O macaco de nariz arrebitado famoso por espirrar

outubro 21, 2019
O macaco de nariz arrebitado espirra devido ao formato do seu nariz, que parece estar voltado para cima e permite a entrada da água da chuva.

A natureza é muito curiosa e sempre nos surpreende. Hoje, vamos falar sobre o macaco de nariz arrebitado. Ele é conhecido pela sua maneira estranha de espirrar e, infelizmente, está correndo risco de extinção.

O macaco de nariz arrebitado e o seu medo da chuva

Na família Rhinopithecus, podemos encontrar a espécie Strykeri, que vive em Mianmar e na China – mais especificamente, nas proximidades dos rios Mekong e Salween. Sua população não excede os 300 exemplares.

Dizem que ele tem medo da chuva, mas o que realmente acontece é que, devido ao formato do nariz ‘voltado para cima’, a água entra pelas suas narinas e provoca muitos espirros.

O lado ruim é que, na região onde ele vive, as tempestades são comuns na maior parte do ano.

Quando isso acontece, ele esconde a cabeça entre os joelhos e não sai durante vários dias, como se tivesse sido colocado de castigo por se comportar mal. Dessa forma, ele evita espirrar.

O macaco de nariz arrebitado está em perigo crítico de extinção por causa da perda do seu habitat natural, bem como pela caça indiscriminada.

Outros macacos de nariz arrebitado

Quatro outras espécies de macacos de nariz arrebitado completam a família, todas endêmicas do sudeste da Ásia, entre o sul da China e o norte do Vietnã:

1. Macaco preto de nariz arrebitado

Seu nome científico é Rhinopithecus bieti e ele vive em território chinês. Não se sabe muita coisa sobre esse macaco de nariz arrebitado porque ele vive em uma área inóspita, entre encostas íngremes, arbustos de bambu e verões com neblina e pouca visibilidade.

No entanto, isso não o ‘salva’ do risco de extinção, já que a sua população é bastante escassa.

Macaco de nariz arrebitado famoso por espirrar

O macaco preto é grande, o seu corpo é robusto e ele possui uma boa quantidade de pelos escuros. O rabo é quase tão longo quanto o seu tronco. Forma grupos de até 60 indivíduos, que vivem em um território de até 135 km2.

2. Macaco de Tonkin

Também conhecida como macaco de Dollman, essa espécie é endêmica do noroeste do Vietnã, vivendo em uma área de floresta pouco acessível aos seres humanos.

Atualmente existem cerca de 250 exemplares, portanto, ele está em perigo crítico de extinção.

Macaco de Tonkin
Fonte: https://www.iucnredlist.org/

3. Macaco cinzento de nariz arrebitado

Este primata catarrino vive na China, onde é conhecido como macaco cinzento de nariz arrebitado de Guizhou. Restam apenas cerca de 750 espécimes em liberdade, em um território de 400 km2 entre montanhas a mais de 500 metros acima do nível do mar.

O macaco de nariz arrebitado famoso por espirrar
Fonte: http://www.primatewatching.com/

Os machos desta espécie medem cerca de 70 centímetros sem contar o rabo, ​​que pode chegar a 90 centímetros. Enquanto isso, as fêmeas são menores, pois há um leve dimorfismo sexual.

4. Macaco dourado

O Rhinopithecus roxellana vive nas montanhas Hengduan, Qinling e Shennongjia, na China, perto dos rios Amarelo e Yangtze. Prefere florestas com uma altitude superior a 1.400 metros acima do nível do mar e passa quase o dia inteiro em cima das árvores, principalmente as fêmeas.

Macaco dourado

Cada macho tem um harém de até seis ‘esposas’. Seus filhotes fêmeas atingem a maturidade aos quatro anos, e os machos aos sete. Um fato curioso em relação a sua pelagem é que o seu corpo é amarelo e dourado com manchas azuladas no rosto.

O macaco de nariz arrebitado é muito conhecido na China e no Vietnã, e os habitantes locais os chamam de ‘nwoah’, que significa ‘macaco com o rosto virado para cima‘, em uma clara alusão à posição de suas narinas.

Pequenos em geral e com uma cabeça que parece estar escondida no meio de tanto pelo, esses primatas fazem parte da cultura local, embora haja cada vez menos espécimes na natureza.

Tan, C. L., Guo, S., & Li, B. (2007). Population structure and ranging patterns of Rhinopithecus roxellana in Zhouzhi National Nature Reserve, Shaanxi, China. In International Journal of Primatology. http://doi.org/10.1007/s10764-007-9147-3