Peixe-pedra, o habitante quase invisível do recife

· março 11, 2019
Considerado o peixe mais venenoso e mortal do mundo, o peixe-pedra é um artista da camuflagem; suas picadas são sofridas geralmente por nadadores desavisados que entram no habitat do animal.

Embora possa parecer, não é uma pedra. É uma criatura viva que toma a forma de uma rocha e pode ferir além das expectativas de qualquer pessoa. É o peixe-pedra, uma espécie venenosa mortal que se camufla como uma rocha acinzentada ou acastanhada.

As pessoas, quando nadam em mar aberto, costumam confundi-lo com um pedregulho e pisar nele, levando a situações que as colocam em perigo de vida.

Pisar em um animal dessa espécie é muito perigoso, já que a pressão exercida sobre ele faz com que ele espalhe seus espinhos e libere um veneno muito poderoso.

A toxina causa dor e paralisia tão insuportável que, se a pessoa não for tratada a tempo, pode causar a morte do indivíduo.

Este espécime não é agressivo e não ataca a menos que seja provocado, e seu mecanismo de defesa é ativado se pisarmos nele por acidente.

Aparência física

Fiel ao seu nome, o peixe-pedra parece uma rocha cascuda ou um pedaço de entulho no fundo do mar. Mas se você olhar de perto, pode encontrar algumas características interessantes.

A maioria dos peixes-pedra são de coloração marrom ou cinza com manchas amarelas, laranja ou vermelhas no corpo. O peixe-pedra de estuário é geralmente marrom ou marrom avermelhado.

As protuberâncias em laranja, como esponjas encontradas em alguns desses animais, podem fazer com que pareça um pedaço de detrito no recife de corais.

Peixe-pedra camuflado

Em geral, seu tamanho atinge 35 centímetros de comprimento, embora existam registros de indivíduos com até 50 centímetros. Esse animal pode pesar cerca de 2,5 quilos.

Seus olhos são enormes, e a localização deles pode ajudar a distinguir a espécie de recife e a de estuário. Os olhos destes últimos são mais altos e separados por uma crista, e os dos peixes-pedra dos recifes são separados por uma profunda depressão.

Uma das características mais importantes desta espécie marinha é a sua barbatana dorsal modificada na forma de uma agulha, na base da qual estão as glândulas venenosas sensíveis à pressão.

Tem 13 espinhos afiados em sua barbatana dorsal e, sempre que se sente ameaçado, os levanta para se defender.

Junto com os 13 espinhos da barbatana dorsal, tem dois espinhos pélvicos e três espinhas anais, mas eles permanecem enterrados dentro da pele. Este peixe não tem escamas; sua pele cascuda é o que lhe dá a aparência de rocha áspera.

Habitat e reprodução

O peixe-pedra é encontrado nas regiões costeiras dos oceanos Índico e Pacífico, e nas águas do norte da Austrália.

Seu habitat principal são os recifes de corais. No entanto, eles também podem ser encontrados perto e sob saliências rochosas, lama ou areia, nas entradas das marés.

Embora os peixes-pedra sejam em grande parte marinhos, alguns deles também podem viver em rios.

Tanto os peixe-pedra de recife quanto os de rio exibem o mesmo padrão de reprodução. A fêmea carrega dentro de si os ovos não fertilizados, que são liberados no fundo do mar ou em uma plataforma de rocha.

Peixe-pedra

Quando o peixe macho alcança essa área, ele espirra seus espermatozoides nos ovos. Quando fertilizados, os ovos eclodem em três dias.

Os recém-nascidos tendem a ser presas fáceis para outros peixes, então apenas alguns deles sobrevivem e atingem a idade adulta.

Outros fatos interessantes sobre o peixe-pedra

O peixe-pedra se alimenta principalmente de pequenos peixes e camarões. Esta espécie é um paciente caçador capaz de esperar por horas até que uma presa esteja ao seu alcance para que consiga surpreendê-la.

Às vezes se enterra na areia de tal maneira que só o topo da cabeça e os espinhos permanecem expostos. Se a presa estiver localizada atrás de sua cabeça, ela levanta seus espinhos para assustar e levá-la para a área de ataque.

As glândulas de veneno localizadas na base desses espinhos contêm neurotoxinas. A picada pode produzir dor e inchaço severos.

Eventualmente, eles podem causar morte e paralisia do tecido, dependendo da profundidade da penetração e do número de espinhos.

Depois de descarregar o veneno, as glândulas precisam de algumas semanas para se reabastecer. A quantidade de veneno descarregado é proporcional ao grau de pressão aplicado.

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