5 sinais de que um cachorro está prestes a morrer

Aceitar a morte de um ser tão querido nunca é fácil, mas esses sinais podem nos preparar se tivermos que tomar uma decisão difícil.
5 sinais de que um cachorro está prestes a morrer

Última atualização: 15 janeiro, 2021

Dizer adeus a um amigo nunca é fácil. Os cães vivem menos do que as pessoas e temos que assumir que a sua estadia conosco um dia acabará. Todo esse processo de luto fica mais fácil quando sabemos de antemão a gravidade da situação, por isso é conveniente conhecer os sinais de que um cão está prestes a morrer.

Quais sinais indicam que um cachorro está prestes a morrer?

A morte de um animal é produzida pelo término das funções de um ou mais sistemas vitais, como frequência cardíaca, respiração… Alguns sinais indicam que algo não está mais funcionando bem no corpo do nosso amigo.

Que sinais indicam que um cachorro está prestes a morrer?

1. Apatia e comportamentos estranhos

Progressivamente, com a idade, o cão aceitará menos atividade física. Inclusive, ele pode até querer parar de fazer longas caminhadas ou sair com frequência. Porém, se esse comportamento mudar de um dia para o outro, podemos suspeitar de algum tipo de problema de saúde.

No entanto, só porque um cachorro mostra relutância não significa que ele morrerá, pois ele pode simplesmente estar fraco por algum motivo específico.

Mudanças repentinas no comportamento de um cão idoso podem indicar sintomas de demência senil, que para os animais é conhecida como a síndrome da disfunção cognitiva. Um animal com essa síndrome apresenta:

  • Alterações no seu ciclo de sono.
  • Urinar em lugares onde não urinava antes ou urinar de forma repentina.
  • Desorientação. O animal pode não reconhecer pessoas ou animais que conhecia ou pode andar sem rumo.
  • Como mencionamos, o animal pode parecer apático e deprimido.

2. Exames anormais

Se alguma doença estiver causando a deterioração do cão, isso se refletirá em um exame de sangue. Quando órgãos como os rins, o fígado ou o pâncreas são afetados, podem causar sintomas externos no animal e, à medida que a doença progride, podem afetar outros sistemas.

3. Sinais vitais alterados

Os sinais vitais são as medidas de diversos parâmetros fisiológicos que mudam de forma rápida as funções corporais mais básicas de um ser vivo. Para cada espécie, existe uma faixa de valores normais que um indivíduo saudável pode apresentar.

Quando um cão está para morrer, esses sinais vitais mostram valores muito acima ou muito abaixo do normal. As constantes são monitoradas na clínica veterinária e os intervalos normais em cães são:

  • Temperatura corporal: 37,5 – 39,2 ºC.
  • Frequência cardíaca: 60 – 180 batimentos/minuto. Uma taxa abaixo de 60 batimentos/minuto é bradicardia e, em torno de 200, taquicardia, o que pode levar à parada cardíaca e morte do animal.
  • Frequência respiratória: 10 – 30 respirações/minuto. O aumento da frequência respiratória é denominado taquipneia e bradipneia. A falta de oxigênio no cérebro pode ser fatal.
  • Pressão sanguínea sistólica de 100 – 160 mm Hg e diastólica de 60 – 90 mm Hg. Se o cão tiver tendência à hipertensão, podemos descobrir indo ao veterinário periodicamente para medir sua pressão. A hipertensão de longo prazo pode causar problemas renais e cardiovasculares.
  • Tempo de recarga capilar: menos de dois segundos. Pode ser verificado pressionando a gengiva do cão e contando o tempo que ela retorna à sua cor rosa normal. Uma coloração pálida ou azulada pode indicar, além de desidratação, problemas no sistema cardiovascular.

4. Sinais de que um cachorro está prestes a morrer: não querer comer nem beber

Talvez seja o sinal mais óbvio, principalmente se o cão sempre mostrou um grande apetite. O cão deixa de querer comer e a comida não é mais uma motivação. Ele também para de beber e, consequentemente, perde a hidratação.

5. Sinais de que um cachorro está prestes a morrer: não quer mudar de posição ou se mover

O animal se mostra desconfortável e não quer se mover ou está muito fraco para isso. Esse é já um sinal mais preocupante e diante do qual teremos que nos perguntar se o animal está sofrendo.

Evitar que o cachorro sofra

É um momento muito doloroso, mas se com o tempo percebermos sinais suficientes, teremos que pensar em ir ao veterinário e ver o que é melhor para evitar que nosso animal de estimação sofra. No final das contas, a última decisão cabe ao tutor, mas o veterinário é quem, com o seu olho clínico, saberá se chegou a hora do animal.

Evitar que nosso cachorro sofra

Em primeiro lugar, lembre-se de que se você se preocupa com a saúde do seu cão, deve ir levá-lo a centro veterinário, pois a gravidade da situação deve ser avaliada por um profissional.

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  • Á. González-Martínez, B. Rosado, S. García-Belenguer, M. Suárez. Síndrome de disfunción cognitiva en el perro geriátrico. Clin. Vet. Peq. Anim, 2012, 32 (3): 159-167
  • ATEUVES. Parámetros fisiológicos en el perro y el gato.