As fobias mais comuns em cães

As fobias mais comuns em cães podem surgir depois de passar por uma situação estressante. A menos que seu tratamento seja direcionado, o medo pode se tornar insuportável, perturbando a vida do animal e a de toda a família.
As fobias mais comuns em cães

Última atualização: 10 Novembro, 2021

Conhecer as fobias mais comuns em cães é uma obrigação para todos os tutores de animais. É importante reconhecer esse comportamento e agir para aliviar essa condição.

Em primeiro lugar, é importante diferenciar entre medo e fobia. O medo é uma resposta normal a uma ameaça ou situação real ou percebida, enquanto uma fobia é uma resposta de medo exagerada que pode oprimir completamente um cão.

Quais são os medos e as fobias mais comuns em cães?

Entre os medos mais comuns em cães está o medo de carros, de ir ao veterinário e de interagir com crianças. Por outro lado, as fobias mais comuns em cães incluem a fobia de fogos de artifício, tempestades e o do choro de bebês.

Fobias mais comuns em cães

Compreender a fobia é o primeiro passo para ajudar seu cão

Se o seu cachorro tem fobia, seja de barulho da rua, sirenes, bebês chorando, crianças brincando, fogos de artifício ou tempestades, ele está sentindo uma emoção muito real. É importante que as pessoas não minimizem esse sofrimento e tenham o cuidado de elaborar um plano de tratamento.

A primeira recomendação é ser paciente. Tratar uma fobia requer ir devagar e nunca forçar seu cão a situações opressivas. A seguir, apresentamos cinco fobias comuns que os cães enfrentam e como trabalhar com eles:

Ruídos altos são uma das fobias mais comuns em cães

Essa fobia inclui tempestades, fogos de artifício, aspiradores de pó, etc. A primeira coisa a saber é que tentar acalmar um cachorro nessas circunstâncias estimula o pânico. Um cão que é acariciado nesse momento recebe elogios que reforçam seu estado. Consequentemente, você inadvertidamente você estará incentivando esse comportamento no animal, que presumirá que essa é a resposta que deve ter a todos os ruídos altos.

Existem algumas maneiras de quebrar o ciclo. Uma é parar com o carinho nessa hora. O cão precisa aprender que essa não é a resposta adequada. O tutor deve se manter calmo e imparcial, sem mostrar sinais de medo ou reação.

A outra é tentar redirecionar o medo de maneira positiva. Durante um evento de barulho alto, dê ao animal um petisco muito desejado, algo que ele não consegue com muita frequência. Ou jogue um novo jogo, por exemplo. A experiência gratificante fará o cão pensar que ruídos altos não são tão ruins.

Beagle assustado com o aspirador de pó

Ansiedade de separação: a fobia de estar sozinho

A ansiedade da separação engloba toda uma gama de comportamentos, desde gemidos silenciosos até a destruição total da casa. Já houve casos graves de cães mastigando paredes e quebrando portas com a cabeça. Um cão em pânico pode causar danos corporais a si mesmo. Por exemplo, pode pular de uma varanda porque não gosta de ficar longe de seu tutor.

Em casos menos graves, a ansiedade da separação pode ser aliviada exercitando o cão antes de o tutor sair. Pratique algum entretenimento, por exemplo, uma caça ao tesouro de 10 minutos no quintal ou uma caminhada rápida de 20 minutos.

Também pode funcionar deixar o rádio ou a televisão ligados para que lhe façam companhia. Alguns cães gostam de ouvir vozes, outros música baixa… Faça o que for melhor para o cão. Para casos moderados a graves, a melhor opção é consultar um treinador de cães qualificado (certificado). É importante encontrar alguém com experiência no tratamento desses tipos de problemas de comportamento.

Fornecer um ambiente enriquecedor, uma etapa fundamental para superar as fobias mais comuns em cães

Proporcionar enriquecimento mental aos cães que sentem medo é vital. Isso inclui o fornecimento de brinquedos, quebra-cabeças interativos e outros jogos que estimulam suas mentes.

Se um cão estiver com medo demais para aprender, pode precisar tomar medicamentos. Isso diminuirá o medo para que seu cão possa aprender novamente. O medo faz com que ele desligue e, quando um cachorro desliga, ele não consegue aprender. A medicação pode ajudá-lo a chegar a um lugar melhor, mas só deve ser usada sob recomendação do veterinário ou de um especialista em comportamento veterinário.

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