O momento da despedida do nosso animal de estimação

O momento da despedida do nosso animal de estimação

Última atualização: 11 Julho, 2021

Um animal de estimação não é apenas um animal, pois com o tempo ele se torna um membro da família. Isso acontece principalmente com cães e gatos, mas também com papagaios e outros animais. A cumplicidade torna-se tamanha que sabemos o que eles querem apenas através do olhar. Por isso, os animais de estimação se tornam mais um ente querido e, quando chega o momento de nos deixar, surge um sentimento de luto semelhante a quando perdemos um familiar. Para que essa situação não seja tão dolorosa, devemos nos preparar para o momento da despedida do nosso amiguinho.

Como podemos nos preparar para o momento da despedida do nosso animal de estimação?

Estar preparado não significa temer a cada segundo que nosso animal de estimação vá desaparecer da face da terra a qualquer momento. Significa simplesmente que certos animais (especialmente cães e gatos) vivem menos que os humanos e que devemos aproveitar o tempo juntos ao máximo.

A perda do animal de estimação deve ser sempre encarada como algo natural e parte do ciclo de vida. Algo fundamental nessa preparação é descartar os sentimentos de culpa que costumam surgir nos últimos momentos da vida de um animal de estimação, pensando que não se fez o suficiente para ele ou que não demos a devida atenção. Esses pensamentos apenas aumentam a tristeza e também são completamente falsos.

O momento da despedida do nosso animal de estimação.

Quais são os sinais que indicam a proximidade da morte do meu animal de estimação?

Como acontece com qualquer doença, existem sinais em nossos animais que indicam que sua morte está se aproximando. Saber identificá-los é uma forma de nos preparar para o momento da despedida do nosso amiguinho.

Normalmente, quanto mais velhos os animais de estimação, menos apetite eles têm. Além disso, sua atividade diminui, sua respiração ofegante aumenta e não é incomum o aparecimento de algum tipo de claudicação. Pelos grisalhos também podem aparecer concentrados especialmente na região do rosto. As gengivas perdem a cor rosada da juventude.

E quanto às crianças? O que fazer?

Esse tipo de situação afeta especialmente as crianças, portanto, elas devem receber muita atenção nesse momento. Provavelmente, a perda do animal de estimação será a primeira experiência dolorosa que elas terão e é aconselhável conversar sobre esse assunto abertamente, mostrando para elas que estamos todos tristes e sentiremos saudades do animal.

Acima de tudo, você deve fazer os pequenos entenderem que esses sentimentos são completamente normais. Além disso, não é aconselhável em nenhum caso esconder a morte com histórias de que o animal saiu de férias, foi para uma fazenda ou fugiu, pois isso só dará à criança a esperança de que seu animal possa voltar e não ajudará a superar para perder.

A eutanásia animal é aconselhável?

As causas da morte de animais domésticos geralmente são acidentes, doenças e velhice. No primeiro caso, nada pode ser feito, mas nos demais, pode-se cogitar a opção da eutanásia. Essa é uma decisão que deve ser tomada com o auxílio do veterinário e quando o animal já estiver muito doente, não estiver comendo, dormindo ou se movendo, e apresentar dores muito intensas.

A eutanásia é realizada sob a supervisão de um veterinário, que garante que o processo seja totalmente indolor para o animal. Antes de colocá-lo para dormir para sempre, é altamente recomendável que o tutor fique com seu animal de estimação para tranquilizá-lo e para que ele fique calmo e alegre, pois o fiel companheiro percebe perfeitamente as emoções do seu tutor.

Como passar pelos primeiros dias sem o animal de estimação?

Segundo psicólogos, o luto que se segue à perda de um animal de estimação obedece às mesmas diretrizes do luto provocado pela morte de um ente querido. A primeira fase é a desolação. O tutor não acredita que seu amado animal não esteja mais ao seu lado e pode ser invadido por um sentimento de culpa por talvez não ter agido corretamente.

Porém, o tempo cura tudo e aos poucos as lembranças dos bons tempos vão superando a lembrança do momento da morte. Cada pessoa é diferente e vive esse processo de maneira única. No entanto, não é aconselhável adotar outro animal imediatamente em seguida, pois a pessoa só conseguirá compará-lo com o que se foi.

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