Macacos: tipos e características

Devido às suas inúmeras semelhanças com o ser humano, os macacos têm sido objeto de estudo ao longo dos anos. No artigo a seguir, vamos contar um pouco mais sobre os tipos de macacos que existem, bem como as principais características de um de nossos parentes mais próximos.
Macacos: tipos e características

Última atualização: 02 julho, 2022

Os macacos são classificados taxonomicamente como macacos do novo mundo ou platirrinos, e macacos do velho mundo ou cercopitecídeos. Foram identificadas mais de 200 espécies, que habitam territórios da América, Ásia e África.

Essa classificação exclui os primatas hominoides ou também conhecidos como símios, pois possuem características que os diferenciam de seus parentes. Entre os símios, podemos encontrar o orangotango, o gorila ou o chimpanzé, que se distinguem principalmente por serem maiores e não terem cauda.

Macacos do novo mundo

Os macacos do novo mundo são caracterizados por terem narinas separadas e abertas lateralmente. Eles também têm focinhos achatados e caudas relativamente longas em comparação com o tamanho do corpo.

Por outro lado, geralmente são arborícolas, além de nativos e endêmicos do continente americano. Cinco famílias estão incluídas no grupo de macacos do novo mundo.

Família Callitrichidae

Essa família é composta por 42 espécies de primatas conhecidos como saguis ou micos. Esses animais podem ser encontrados na América Central e do Sul em países como Colômbia, Brasil ou Venezuela. São animais de pequeno porte que pesam entre 100 e 800 gramas, com tamanho entre 10 e 50 centímetros.

Da mesma forma, são diurnos, arborícolas e se alimentam de frutas, folhas, insetos e flores. São animais territoriais que assustam os intrusos com gritos intensos. Formam comunidades de 5 a 6 animais, embora tenha sido demonstrado que vivem em comunidade com outros tipos de macacos.

Entre suas principais características, encontramos que esses primatas têm dois molares, uma cauda não preênsil e são um dos poucos conhecidos por terem nascimentos múltiplos.

Entre as principais espécies encontramos as seguintes:

Família Cebidae

É composto por 17 espécies de primatas que habitam as florestas da América Central e do Sul. São animais de médio porte que pesam até 4 quilos. Eles são caracterizados principalmente pela cauda preênsil, que usam para se mover e segurar as árvores enquanto se alimentam.

Sua dieta é baseada em frutas, folhas, pequenos insetos e pequenos vertebrados. Eles vivem em comunidades de até 20 indivíduos. São arborícolas e de comportamento diurno.

Uma de suas espécies, o macaco-prego-de-cara-branca, desempenha um papel determinante no ecossistema florestal, pois é responsável pela disseminação de sementes e pólen.

Entre as principais espécies desse grupo encontramos:

  • Macaco-prego-de-cara-branca.
  • Macaco-prego.
  • Macaco-de-cheiro-comum.
  • Cairara.
Macaco-esquilo.

Família Aotidae

Conhecidos como macacos noturnos, essa família é composta por 11 espécies diferentes, que podem ser encontradas em florestas tropicais da América Central e do Sul. Pesam na idade adulta entre 450 e 1250 gramas e um tamanho de 50 a 70 centímetros, contando a extensão da cauda. De comportamento noturno, costumam sair à noite para se alimentar de insetos, frutas, folhas, lagartos, pássaros e pequenos mamíferos.

Esses animais são muito territoriais, defendendo suas terras em extensões de até 10 hectares. Além disso, costumam viver em casal com seus filhotes, que nascem uma vez por ano.

Entre suas principais espécies encontramos as que mencionaremos abaixo:

  • Aotus azarae.
  • Aotus griseimembra.
  • Aotus lemurinus.
  • Aotus nigriceps.
  • Aotus vociferans.

Família Pitheciidae

Essa família é composta por 54 espécies, distribuídas apenas nas florestas tropicais da América do Sul. Eles geralmente são encontrados na Amazônia e na área atlântica do Brasil. Os tamanhos de suas espécies variam entre 20 a 70 centímetros, com pesos entre 2 a 4 quilos.

São exclusivamente de comportamento arbóreo e diurno. Sua dieta é baseada em frutas grandes com casca dura, folhas e insetos. São animais sociais que formam comunidades de 10 a 30 indivíduos.

Em geral, essa espécie dá à luz apenas um filhote em sua vida e sua maturidade sexual é alcançada entre 3 e 4 anos de idade. Neste grupo encontramos:

  • Uacaris.
  • Pithecia irrorata.
  • Chiropotes chiropotes.

Família Atelidae

Família composta por 27 espécies distribuídas em áreas da América Central e do Sul. Eles são encontrados em países como México, Argentina, Peru e Brasil. Esses macacos são considerados os maiores do novo mundo. Seu tamanho corporal varia de 50 a 90 centímetros, e seu peso entre 4 a 15 quilos.

São de comportamento diurno e principalmente arbóreo. Os macacos da família Atelidae têm membros, dedos e caudas longos e preênseis, que usam para se mover.

Alimentam-se de frutas, folhas, brotos e insetos. São animais sociais e se reúnem em grupos de 10 a 100 indivíduos, dependendo da espécie. Todas as suas espécies se comunicam por meio de vocalizações, com destaque para o bugio, conhecido pela intensidade de seu canto, que pode ser ouvido a 2 km de distância.

Entre suas principais espécies encontramos:

  • Alouatta palliata.
  • Macacos-aranha.
  • Macaco-barrigudo.
  • Muriqui-do-norte.

Macacos do velho mundo

Os macacos do velho mundo são o maior grupo de primatas da Terra. Caracterizam-se por serem maiores que seus congêneres do novo mundo. Possuem nádegas cobertas por calos isquiáticos, além de terem caudas que não são preênseis. Eles são nativos e endêmicos da Ásia e da África.

Na família dos cercopitecídeos, encontramos um total de 21 gêneros e 139 espécies de macacos, que habitam diferentes ecossistemas como florestas tropicais, savanas, cerrados e montanhas. São animais sociais que vivem em comunidades de vários indivíduos.

Entre suas espécies, os menores são os Miopithecus, com comprimento médio de 30 centímetros e peso de 1 quilograma, e os maiores são os babuínos, com tamanho de 70 centímetros e peso de 50 quilos.

Outra diferença com os macacos do novo mundo é sua estrutura nasal, já que nos macacos do velho mundo suas narinas apontam para o lado, enquanto nos platirrinos as narinas apontam para baixo. Sua dieta inclui frutas, sementes, flores, ervas, insetos, répteis, pássaros e outros mamíferos. Entre os principais encontramos:

  • Mandril.
  • Babuíno.
  • Macaco-narigudo.
  • Erythrocebus patas.
Características do mandril.

Como você deve ter notado, existem vários tipos de primatas, cada um com suas características que os tornam especiais. É importante que os seres humanos busquem o cuidado e a preservação dessas espécies no planeta, pois um dia pode ser tarde demais.

Pode interessar a você...
Por que os macacos-japoneses têm a cara vermelha?
Meus Animais
Leia em Meus Animais
Por que os macacos-japoneses têm a cara vermelha?

Cientistas descobrem as razões pelas quais os macacos-japoneses têm rostos vermelhos. Vamos ver mais sobre esses mamíferos aqui.



  • Aggelopoulos NC, Deike S, Selezneva E, Scheich H, Brechmann A, Brosch M. Predictive cues for auditory stream formation in humans and monkeys. The European journal of neuroscience. 2020;51(5):1254-64.
  • Caruana F, Jezzini A, Sbriscia-Fioretti B, Rizzolatti G, Gallese V. Emotional and social behaviors elicited by electrical stimulation of the insula in the macaque monkey. Current biology : CB. 2011;21(3):195-9.
  • Cruz-Aguilar MA, Ayala-Guerrero F, Jiménez-Anguiano A, Santillán-Doherty AM, García-Orduña F, Velázquez-Moctezuma J. Sleep in the spider monkey (Ateles geoffroyi): A semi-restrictive, non-invasive, polysomnographic study. American journal of primatology. 2015;77(2):200-10.
  • Disotell TR, Tosi AJ. The monkey’s perspective. Genome biology. 2007;8(9):226.
  • Grassotti TT, Zvoboda DA. Intra and inter-monkey transmission of bacteria in wild black capuchins monkeys (Sapajus nigritus): a preliminary study. 2021;82:e237460.
  • Petticrew M, Davey Smith G. The monkey puzzle: a systematic review of studies of stress, social hierarchies, and heart disease in monkeys. PloS one. 2012;7(3):e27939.
  • Schlitzer M. [Monkeys, humans and malaria. Monkey malaria – for people too dangerous!]. Pharmazie in unserer Zeit. 2009;38(6):528-30.
  • Wallace R, Rumiz D. Atelidae. 2010. p. 333-66.