Cavalos dormem em pé ou deitados? Saiba aqui!

· março 5, 2019
Os cavalos dormem de uma maneira ou de outra de acordo com as circunstâncias, mas devemos ter em mente que eles precisam permanecer alertas por seu instinto, com o qual evitam ser atacados. 

Todos os animais precisam de descanso, mas existem maneiras diferentes de fazê-lo. Você gostaria de saber se os cavalos dormem em pé ou deitados? 

Neste artigo, vamos responder a esta pergunta.

Características do sono equino

Antes de falar sobre se os cavalos dormem em pé ou deitados, é necessário conhecer um pouco da fisiologia dos equinos.

Ao contrário do que acontece, por exemplo, com os felinos, que podem dormir profundamente um dia inteiro depois de terem comido em excesso, os cavalos não desfrutam desse “luxo” e precisam ficar alertas para evitar serem atacados.

Não importa se o animal está em pé ou deitado, com os olhos abertos ou fechados. Sempre estará prestando atenção ao que está acontecendo ao seu redor e pronto para escapar dos perigos.

Por este motivo, é um pouco difícil determinar quantas horas por dia os cavalos dormem.

Em geral, estima-se que os potros durmam 30 minutos a cada hora (ou seja, 12 horas por dia), que os jovens durmam 15 minutos a cada hora (o que corresponde a seis horas) e adultos só dormem três horas por dia.

É bom saber também que os cavalos dormem mais quando está quente, se estão doentes ou se são potros ou idosos.

Além disso, o fator ambiental influencia muito, já que a luz e a escuridão estão relacionadas a períodos de vigília e sono, respectivamente.

Outras razões pelas quais os equinos podem dormir mais ou menos são: a época do ano, a chegada do calor, a gravidez ou a amamentação dos filhotes.

cavalo em estábulo

Mas como eles dormem em pé? Graças ao que é conhecido como “aparelho passivo estático”, que está presente nas patas traseiras e é responsável pelo animal não cair.

Para fazer isso, a rótula trava a tróclea femoral e trava o jarrete e, por sua vez, alivia o peso nos membros.

Isso também começa quando o animal está acordado, por isso não fica tão cansado como se as pessoas tivessem que ficar de pé o dia todo.

Então, os cavalos dormem em pé ou deitados?

Na verdade, eles fazem isso nos dois sentidos, mas o que difere é a “profundidade” do sono ou do descanso. 

Desta forma, o equino pode dormir em pé sem perder o equilíbrio, mas sonha apenas na fase REM (movimentos rápidos dos olhos, em inglês) quando se deita ou se apoia.

Neste estágio, os olhos se movem muito rapidamente e alguns espécimes podem mover suas pernas como se estivessem trotando pelo prado.

Quando se deitam, os cavalos fazem isso de lado ou descansam o peito no chão, com o objetivo de relaxar completamente os músculos.

Durante os períodos de descanso diários, os cavalos podem ter entre dois e quatro ciclos de sono e acordar entre eles para continuar com o estado de alerta necessário para sobreviver. 

Vale a pena notar também que estes animais podem acordar muito mais rapidamente que os outros a partir da sua ‘soneca‘ e ter a capacidade de fugir do perigo em questão de segundos.

cavalo deitado na grama

Os motivos

Acredita-se que os cavalos durmam profundamente para economizar energia, fixar um aprendizado ou eliminar certas substâncias químicas cerebrais, como acontece com outros seres vivos, inclusive humanos.

Não só os cavalos dormem em pé, como também existem várias espécies de mamíferos que têm o mesmo hábito.

Entre eles podemos citar as vacas, burros, asnos, bisontes, búfalos, alces, veados, gnus, renas, gazelas, elefantes, rinocerontes e girafas.

Há também aves que podem descansar sem ter que se deitar! Por exemplo, patos, galinhas, flamingos, pardais, pombos, canários, gaivotas, cegonhas, andorinhões e pombas.

Se você sempre quis saber se os cavalos dormem em pé ou deitados, já tem a resposta: eles podem fazer isso das duas formas, embora não com a mesma profundidade de sono.

Carson, K., & Wood-Gush, D. G. M. (1983). Equine behaviour: II. A review of the literature on feeding, eliminative and resting behaviour. Applied Animal Ethology. https://doi.org/10.1016/0304-3762(83)90139-6