O olfato do cachorro usado para detectar o câncer de mama

junho 19, 2020
O olfato do cachorro permite detectar certos odores emanados de tumores de câncer muito antes de serem identificados pela medicina... com apenas um treinamento de oito semanas!

Nós sabemos que o olfato do cachorro é muito mais desenvolvido do que o dos humanos. E talvez possa chamar nossa atenção quando os cães conseguem detectar coisas que nós não conseguimos… Saiba que alguns conseguem detectar até mesmo o câncer de mama!

O olfato do cachorro consegue detectar o câncer?

No momento, não sabemos muito bem como o olfato do cão funciona, mas o que temos certeza é que ele é desenvolvido de tal maneira que pode identificar muito mais aromas do que nós.

A detecção do câncer pelos cães ainda não é muito estudada, mas é mais do que interessante do ponto de vista médico e, ao mesmo tempo, curiosa.

Existem cada vez mais casos de cães que foram capazes de sentir o cheiro dessa doença, mesmo nos estágios iniciais. Dessa forma, os tratamentos médicos podem ter melhores efeitos quando se compara com os casos mais avançados.

Agora, o que especificamente o olfato do cachorro identifica? Os cães podem detectar os chamados compostos orgânicos voláteis (VOCs), que são pequenas partículas produzidas pelo tumor e se espalham pelo corpo de uma pessoa doente.

O olfato do cachorro consegue detectar o câncer?

Em outras palavras, o câncer emite partículas químicas com um cheiro detectável pelo cães. Nem todos os cânceres têm o mesmo VOC. Para poder identificá-lo, os cães cheiram amostras biológicas dos pacientes, seja de sangue, urina ou fezes. Alguns também fazem isso através do hálito.

Algo realmente impressionante é que o olfato do cão pode identificar, por exemplo, um câncer de mama muito antes dele aparecer em uma mamografia ou ultrassom mamário, e até mesmo antes do exame ginecológico de rotina.

O olfato do cachorro é treinado para detectar o câncer?

Embora tenha havido muitos casos de cães que conseguem identificar o câncer dos seus donos, a verdade é que, para obter uma maior eficácia, o animal deve ser treinado. Independentemente da raça (pode ser um pastor alemão, labrador, poodle, galgo inglês, cocker spaniel, etc.), o animal deve ser ensinado desde jovem.

Para que o cão “cheire o câncer”, primeiro é preciso decidir que tipo de câncer ele será capaz de detectar. Claro, porque eles devem ser ensinados a detectar um câncer específico, como o de mama, ósseo, pulmão, etc. Com apenas oito semanas de treinamento diário, o animal pode se tornar um especialista.

O olfato do cachorro é treinado para detectar o câncer?

Quanto mais amostras da mesma pessoa o animal cheirar, mais fácil será para ele dar um ‘diagnóstico’ preciso. Além disso, é necessário que o cão cheire também amostras de diferentes pessoas: pessoas que fumam, que bebam álcool, que tenham outras doenças, de diferentes idades, de ambos os sexos ou completamente saudáveis.

Depois de cheirar todas as amostras e identificar aquela que pertence à pessoa com câncer, ele deve receber um prêmioIsso é conhecido como ensino ou treinamento positivo (ou seja, a violência não é usada para obter resultados).

Quais são os benefícios?

Poderíamos dizer que o “simples” fato de os cães serem capazes de identificar um câncer é suficiente para implementá-lo em hospitais ou clínicas, mas esse treinamento canino tem outras vantagens ou usos:

1. É rápido, pois o animal só precisa cheirar amostras de fluidos corporais.

2. Não é invasivo, porque não é necessário realizar biópsias ou cirurgias (em primeira instância).

3. É barato comparado a outros tratamentos médicos, embora isso não signifique que devam ser substituídos.

4. É muito confiável e a detecção é precoce, mesmo na chamada ‘fase zero’, antes de a doença ser identificada por outros métodos.

Até agora, o nariz do cão foi capaz de identificar câncer de mama, ovário, bexiga, pele e pulmões, ou pelo menos é o que temos confirmado. Eles têm a capacidade de sentir o cheiro das células produzidas pelos tumores e que são eliminadas através da urina, fezes ou suor.

  • José Luis Ruiz Cerdá. (2015). AECCDetalleProyecto.