Guaxinim: características, comportamento e habitat

· maio 29, 2018
O misterioso guaxinim é uma espécie muito conhecida nos Estados Unidos, mas certamente exótica na Europa. A seguir, saiba mais sobre seu curioso comportamento.

O guaxinim é uma espécie muito conhecida nos Estados Unidos, mas um tanto quanto exótica na Europa. E isso mesmo com este onívoro tendo conseguido se estender por boa parte do continente desde o século 20, por conta da indústria da pele. Na Espanha, também existem guaxinins selvagens.

Características do guaxinim

O guaxinim é um dos animais onívoros mais representativos da América, pertencente à família dos procionídeos, assim como o quati. Essa espécie geralmente pesa cerca de sete quilos, mas tem capacidade para acumular gordura e chegar até 15 quilos. Sua pelagem varia de cinza a preto, e caracteriza-se por ter um rabo anelado e um rosto com pelagem que lembra uma máscara.

Esses animais têm uma dentição adaptada à sua dieta variada, que é composta por roedores, anfíbios, ovos e até frutas e sementes. Por isso, possuem uma mandíbula com 40 dentes, que são caninos desenvolvidos e molares adaptados a essa dieta mista. A reprodução do guaxinim acontece no começo do ano, e as ninhadas nascem de abril a maio, dependendo da latitude.

O guaxinim é uma espécie onívora pertencente à família dos procionídeos, assim como o quati. Essa espécie geralmente pesa cerca de sete quilos, mas tem capacidade para acumular gordura e chegar até 15 quilos. Sua pelagem varia de cinza a preto, e caracteriza-se por ter um rabo anelado e um rosto com pelagem que lembra uma máscara.

Comportamento do guaxinim

Sua dieta polivalente faz com que o guaxinim seja um dos animais selvagens que mais aproveita os desperdícios humanos, o que faz com que eles sejam considerados pragas, sendo muito afetados pela caça e pelo atropelamentos. Em seus encontros com o ser humano, geralmente são pacíficos, mas podem se tornar agressivos e morder, especialmente na presença de cães e de outros animais domésticos.

Esses animais geralmente se aproximam dos leitos dos rios para comer e até para se lavar, por isso são conhecido como ursos lavadores. São animais noturnos e solitários, e os machos e as fêmeas só se juntam para se reproduzir.

guaxinim

Vale ressaltar que alguns etnologistas desafiam este conceito clássico do guaxinim solitário. Na verdade, estudos recentes demonstram que as fêmeas geralmente dividem alimento e se juntam para comê-lo nos rios, enquanto os machos formam coligações para defender territórios.

Habitat do guaxinim

O habitat do guaxinim são as florestas decíduas ou mistas, onde dormem dentro das árvores, nas tocas ou em covas, e vivem perto dos rios e outros entornos fluviais. Por seu aproveitamento dos desperdícios humanos e, até mesmo, da comida de animais de estimação, eles conseguiram se adaptar aos entornos urbanos. Por isso, podemos encontrá-los em garagens, coberturas e zonas residenciais.

A espécie boreal, a mais disseminada, vive desde o sul do Canadá até o Panamá. Sua presença na Europa é relativamente recente e, como já dissemos, deve-se a escapes de granjas de pele.

No entanto, na Espanha apareceram várias colônias de criação recentes. Isso é resultado do guaxinim ter se tornado um animal de estimação, após eles entrarem na moda nos Estados Unidos. Assim, ele começou a ser exportado para a Europa, e dezenas de exemplares foram abandonados.

Os guaxinins são animais de estimação muito ruins, já que podem ser agressivo e, sendo noturnos, adaptam-se mal aos horários dos humanos. Ao serem abandonados, destroem ninhos de espécies autóctones, e podem transmitir a raiva. Por isso, considera-se uma espécie invasora e são sacrificados, mostrando – novamente – as consequências do egoísmo humano.

Sua presença na Europa é relativamente recente e, como já dissemos, deve-se a escapes de granjas de pele. No entanto, na Espanha, apareceram várias colônias de criação recentes. Isso é resultado do guaxinim ter se tornado um animal de estimação, após eles entrarem na moda nos Estados Unidos. Assim, ele começou a ser exportado para a Europa, e dezenas de exemplares foram abandonados.