Cinco espécies marinhas em perigo de extinção

julho 2, 2018
Os maus-tratos que a espécie humana causa ao planeta têm sérias consequências, como a iminente perda de espécimes silvestres que, exceto por um milagre, não nos acompanharão mais a curto ou médio prazo. Métodos de pesca, o aquecimento global e a destruição de ecossistemas são causas desta situação lamentável.

O aquecimento global e a destruição dos habitats naturais das espécies marinhas de nosso planeta, infelizmente afetam sua biodiversidade há anos. O aumento das temperaturas afeta, em particular, as criaturas que vivem no oceano. Esta listagem ajudará você a se familiarizar com as espécies marinhas que poderão não estar entre nós nos próximos anos.

A baleia azul, um gigante em perigo de extinção

Com um peso de 200 toneladas, aproximadamente o de 33 elefantes, a baleia azul é o maior mamífero do planeta. Segundo o “World Wildlife Fund”, estima-se que existam atualmente apenas entre 10 mil e 25 mil exemplares em nossos oceanos.

A população de baleias azuis foi duramente atingida no século 20, quando a caça indiscriminada de baleias se tornou popular. Embora tenha sido proibida desde 1966, muitas morrem quando são apanhadas em redes de pesca ou quando atingidas por grandes navios.

A tartaruga marinha

A Indonésia atualmente abriga cerca de seis espécies diferentes de tartarugas marinhas, já que seu clima e litoral são ideais para a desova. Esta zona também permite o acesso a rotas migratórias dos oceanos Pacífico e Índico. O Fundo Mundial para a Natureza está trabalhando na área de Papua para ajudar essas espécies.

tartaruga marinha

As populações dessas seis espécies, no entanto, são classificadas como vulneráveis, ameaçadas ou criticamente ameaçadas, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. As principais ameaças enfrentadas por esses répteis são a destruição de áreas de nidificação, a caça ilegal e a superexploração descontrolada.

A vaquita, uma das espécies marinhas prestes a desaparecer

vaquita, cientificamente denominada Phocoena sinus, é o cetáceo mais raro do planeta. Esta espécie está prestes a se tornar extinta, apesar de ter sido descoberta há apenas 60 anos. A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza declara que ela está em perigo crítico.

Em 2015, a população de vaquitas marinhas era de apenas 97 indivíduos. Em 2017, 67% da população pereceu e atualmente só temos menos de 40 exemplares em todo o mundo.

Vaquita
Fonte: Paula Olson

A causa principal do quase total desaparecimento desses cetáceos é o uso de redes de deriva e cortinas invisíveis que flutuam na água e matam milhares de criaturas.

O Golfinho do Irrawaddy

Esta espécie parece totalmente diferente da de um golfinho convencional. Ele vive nas costas e estuários do rio Irawadi, também nas áreas próximas aos rios Ganges e Mekong, no sudeste da Ásia. No entanto, não é um golfinho de água doce. Seu crânio, arredondado e sem brilho, como um melão, é uma de suas características mais distintas.

Esta espécie tem uma expectativa de vida de cerca de 30 anos e costuma ser um nadador lento. A falta de legislação resultou em apenas 85 exemplares restantes na área do rio Mekong.

Golfinho do Irrawaddy

Estima-se que a pesca com eletricidade e o uso de venenos são as principais causas desta espécie também aparecer na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza.

O peixe lua

Esta também é uma das espécies marinhas que são difíceis de serem estudadas e monitoradas, devido a raridade e escassez de espécimes. Também chamado de peixe mole, sua aparência é semelhante à de uma grande cabeça com barbatanas. Pode medir até três metros de comprimento e pesar entre 247 e 2.000 quilos.

Seus habitats se expandem pelos oceanos Pacífico, Índico, Mediterrâneo e Atlântico. As maiores populações estão concentradas na Indonésia e nas costas do sul da Califórnia.

peixe lua

Embora esta espécie seja muito fértil, e ainda não apareça registrada na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, sua população diminui dia após dia.

A dureza e espessura de sua pele, assim como seu grande tamanho, muitas vezes os impedem de dissuadir os predadores e de fugir para águas mais profundas.

No entanto, somos confrontados com o problema dos métodos de pesca humana, como as redes de deriva mencionadas anteriormente, que matam milhares de espécies marinhas por ano.