Conheça o macaco-rhesus

outubro 12, 2019
Devemos grande parte do progresso da pesquisa médica em seres humanos ao macaco-rhesus, que sofreu ao ser usado em diversos experimentos científicos.

O macaco-rhesus é um tipo de primata asiático bem conhecido, principalmente devido ao seu enorme uso em experiências. Embora não estejam ameaçados, muitos criticam as más condições que esses animais sofreram para obter avanços científicos de enorme calibre.

Onde vive o macaco-rhesus?

O macaco-rhesus é um primata haplorrino, o que significa que estamos falando de um macaco do Velho Mundo. Ele é um cercopiteco, assim como o macaco verde, mas neste caso nos referimos a um membro do gênero Macaca, como é o caso do macaco-de-gibraltar.

Esses animais são nativos da Ásia e estão entre os macacos de mais ampla distribuição no mundo: do sudeste da Ásia ao norte da Índia ou Paquistão, incluindo grande parte da China, onde há quase uma dúzia de subespécies.

Esta é uma espécie exótica invasora conhecida, pois pode ser encontrada na Flórida, assim como na ilha de Morgan. Alguns desses animais foram libertados, embora em outros casos isso tenha ocorrido devido a desastres naturais, como furacões.

Quais são as características do macaco-rhesus?

O macaco-rhesus é um primata de tamanho médio que mal excede oito quilos de peso. São espécies que contam com um rabo de cerca de 20 centímetros, com pelos grisalhos e castanhos e rosto rosado.

Estamos falando de animais diurnos, que vivem tanto nas árvores quanto no chão. São animais que normalmente se movem como quadrúpedes, embora também possam se mover usando os membros posteriores.

Onde vive o macaco-rhesus?

Esses animais são onívoros, embora sua dieta seja baseada em plantas em sua grande maioria. Eles consomem quase 100 espécies diferentes, das quais aproveitam sementes, frutos, raízes ou flores.

Também foi observado que esses animais consomem cupins, gafanhotos, formigas e besouros. Assim como outros macacos, eles têm bochechas onde podem armazenar comida temporariamente.

A inteligência da espécie

Os macacos, assim como outros primatas, são animais que vivem em grupos de 20 a 200 indivíduos. Normalmente, há quatro vezes mais fêmeas do que machos e ambos têm hierarquias separadas.

As fêmeas não abandonam o grupo e sua hierarquia é dada por herança. É interessante notar que as fêmeas mais jovens costumam ultrapassar suas irmãs mais velhas rapidamente na hierarquia.

Um animal social exige grande inteligência e um bom sistema de comunicação. Como outros primatas, o macaco-rhesus usa expressões faciais, vocalizações e gestos para se comunicar por meio de posições de submissão ou comportamentos afiliados, como o chamado grooming, que é quando os macacos cuidam uns dos outros.

Macacos-rhesus com filhote

Os macacos-rhesus são extremamente inteligentes, e um exemplo disso é a sua capacidade de monitorar seu próprio estado mental e entender regras simples. Também há registros de quando um macaco tentou acordar outro que estava inconsciente nos trilhos de um trem.

O macaco e a pesquisa

O macaco-rhesus também tem sido uma espécie que contribuiu imensamente em pesquisas médicas, tornando-se o primata mais utilizado nessa disciplina.

Um exemplo disso é o fator Rh, uma proteína de glóbulos vermelhos que permite a detecção de tipos sanguíneos em humanos e foi descoberta graças a esta espécie.

Outro dos famosos estudos que foram feitos com esse macaco foram os grupos de privação de Harry Harlow. Neles, os macacos foram retirados de suas mães e, posteriormente, autorizados a escolher entre uma mãe de arame que fornecia leite ou um bicho de pelúcia que não oferecia comida.

Os filhotes escolheram a mãe que eles poderiam abraçar em detrimento da sua saúde. Harlow fez mais experimentos atualmente descritos como cruéis, apesar de, na época, os resultados terem permitido mudar todos os cuidados que eram oferecidos a crianças órfãs.

Este macaco também contribuiu para o desenvolvimento de vacinas, tratamentos e diagnósticos para doenças como raiva, poliomielite, HIV e varíola. Ele até viajou para o espaço, e por isso devemos muitas coisas a esse primata que sofreu com o progresso do homem.