camuflagem são uma prova viva da importância para os animais de evitar ser presa ou obter presa ; os fatores de seleção mais importantes na natureza. Muitas vezes, a cor de um ser vivo pode significar a diferença entre a vida e a morte.

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