O mutum-grande: características e mecanismos de adaptação

junho 5, 2019
O mutum-grande é uma ave dimorfa, porque existem diferenças físicas importantes entre o macho e a fêmea.

Esta é uma ave muito bonita que está em perigo de extinção. A seguir, veremos as características e mecanismos de adaptação do mutum-grande, uma espécie afetada pela caça furtiva, mas com grandes chances de sobrevivência.

Características do mutum-grande

Nesta espécie, o macho e a fêmea têm cores e tamanhos diferentes. O macho é preto com tons esverdeados e ventre branco, crista erétil e protuberância amarela na mandíbula.

A fêmea tem penas marrom-avermelhadas com listras pretas, o pescoço é preto e branco, não tem protrusão e o topo é branco. Devido a essa característica, é identificado como uma ave dimorfa.

O mutum-grande não excede 91 centímetros de altura e pesa em média 3,57 quilos. A cauda mede entre 29 e 38 centímetros, possui quatro dedos longos nas patas e um bico ligeiramente curvo, curto e robusto. É considerada uma espécie herbívora que se alimenta de frutos e sementes, insetos, lagartos e roedores pequenos.

Reprodução

A época de reprodução começa nos meses de fevereiro e março. O namoro começa com vocalizações do macho, que oferece comida à fêmea. Em seguida, ele constrói o ninho em árvores de grande porte: o macho usa os caules ocos e ramos que estão um pouco acima do chão.

Essas aves se reproduzem através de ovos, geralmente dois, que a mãe incuba por 30 dias. O segundo filhote nascerá um dia após o primeiro e deixará o ninho assim que quebrar a casca. Depois, os pais cuidarão de ambos.

Reprodução do mutum-grande

Os filhotes querem sair do ninho rapidamente. Em pouco tempo, eles estão dando pequenos saltos atrás da mãe quando saem para procurar comida. Logo eles poderão se alimentar. Eles fazem isso em arbustos, grama ou galhos.

Os sons emitidos pelo mutum-grande quando está procurando comida são tão fortes quanto os que produz quando está em fase reprodutiva.

Tímido e agressivo

Este geralmente é um pássaro tímido, embora em tempo de calor se torne agressivo. Geralmente escolhe não se defender, mas quando é atacado, foge e se junta às outras aves.

É uma ave com hábitos diurnos, arbóreos e terrestres. O mutum não gosta de voar, por isso fica nas árvores, onde se movimenta pulando e caminhando. Ele apenas desce ao chão para coletar sementes, frutas e beber água.

Uma ave de florestas tropicais

O mutum-grande, cujo nome científico é Crax rubra, é uma ave da família Cracidae e da ordem galliforme. Ele vive em extensas áreas de florestas tropicais, de Tamaulipas à Península de Yucatán, incluindo a ilha de Cozumel, no México. Também pode ser visto na Costa Rica, Panamá, Colômbia e Equador.

É conhecido como paují, faisão-americano ou real. Outros nomes são guaco, chonco, hoco, kanbull, tepetotol e tutule. Nos tempos pré-hispânicos, estava ligado à fertilidade, milho e água.

Uma ave de florestas tropicais

Caça furtiva e risco de extinção do mutum-grande

A apetitosa carne e a beleza das penas do mutum causam uma caça excessiva que o coloca em risco de extinção. Hoje, a União Internacional para a Conservação da Natureza considera esta ave uma espécie em perigo de extinção, e o seu consumo é proibido.

Um exemplo de sua situação atual é na ilha de Cozumel. Existem apenas cerca de 200 exemplares. Esta é uma espécie indefesa diante das tempestades marinhas.

Mecanismos de adaptação do mutum-grande

Em paralelo, há ações promovidas para a sua preservação através das Unidades de Manejo para Conservação da Vida Selvagem (UMA). Estas ações visam a conservação do habitat natural, populações e espécimes silvestres em cativeiro.

O mutum geralmente se move em grupos de até 12 aves, embora em algum momento você possa ver espécimes que viajam sozinhos. Ele pode viver tranquilamente sendo cuidados pelo homem em cativeiro, ou com medo de virar comida de mamíferos em áreas livres. Seus principais predadores são os ocelotes e os falcões.

Ações necessárias

Para evitar sua extinção, recomenda-se não cortar as árvores onde eles possam construir seus ninhos. É preciso proteger também os espécimes que ainda existem em cativeiro para que possam se reproduzir; a denúncia da caça furtiva é outra ação que pode ser realizada.

Se aprendermos sobre as características e mecanismos de adaptação do mutum-grande, saberemos como evitar que ele seja extinto. Assim, esta bela espécie poderá continuar a povoar as florestas do norte, centro e sul da América.